PUTIN É REELEITO PRESIDENTE DA RÚSSIA
PUTIN É ELEITO PRESIDENTE DA RUSIA

Foto: Reprodução

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, proclamou neste domingo sua vitória nas eleições presidenciais em um grande ato ao ar livre perto do Kremlin. “A Rússia está fadada ao sucesso. Devemos manter a unidade”, disse Putin perante milhares de pessoas reunidas na praça Manezh, apesar dos 12 graus negativos marcados pelos termômetros. Putin, aos 65 anos, agradeceu às dezenas de milhões de pessoas que votaram nele e lhe permitiram ser reeleito para outro mandato de seis anos. “Muito obrigado pelo apoio. Muito obrigado pelo resultado. Vocês são nossa equipe e eu sou membro da equipe de vocês e todos os que votaram hoje formam nosso grande time nacional”, destacou. Segundo a Comissão Eleitoral Central (CEC), Putin obteve mais de 75,01% dos votos, após a apuração de 50% dos votos emitidos. O presidente interpretou esses resultados como “o reconhecimento de tudo o que foi realizado durante os últimos anos em condições muito difíceis” e “da confiança e da esperança” no futuro. “O êxito nos espera. É muito importante atrair para o nosso lado aqueles que podem ter votado em outros candidatos. Necessitamos dessa unidade para avançar. E para avançar devemos sentir o ombro de cada cidadão deste país”, comentou. O apoio ao presidente russo foi ainda maior em lugares como a Crimeia, onde, com 21% da apuração concluída, teria recebido 91,69% dos votos. Na península anexada há exatamente quatro anos, seus habitantes participaram hoje pela primeira vez de eleições presidenciais e 1,5 milhão de eleitores teria dado apenas 2,23% dos votos a Grudinin. A presidenta da CEC, Ella Panfilova, assegurou que estas foram “eleições transparentes”, enquanto a defensora pública, Tatiana Moskalkova, rejeitou que tivesse havido denúncias de irregularidades em massa. No entanto, o opositor Alexei Navalny, que estava inabilitado para concorrer às eleições, denunciou algumas irregularidades na jornada eleitoral. No mesmo sentido, o candidato Grudinin qualificou estas eleições como “as mais sujas que aconteceram no período pós-soviético”.

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