Mundo







Mortos por desastre natural podem passar de mil em Moçambique

Foto: International Federation Of Red Cross And Red Crescent Societies / Reuters

O número de pessoas mortas por uma forte tempestade e inundações anteriores em Moçambique pode superar 1.000, disse o presidente do país nesta segunda-feira, colocando o possível total de vítimas fatais muito acima dos dados atuais. Até o momento foram confirmadas 84 mortes em Moçambique como resultado do ciclone Idai, que também deixou um rastro de morte e destruição no Zimbábue e em Malawi, com vastas áreas de terra inundadas, estradas destruídas e comunicação danificada. Em entrevista à Rádio Moçambique, o presidente Filipe Nyusi disse que sobrevoou a região afetada, onde dois rios transbordaram. As aldeias desapareceram, afirmou, e corpos boiavam na água. “Tudo indica que podemos registrar mais de 1 mil mortes”, afirmou.

A cidade portuária moçambicana de Beira sofreu grandes danos, informou a Cruz Vermelha. “A escala da devastação (em Beira) é enorme. Parece que 90% da área está completamente destruída”, disse Jamie LeSueur, líder da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) no local. O ciclone também matou 89 pessoas no Zimbábue, segundo uma autoridade do Ministério da Informação, enquanto o número de vítimas fatais no Malawi decorrentes de enchentes era de 56 até a semana passada. Não foram divulgados novos números de vítimas no país após a chegada do ciclone. No Zimbábue, o distrito de Chimanimani ficou isolado do resto do país devido a chuvas torrenciais e ventos de até 170 quilômetros por hora que varreram estradas, casas e pontes e derrubaram linhas de energia e comunicação. (Informações do Terra)

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EUA retiram diplomatas da Venezuela; Maduro prende repórter

Nicolás Maduro || Foto: Andres Martinez Casares / Reuters

O governo dos Estados Unidos ordenou a retirada de todos os diplomatas e funcionários da embaixada norte-americana da Venezuela. O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse que a decisão foi tomada devido à “deterioração” da situação na Venezuela, que passa por uma crise política e humanitária. “Os EUA irão retirar o restante pessoal da embaixada esta semana. Esta decisão reflete a deterioração da situação na Venezuela, bem como a conclusão de que a presença dos nossos funcionários se tornou um constrangimento para a política dos Estados Unidos”, disse Pompeo no Twitter.  O Departamento de Gabinete do Tesouro de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) também anunciou sanções a um banco com sede na Rússia por manter negócios com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, quem classificou de “ilegítimo”. O banco alvo da sanção é o Evrofinance Mosnarbank (VTB Bank), que mantém negócios com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).

CRISE

A Venezuela está sem energia elétrica há cinco dias devido a um blackout geral. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que não é mais reconhecido como líder por 50 países, ordenou que a escolas e escritórios públicos permaneçam fechados até amanhã (13) devido à falta de energia. Maduro também anunciou a prisão de duas pessoas, as quais ele acusa de “sabotagem” na central elétrica de El Guri, a principal do país. No entanto, ele não deu informações sobre a identidade dos detidos. Por sua vez, o Sindicato dos Jornalistas Venezuelanos (SNTP) divulgou que o venezuelano Luis Carlos Diaz, jornalista de 34 anos de idade especializado em tecnologia, foi capturado por agentes do governo de Maduro. O sindicato acredita que ele seja um dos dois presos pelo regime venezuelano, que acusa hackers e os EUA de provocarem o apagão. Enquanto isso, países como EUA, Brasil, União Europeia, Canadá e Argentina consideram Maduro um ditador e pedem sua saída imediata do poder. O autoproclamado presidente da Venezuela, o deputado opositor Juan Guaidó, acredita que Maduro esteja usando o apagão como forma de deixar a população no desespero. Milhares de venezuelanos sofrem com escassez de alimentos e remédios e estão vivendo em situações precárias. Conteúdo da agencia Terra/ANSA

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Avião com 157 pessoas a bordo cai no trajeto entre a Etiópia e o Quênia

Operações de busca e socorro estão em curso || Foto : Alan Wilson

Operações de busca e socorro estão em curso || Foto : Alan Wilson

Um avião da Ethiopian Airlines, que voava da capital da Etiópia, Adis Abeba, para Nairobi, no Quênia, caiu hoje (10) com 157 pessoas a bordo, de acordo com autoridades dos países. As causas do acidente ainda não são conhecidas.  A aeronave, um Boeing 737 que levava 149 passageiros e oito tripulantes, partiu do Aeroporto Internacional de Adis Abeba às 8h38 (horário local, 2h38 no horário de Brasília) e perdeu contato seis minutos depois. A companhia aérea Ethiopian Airlines informou que as operações de busca e socorro estão em curso e que não há detalhes sobre mortos e feridos.

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Após retorno de Guaidó, Maduro afirma que irá continuar no poder

(Yuri Cortez/AFP)

Um dia após o retorno de Juan Guaidó – autoproclamado presidente interino da Venezuela – ao país, o presidente, Nicolás Maduro, publicou em sua conta no Twitter uma resposta indireta, sem mencionar o opositor, mas sugerindo que pretende se manter no poder. “O mundo é testemunha excepcional de uma Venezuela que enfrenta as agressões imperiais e segue em frente com dignidade”, dizia a mensagem na rede social. “Continuaremos a manter a bandeira dos povos livres que levantam suas vozes contra a interferência imperial”. O texto foi acompanhado por um vídeo dizendo que “a batalha que está acontecendo pela Venezuela é uma batalha pela humanidade”.

Na segunda-feira 4, Guaidó também foi às redes sociais para se pronunciar, informando que deixara o país para se reunir com líderes de outras nações e formar uma coalizão contra o regime de Maduro. O autoproclamado presidente interino chegou, inclusive,  a se encontrar com o presidente brasileiro Jair Bolsonaro – ele já conta com apoio de mais de 50 países, incluindo os Estados Unidos. Seu retorno à Venezuela foi visto como um enfrentamento ao atual presidente, que havia ameaçado Guaidó de “prestar contas à Justiça” – inclusive com ameaça de prisão – por ter desobedecido uma ordem de não sair do país. (Redação Abril.com)

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Guaidó deve chegar ao Brasil por volta da meia-noite

Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela || Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro deve se reunir com Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela, entre amanhã (28) e sexta-feira (1º). O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, participará do encontro. O venezuelano é esperado em Brasília por volta da meia-noite, segundo a assessoria da vice-presidência da República. No mês passado, o Tribunal Supremo de Justiça proibiu Guaidó de deixar o país e congelou suas contas. A Corte atendeu a um pedido do procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, aliado do presidente Nicolás Maduro. Apesar das ordens, o interino foi à Colômbia e prometeu retornar à Venezuela em breve.

Juan Guaidó e Hamilton Mourão, vice-presidente do Brasil || Foto: Reprodução

Há dois dias, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, conversou em particular com Guaidó, em Bogotá, na Colômbia. Antes, Araújo também se reuniu com Guaidó. Eles participaram da reunião do Grupo de Lima, da qual participaram representantes das Américas, em defesa de uma saída pacífica para crise venezuelana sem interferência externa.

VIOLÊNCIA

Nos últimos dias o clima de confronto dominou a região fronteiriça da Venezuela com o Brasil e a Colômbia. Por ordem de Maduro, a fronteira com o Brasil foi fechada. Houve dificuldades para o transporte da ajuda humanitária internacional com registros de mortos e feridos. Segundo relatos, militares venezuelanos atiraram na direção de civis desarmados. Para Maduro, há uma orquestração internacional, liderada pelos Estados Unidos e Colômbia, com o objetivo de promover uma intervenção na Venezuela. Ele e aliados negam a existência de crise humanitária no país. (Com informações da TVN, emissora oficial do Chile/Isto É).

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Jornalistas são retidos em palácio presidencial venezuelano por ordem de Maduro, diz emissora

Foto : Angela Weiss/Getty Images

Foto : Angela Weiss/Getty Images

Seis integrantes de uma equipe da Univision Noticias ficaram retidos no Palácio Miraflores, sede da presidência da Venezuela, na tarde de ontem (25).  Segundo a emissora, a maior rede de televisão hispânica dos Estados Unidos, a ordem partiu de Nicolás Maduro. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Imprensa da Venezuela comunicou que eles foram liberados pouco mais de uma hora depois. O equipamento e a gravação, no entanto, não foram devolvidos.

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Arsenal militar da Venezuela perde força com crise do país

Força militar da Venezuela está reduzida || Foto: Manaure Quintero / Reuters

Força militar da Venezuela está reduzida || Foto: Manaure Quintero / Reuters

A força militar da Venezuela está reduzida, duramente atingida pela crise que destroçou a economia do país com uma inflação de 1.700.000% ao ano. A tropa de 115 mil homens e mulheres registrada em 2015 perdeu cerca de 23% do melhor pessoal, técnicos e profissionais de nível universitário, saídos rumo à iniciativa privada internacional ou, pior, por desencanto – o número de deserções é tão alto que deixou de ser informado pelo governo bolivariano. A oficialidade anda aborrecida com a manipulação da carreira. Há perto de 2 mil generais – 1 para cada 57 soldados -, grande parte deles premiados com promoções políticas. Segundo agências de inteligência da Defesa dos EUA, o inventário do arsenal não vai bem. Tanques T-72 e blindados sobre rodas, fornecidos pela Rússia há pouco tempo, precisam de manutenção pesada. Os dois submarinos leves classe Sabalo, de 1.300 toneladas, estão em péssimo estado, recolhidos em diques secos. Das seis fragatas Lupo da esquadra, apenas duas manteriam o poder de ataque. Na estratégica aviação de combate a situação é grave.

Os caças de múltiplo emprego Su-30 Mk2V, comprados da Rússia em 2006 pelo então presidente Hugo Chávez, enfrentam sérias dificuldades para sair do chão – de acordo com a análise de informações americanas, a frota operacional está limitada a 10 ou 12 supersônicos – só dois deles dotados de recursos eletrônicos para disparar mísseis antinavio de alta velocidade Kh-31 com alcance na faixa de 150 quilômetros. O comando da aeronáutica venezuelana recebeu 24 jatos Su-30. Perdeu um, em acidente. Utiliza parte da frota de 23 unidades como banco de peças e componentes para preservar os três esquadrões remanescentes. Ontem, dois Sukhoi teriam voado, armados e a baixa altura, trovejando as turbinas sobre a região de Cúcuta, fronteira com a Colômbia. Os jatos são espetaculares – podem levar de 8 a 12 toneladas de mísseis, foguetes, bombas inteligentes e tanques extras, além de um canhão de 30 mm. A força aérea emprega jatos subsônicos chineses K-8 Karakorum nas missões de bombardeio leve. As aeronaves, 18 delas, podem receber até 1 tonelada de armas de baixa sofisticação ou acessórios óticos de reconhecimento.

Os caças russos e um único grupo formado por antigos F-16 A/B americanos, na média com 30 anos de uso, foram deslocados de suas bases regulares para El Libertador, em Maracay, no eixo centro-norte da Venezuela. É um enorme complexo, que abriga um aeroporto civil, mais unidades de transporte e vigilância. Há dois dias, uma bateria de mísseis russos S-300 de defesa antiaérea foi fotografada no local por um satélite militar dos EUA. A Venezuela tem três batalhões completos. É a mesma arma cuja presença na Síria e no Irã desagrada à Casa Branca sob Donald Trump. Simples e letal. Uma bateria é formada por 6 carretas lançadoras blindadas, cada uma levando quatro mísseis, 1 radar de longa distância, 1 veículo de comando e controle, e 1 remuniciador. A versão adquirida pelo presidente Maduro, recebida a partir de 2012, custa cerca de US$ 115 milhões, fora o míssil 9M82M, cotado a US$ 1 milhão.

Funcionando no modo automático – o sistema digital rastreia os alvos, prioriza o grau de ameaça e faz o disparo – o tempo de reação é de 3 segundos. Atinge mísseis balísticos e de cruzeiro, aviões e projéteis de artilharia no limite máximo de 150 km a 200 km, a altitudes de 30 km. De acordo com os dados da inteligência, o S-300 tem recebido dinheiro, atenção e cuidados. No lado brasileiro da fronteira, em Roraima, o cenário tático seguiu as definições do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva. Na sexta-feira, Azevedo e Silva havia dito ao Estado que “não há possibilidade de confronto militar” entre Brasil e Venezuela. A 1.ª Brigada de Infantaria de Selva, de Boa Vista, manteve as ações previstas de apoio logístico. (Estadão Conteúdo)

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“Vamos às ruas defender nossa independência”, diz Maduro

Foto: Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse, em sua conta oficial do Twitter, que Caracas e todas as cidades do país estarão mobilizadas para defender a independência da nação. “Hoje a cidade está mobilizada em Caracas e em todas as cidades do país. Todos nós vamos às ruas para defender nossa independência, com consciência e alegria. Não haverá guerra na terra natal de Bolívar e Chávez, a paz triunfará aqui. Venezuela respeita!”, disse Maduro na publicação.

Neste sábado, membros da oposição venezuelana lideram uma operação de entrega de cerca de 200 toneladas de alimentos e suprimentos médicos à população. A delegação irá tentar atravessar as fronteiras do país com a Colômbia e o Brasil, que estão fechadas por ordens do presidente Nicolás Maduro. A estratégia da oposição é levar o auxílio por meio de três ações simultâneas, com eventos na Colômbia, assistência prestada por via marítima e através da fronteira da Venezuela com o Brasil. Maduro recusou a entrada da ajuda de outros países e ordenou o fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil. Desde o último sábado, a região fronteiriça da Venezuela com a Colômbia também está sob vigia das Força Armada Nacional da República Bolivariana da Venezuela (FANB), guarda militar do país. (Estadão Conteúdo)

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Vice de Maduro anuncia fechamento de fronteira com a Colômbia

Delcy Rodríguez

Delcy Rodríguez || Foto: Reprodução

A Venezuela anunciou na noite desta sexta-feira (22) o fechamento da fronteira com a Colômbia no estado de Táchira (oeste). A vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, disse em sua conta no Twitter que decidiu temporariamente fechar a divisa com a cidade colombiana de Cúcuta nas pontes Simón Bolívar, Santander e Unión, por onde entraria a ajuda humanitária coordenada pelo líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó. “Devido às graves e ilegais ameaças tentadas pelo governo da Colômbia contra a paz e a soberania da Venezuela”, Caracas “tomou a decisão de um fechamento total temporário” de todas as pontes que unem os dois países por Táchira, escreveu Rodríguez. A ponte Simón Bolívar é a mais importante para a travessia de pedestres na área e fica na cidade de San Antonio, próximo a Cúcuta. La Unión está em Boca de Grita e Santander, em Ureña.

BRASIL

Nesta sexta-feira (22), militares venezuelanos abriram fogo contra um grupo de civis que tentava ajudar a manter aberta a fronteira da Venezuela com o Brasil um dia depois de o ditador Nicolás Maduro ter anunciado o fechamento da divisa entre os dois países. Ao menos duas pessoas morreram nos conflitos desta sexta. Mesmo com a decisão de fechamento da fronteira, o governo brasileiro decidiu manter a programação de enviar ajuda à região.

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Fronteira entre Colômbia e Venezuela é palco de confrontos

Após o fechamento da fronteira entre Venezuela e Colômbia, houve confusão em pelo menos dois pontos da divisa. Na Ponte Simón Bolívar, um grupo de venezuelanos removeu as barreiras colocadas pelo regime de Nicolás Maduro e as atirou no Rio Táchira. Em seguida, as forças de segurança dispersaram cerca de 200 pessoas que tentavam entrar na Colômbia com gás lacrimogêneo.  Jovens ainda desafiaram os membros da Guarda Nacional cantando o hino venezuelano. Já em Ureña, cidade situada no estado de Táchira, manifestantes tentaram se aproximar da ponte que leva até Cúcuta, na Colômbia, e montaram uma barricada para interromper o avanço das forças de ordem.

Os policiais responderam com balas de borracha e gás lacrimogêneo e conseguiram dispersar o ato. Segundo Juan Guaidó, “diversos membros” da Guarda Nacional em serviço na ponte Simón Bolívar desertaram para se unir à oposição. Por sua vez, a emissora chavista Telesur afirmou que trata-se de “terroristas infiltrados que sequestraram blindados e tentaram atropelar pessoas na ponte”. “É uma operação dirigida por opositores do lado colombiano da fronteira”, disse o canal. (Informações: ANSA)

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Guarda venezuelana amplia fechamento de fronteira com Brasil

Guarda Nacional Bolivariana / Foto: Ricardo Moraes / Reuters

A Guarda Nacional Bolivariana ampliou na manhã deste sábado, 23, o fechamento da fronteira com o Brasil, segundo o Exército brasileiro. Além do posto entre Pacaraima e Santa Elena do Uairen, soldados venezuelanos foram mobilizados em torno de grandes partes da fronteira seca entre os dois países, para dificultar a passagem de venezuelanos que tentem ir para o Brasil. Apesar do cerco, alguns venezuelanos ainda estão entrando em território brasileiro. Os caminhões que transportarão a primeira remessa de ajuda humanitária do Brasil para a Venezuela, principalmente com remédios, partiram na manhã deste sábado de Boa Vista, em Roraima, para a fronteira entre os dois países, que está fechada desde a quinta-feira pelo governo de Nicolás Maduro.

Os veículos são dois caminhões com placas e motoristas venezuelanos foram escoltados pela Polícia Rodoviária Federal e pelo exército durante os 220 quilômetros que levam até a cidade de Pacaraima, situada na própria fronteira. O governo federal estocou em Boa Vista, com ajuda da embaixada dos Estados Unidos, cerca de 200 toneladas de alimentos e remédios, que não puderam ser transportados em sua totalidade devido ao fechamento de fronteira ordenado por Maduro. (Estadão Conteúdo)

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Nicolás Maduro anuncia fechamento da fronteira com o Brasil

Nicolás Maduro | Foto: Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira, 21, que fechará a fronteira com o Brasil e avalia fazer o mesmo com a divisa com a Colômbia. A decisão ocorre a dois dias de a oposição venezuelana iniciar uma operação com auxílio dos dois países vizinhos e dos Estados Unidos para entregar ajuda humanitária à Venezuela.  “Decidi que, no sul da Venezuela, a partir das 20h (21h de Brasília) fica fechada completamente a fronteira com o Brasil, até segunda ordem”, disse o presidente após reunião com o alto comando militar em Caracas. Sobre a Colômbia, Maduro afirmou que avalia uma medida similar e o armazenamento de ajuda humanitária é uma “provocação barata”.

Mais cedo, o deputado opositor venezuelano Américo De Grazia, da Assembleia Nacional, afirmou em sua conta no Twitter que o presidente Nicolás Maduro enviou veículos militares blindados para a cidade de Santa Elena de Uairén, a 12 km da fronteira com o Brasil, para evitar a entrada de ajuda humanitária no país a partir da cidade de Pacaraima, em Roraima.

“O usurpador toma militarmente Santa Elena de Uairén para impedir a entrada de ajuda humanitária para os venezuelanos”, escreveu de Grazia. “No entanto, os povos indígenas Pemones de La Gran Sabana, juntamente com o gabinete do prefeito e os cidadãos, tornarão a solidariedade uma realidade”, completou. No começo desta semana, o governo brasileiro afirmou que montará uma força-tarefa na fronteira com a Venezuela para ajudar na entrega de ajuda humanitária enviada pelos EUA e em coordenação com a oposição venezuelana. Nesta quinta-feira, o chanceler Ernesto Araújo se reuniu com o governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), possilvelmente para discutir os detalhes do plano que o governo chamou nesta semana de “aproximação logística de Pacaraima”. /EFE e REUTERS

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Israel: Netanyahu renuncia a cargo de ministro das Relações Exteriores

Binyamin Netanyahu | © Reuters

premiê israelense, Binyamin Netanyahu, renunciou ao cargo de ministro das Relações Exteriores neste domingo (17) e indicou o ministro da Inteligência, Israel Katz, para substituí-lo.  Netanyahu ocupava o cargo desde 2015. A renúncia veio após um grupo ativista chamado Movimento Por Um Governo de Qualidade ir aos tribunais pedir que o premiê deixasse de atuar como chanceler. Netanyahu acumula ainda o cargo de ministro da Saúde e da Defesa, pasta que assumiu em novembro depois da saída de Avigdor Lieberman, que já foi seu parceiro de coalizão.  O grupo ativista argumenta que a carga de trabalho do premiê é insustentável e que isso prejudicaria um ministério das Relações Exteriores envolvido em disputas orçamentárias.

Defensores do premiê destacam as relações pessoais que ele tem com líderes dos Estados Unidos e da Rússia e as viagens regulares que faz ao exterior. Oficiais do governo afirmaram que Katz, que também é ministro dos Transportes, ficará à frente das Relações Exteriores durante as eleições parlamentares previstas para 9 de abril. Assim como Netanyahu, Katz é membro do partido direitista Likud. “Junto com o primeiro-ministro, continuaremos a liderar a política externa do Estado de Israel para novas conquistas”, disse Katz, 63, em uma rede social. Ele é contrário à criação de um Estado palestino e considera que não existem condições para encerrar o conflito entre Israel e Palestina. Com informações da Folhapress.

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Brasileira é sequestrada e estuprada por 4 homens na Itália

© Ronen Zvulun/Reuters

Uma brasileira de 40 anos de idade foi sequestrada, agredida e estuprada por quatro homens em Gênova, na Itália, na noite da última quinta-feira (14), data em que foi celebrado o “Dia de São Valentim” em vários países, informou a imprensa italiana neste sábado (16). O caso ocorreu na via Martiri del Turchino, no popular bairro Cep de Gênova, no apartamento de um italiano, de 50 anos, que contou com a ajuda de três marroquinos, sendo dois de 25 e um de 30 anos, para realizar o crime. Os quatro homens foram detidos pela polícia local. A vítima, que não teve a identidade revelada, foi resgatada pelas autoridades e levada para um hospital da região, onde contou detalhes sobre o episódio.

De acordo com a brasileira, os homens amarraram seus pulsos e tornozelos com uma fita adesiva para evitar sua fuga. No entanto, ela conseguiu se libertar e ligar para um vizinho no meio da noite, que a encontrou “aterrorizada” e com o “rosto inchado”. Ainda conforme o relato, enquanto o vizinho ligava para as autoridades, a vítima ficou escondida atrás de um carro estacionado na frente do prédio, mas os agressores a encontraram e a arrastaram de volta para o apartamento, local onde a polícia a resgatou. Segundo os agentes, na residência tinha diversas varas, que foram usadas para espancar a mulher. A brasileira ainda revelou que conhecia um dos marroquinos de visitas que fizera a Milão. Ela informou que o homem havia lhe pedido hospitalidade em Gênova por alguns dias. A polícia ainda investiga o caso. (ANSA)

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Ataque a tiros deixa cinco mortos em fábrica nos EUA

© Getty Images/S. Olson Ataque ocorreu em Aurora, a 60 quilômetros de Chicago

Pelo menos cinco pessoas foram mortas e quatro policiais ficaram feridos nesta sexta-feira (15/02) após um homem abrir fogo em uma fábrica de componentes industriais na região de Aurora, perto da cidade de Chicago, nos Estados Unidos. O porta-voz da Câmara Municipal de Aurora, Clayton Mohammed, disse que os quatro agentes estão em situação “estável”, sem oferecer mais detalhes sobre a gravidade de seus ferimentos. Segundo o jornal Chicago Sun-Times, os policiais trocaram tiros por uma hora com atirador até ele ser morto. Não ficou claro se o balanço de mortos divulgado pela polícia incluiu o atirador, que foi identificado como Gary Martin, de 45 anos, que trabalhou na fábrica onde ocorreu o atentado. A mãe do agressor afirmou ao Chicago Sun-Times que o filho havia sido demitido duas semanas atrás e andava “estressado” nos últimos dias.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, declarou em comunicado que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha sido informado do incidente e que acompanha a situação em Aurora. Após a confirmação sobre a morte do atirador, o presidente Trump parabenizou a polícia local em sua conta no Twitter. “Bom trabalho das forças de segurança em Aurora, Illinois. Meus profundos sentimentos a todas as vítimas e suas famílias. Os EUA estão com vocês!”, escreveu.  Na quinta-feira se completou o primeiro aniversário do massacre na escola de ensino médio de Parkland, no estado da Flórida, onde 17 pessoas morreram: 14 estudantes e três funcionários do colégio Marjory Stoneman Douglas.

No dia seguinte da tragédia, os estudantes de Parkland começaram uma campanha agressiva pela regulação e controle sobre a venda e a posse de armas de fogo, conhecida como March for Our Lives (MFOL). Os jovens de MFOL rejeitaram energicamente “os pensamentos e orações” oferecidos por alguns políticos quando ocorrem tiroteios e lhes exigiram controle de armas e proteção real nas salas de aula. Também no último dia 11 de fevereiro, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas em um tiroteio ocorrido em um posto de gasolina situado na cidade de North Miami, na Flórida. Os dois feridos foram internados no Jackson Memorial Hospital com ferimentos de diversa consideração, segundo afirmou a emissora local 7 News Miami. Informações: DW.com

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Equipes resgatam corpo em destroços de avião onde estava Emiliano Sala

A aeronave desapareceu em 21 de janeiro depois de decolar do aeroporto de Nantes

A aeronave desapareceu em 21 de janeiro depois de decolar do aeroporto de Nantes .

Um corpo foi resgatado dos destroços do avião onde estava o jogador argentino Emiliano Sala, informou o governo do Reino Unido ontem (6).  O cadáver havia sido encontrado no local dois dias antes. Não se sabe, no entanto, se o corpo é o de Sala ou do piloto, David Ibbotson. “A operação transcorreu com a maior dignidade possível e as famílias foram informadas dos processos alcançados”, acrescentou o AAIB (Departamento Britânico de Investigação de Acidentes Aéreos).

A aeronave, um monomotor, desapareceu em 21 de janeiro depois de decolar do aeroporto de Nantes (França). O avião seguia para Cardiff, no País de Gales. Além do atacante argentino de 28 anos, o piloto David Ibbotson, de 59 anos, estava a bordo.

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Corpo encontrado em destroços de avião é de Emiliano Sala

Sala viajava de avião da cidade francesa Nantes com destino a Cardiff.

Sala viajava de avião da cidade francesa Nantes com destino a Cardiff.

O corpo encontrado, na última segunda (4), nos destroços do avião que caiu no Canal da Mancha é do jogador argentino Emiliano Sala. A informação foi confirmada na noite dessa quinta-feira (7) pela polícia de Dorset, no Reino Unido. Sala era dado como desaparecido desde o último dia 21 quando o monomotor, de modelo Piper Malibu, sumiu no Canal da Mancha.

A região separa a França do Reino Unido. Segundo informações do G1, Sala viajava da cidade francesa Nantes com destino a Cardiff, no País de Gales. Aos 28 anos, ele foi transferido para o time Cardiff City-FC, que joga na primeira divisão inglesa. Agora, a polícia mantém as buscas por David Ibbotson, piloto e único outro ocupante do avião.

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Ativista que ajudou a denunciar João de Deus é encontrada morta na Espanha

Sabrina cometeu suicídio e deixou uma carta de despedida.

Sabrina cometeu suicídio e deixou uma carta de despedida.

Umas das ativistas que ajudou mulheres a desmascarar abusos sexuais do médium João de Deus e Prem Baba, além de ser responsável por ajudar a cantora Meloddy na carreira, Sabrina Bittencourt, 38 anos, foi encontrada morta neste sábado (2), na Espanha, onde morava. Em nota à imprensa, assinada por Maria do Carmo Santos, presidente da ONG Vitimas Unidas, com a qual Sabrina trabalhava, informou que Sabrina cometeu suicídio.  “O grupo Vítimas Unidas comunica com pesar o falecimento de Sabrina de Campos Bittencourt ocorrido por volta das 21h deste sábado, 02 de fevereiro, na cidade de Barcelona, na Espanha, onde vivia atualmente.

A ativista cometeu suicídio e deixou uma carta de despedida relatando os porquês de tirar sua própria vida…. A luta de Sabrina jamais será esquecida e continuaremos, com a mesma garra, defendendo as minorias, principalmente as mulheres que são vítimas diárias do machismo”, escreveu Maria do Carmo. Sabrina chegou a deixar uma carta aberta em seu Facebook, mas depois apagou. Nela, a ativista disse que fez o possível e que estaria se juntando à vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018.  “Sei no meu íntimo que todo menino nasceu puro e foi abusado, corrompido, machucado, moldado, castrado, calado, forçado a fazer coisas que não queria, até se converter talvez, cada um à sua maneira, em tiranos manipuladores (em maior ou menor grau) que ao não controlar os próprios impulsos, tentam controlar a quem consideram mais frágil e assim praticam estupros, pedofilia? Eu sei, eu sinto, eu vi.

Mas ainda assim, preferi sempre ficar do lado mais frágil nesta breve existência: mulheres, crianças, idosos, jovens, povos originários, afrodescendentes, refugiados, ciganos, imigrantes, migrantes, pessoas com deficiência, gays, pobres, lascados, fudidos, rebeldes e incompreendidos?”, dizia o desabafo.  Gabriel Baum, filho de Sabrina, também usou a rede social para pedir que as pessoas não permitam que a imagem da mãe seja manchada, afirmou que Sabrina lhe disse que seria “a próxima” depois de Marielle e que deixou um material organizado “com provas”. “Minha mãe lutou até o final, ela não desistiu. Ela só se libertou do inferno que estava vivendo”, escreveu.

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Tornado deixa três mortos e mais de 160 feridos em Cuba

Foto: Denis Balibouse/Reuters

Um tornado que atingiu Cuba na noite de domingo (27) deixou três mortos, 172 feridos e parte da cidade de Havana entre escombros e a penumbra. Trata-se do primeiro tornado a atingir a ilha caribenha em décadas. O dirigente cubano, Miguel Díaz-Canel, percorreu as ruas da capital durante a madrugada de segunda-feira (28) para supervisionar os trabalhos de resgate.  “Estamos percorrendo os locais afetados pelo fenômeno atmosférico de grande intensidade em Regla [município de Havana]. Os danos são severos. Várias brigadas trabalhando no restabelecimento”, escreveu o presidente nas redes sociais. “A força dos ventos do tornado pode ser comparada à de um furacão de categoria 4 ou 5, embora seu impacto tenha sido mais localizado”, afirmou o porta governista Cubadebate. No bairro de Galicia, o Hospital Materno Infantil estava sendo esvaziado devido a danos em suas instalações.

“Forte tornado em Havana. Me pegou na rua, no carro, com minha mulher e meus filhos. Tive de ir me esquivando de árvores caídas, inundações, fortes ventos, até chegar em casa. Passamos um grande susto”, afirmou o ator Luis Silva. O tornado se deu em meio a uma esperada tempestade que já afetava a zona oeste de Cuba, com rajadas de até 100 kn/h e penetração do mar. A tormenta se prolongava na madrugada desta segunda-feira. O especialista do Instituto de Meteorologia (Insmet), Armando Caymares, disse à imprensa oficial que “as pessoas sentiram como o som de um avião de propulsão a jato e mudanças na pressão ambiental”. Pelas redes sociais, cidadãos compartilhavam imagens de ruas inundadas, de veículos revirados e lançados contra muros, ou atingidos por postes. Tudo isso em meio à penumbra.

Em vários bairros, a energia já havia sido cortada antecipadamente por precaução, mas ia sendo reposta à medida que as condições melhoravam. Os especialistas em meteorologia explicaram que o fenômeno resultou de uma baixa extratropical que desceu do sudeste do golfo do México e entrou pelo oeste da ilha. As zonas do oeste de Cuba afetadas são as províncias de Pinar del Rio, Artemisa e Mayabeque. A tempestade avançava para o centro do país, mas com menor intensidade, segundo especialistas. De acordo com o Insmet, a passagem de tornados pela capital cubana não é um fenômeno cotidiano. Um dos mais lembrados é o de 26 de dezembro de 1940, que atingiu a localidade de Bejucal. Em 2017, o poderoso furacão Irma castigou 12 das 15 províncias cubanas, deixando perdas de mais de US$ 10 bilhões, com danos em moradias, instalações de saúde, escolas, hotéis, redes elétricas e cultivos. Com informações da Folhapress.

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Ministério da Defesa venezuelano chama de ‘traidor’ adido militar que declarou apoio a Guaidó

Foto: Reprodução do Youtube

O Ministério da Defesa da Venezuela chamou o adido militar do país em Washington, coronel José Luis Silva Silva, de “traidor” por ter declarado apoio ao presidente da Assembleia Nacional do país, Juan Guaidó, que se autodeclarou presidente interino da Venezuela na quarta-feira. Neste sábado, Silva abandonou seu posto e classificou Nicolás Maduro como “usurpador”. Em sua conta no Twitter, na noite de sábado, o Ministério da Defesa acusou Silva de cometer um ato de covardia contra a pátria: “Subordinar-se aos interesses internacionais é um ato de traição e covardia com a pátria herdada por nosso libertador Simón Bolívar, por isso, repudiamos as declarações do coronel Jose Luis Silva Silva, que desempenhava cargo de adido militar nos Estados Unidos.”

Na publicação, o Ministério da Defesa adicionou fotos do militar com a palavra “traidor” escrita em vermelho. A reação aconteceu depois que Silva manifestou apoio ao autodeclarado presidente interino Juan Guaidó. — Esta adidância de Defesa não reconhece ao presidente Nicolás Maduro por considerá-lo um usurpador e reconhece a Juan Guaidó como presidente interino legítimo — afirmou, em um vídeo divulgado em redes sociais. — Esta posição está apegada à Constituição e às leis da Venezuela, e faz um chamado a meus irmãos militares que se somem ao respaldo a Guaidó. Informações de O Globo

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Explosão de carro-bomba em Bogotá deixa mortos em escola policial

Foto: © Mauricio Dueñas Castañeda (EFE)

A explosão de um carro-bomba na Escola General Santander da Polícia de Bogotá, capital da Colômbia, nesta quinta-feira, 17, deixou ao menos nove mortos e cerca de 50 feridos. O atentado, confirmado pelo prefeito da capital colombiana, Enrique Peñalosa, ocorreu no interior da escola de cadetes, no sul da cidade. As autoridades investigam a autoria do ataque, que foi registrado por volta das 10h (13h em Brasília). “Estou regressando de imediato a Bogotá com a cúpula militar ante o miserável ato terrorista cometido na Escola General Santander contra nossos policiais”, afirmou o presidente da Colômbia, Iván Duque, que liderava um conselho de segurança no departamento de Chocó, na costa do Pacífico. “Vamos ao lugar do incidente. Dei ordens à Força Pública para determinar os autores desse ataque e levá-los à Justiça. Todos os colombianos rejeitamos o terrorismo e estamos unidos para enfrentá-lo. A Colômbia se entristece, mas não se detém ante a violência”, completou o mandatário no Twitter.

Uma inspetora que foi testemunha dos fatos, Fanny Contreras, relatou ao Canal 1 que “um carro entrou à força” por um posto de controle de segurança secundário. “Explodiu logo depois. Foi muito forte. O veículo entrou abruptamente.” O Ministério Público e a Polícia estão a cargo da investigação. “Toda a nossa capacidade investigativa [está] voltada para desmascarar os terroristas. Os atos urgentes na cena do crime fornecem as primeiras provas materiais. Haverá justiça”, declarou o procurador-geral do país, Néstor Humberto Martínez. As forças de segurança tentam agora determinar qual grupo tem capacidade e estrutura para perpetrar um atentado dessas características contra um dos símbolos da Polícia colombiana. O Exército de Libertação Nacional (ELN) continua ativo; ainda não deixou as ações armadas e tem recebido sucessivas advertências do Governo. O Clã do Golfo é uma organização criminosa dedicada principalmente ao narcotráfico. Há também as dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), grupos da antiga guerrilha que rejeitaram o acordo de paz alcançado em 2016 por Juan Manuel Santos. Bogotá, atingida durante décadas pela violência durante o conflito armado com as FARC, sofreu cerca de 30 atentados com explosivos. O último ataque com mortos foi em junho de 2017 no Centro Comercial Andino, no norte da capital. Três mulheres morreram. Meses antes, em fevereiro, uma pessoa morreu nas mãos do ELN nos arredores da praça de touros La Santamaría. Informações: El País

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Maduro anuncia aumento de 300% no salário mínimo na Venezuela

Foto: AP Photo/Ariana Cubillos

Foto: AP Photo/Ariana Cubillos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (14) um aumento de 300% no salário mínimo, que passou de 4,5 mil para 18 mil bolívares. Ele também prometeu que o governo vai arcar com os pagamentos para evitar que esta alta alimente a inflação. Com este aumento, o salário mínimo subiu US$ 5,22 (cerca de R$ 19) para US$ 20,9 (cerca de R$ 77), segundo a taxa oficial de câmbio, o que mantém os quase 4 milhões de trabalhadores que o recebem em situação de pobreza extrema pela classificação das Nações Unidas.

Maduro fez os anúncios durante seu discurso anual à nação, que aconteceu em frente à Assembleia Nacional Constituinte (ANC), formada apenas por congressistas governistas e não reconhecida por diversos países. Durante o mesmo discurso, Maduro falou ainda sobre a chegada de novos médicos ao país. “Nas próximas semanas deve estar chegando um reforço da Alba, de Cuba, com a chegada de 2 mil médicos comunitários que vêm de Cuba, direto do Brasil. De dançar samba a dançar joropo (gênero musical venezuelano)”, disse Maduro, que acrescentou que devem chegar outros 500 médicos especialistas cubanos também. “Convoco as comunidades a fazerem uma grande festa”, disse.

‘MÃO DE FERRO’

Também perante a Constituinte, Maduro criticou a breve detenção do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, no domingo, o que chamou de “um show midiático”. O oposicionista foi detido por agentes do serviço de inteligência venezuelana (Sebin) e, segundo sua mulher e parlamentares de seu partido, liberado alguns minutos depois. A ação ocorreu numa rodovia que sai da capital Caracas em direção a La Guaira. Segundo Maduro, os funcionários (da Sebin) que se prestaram a esse papel são “traidores” e tiveram sua destituição ordenada imediatamente.

“Vou agir contra qualquer funcionário que trai o juramento público. Mão de ferro para a corrupção! Mão de ferro para a traição! Eu não vou tremer com ninguém. Ficaremos mais fortes a cada demonstração”, disse o presidente. No domingo, o vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, já havia dito à TV estatal que os agentes que detiveram Guaidó haviam atuado de maneira “unilateral” e “arbitrária”. Ele disse também que os agentes haviam sido destituídos e submetidos a um processo disciplinar. Conteúdo reproduzido do site G1

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Governo de Cuba publica texto de nova Constituição

Foto: Reprodução

O governo de Cuba divulgou neste sábado (5) o texto de sua nova Constituição, que será submetido a referendo popular no dia 24 de fevereiro de 2019. O projeto foi aprovado em 22 de dezembro do ano passado, por unanimidade, em sessão da Assembleia Nacional. Entre outras coisas, a nova Constituição reconhece a propriedade privada, o enriquecimento individual, a liberdade de imprensa e o Estado laico. Além disso, garante a presunção de inocência em processos, proíbe a discriminação de pessoas LGBT, cria o cargo de primeiro-ministro como chefe de governo – o presidente permanecerá como chefe de Estado – e prevê um referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O texto também fixa em cinco anos o mandato do presidente, com direito a uma reeleição, e impõe 60 anos como idade máxima para se candidatar – dessa forma, o atual mandatário do país, Miguel Díaz-Canel, 58 anos, não poderia tentar a reeleição. Por outro lado, a nova Constituição não muda a regra de partido único e mantém o monopólio do Estado na posse de terras. Os conceitos de economia planificada e de país comunista foram mantidos. Ao longo da semana, o texto da Constituição estará disponível em agências de correios de todo o país, em formato de tabloide de 16 páginas. O preço será de um peso cubano (CUP), o equivalente a três centavos de dólar. “A nova Constituição espera por nossa aprovação. Porque resume o que somos e aonde queremos chegar. Porque defende o que conquistamos. Porque nos empurra a alcançar mais”, escreveu Díaz-Canel no Twitter. Com Informações da ANSA

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Tsunami mata pelo menos 222 pessoas na Indonésia

Corpos de vítimas do Tsunami são recolhidos na Indonésia

Foto: Antara Foto/Asep Fathulrahman / via Reuters

Pelo menos 222 pessoas morreram e 843 ficaram feridas após um tsunami atingir a Indonésia, informam neste domingo (23/12) equipes de emergência locais. O número de mortos ainda pode aumentar.  Uma onda atingiu com força uma festa realizada na praia de Tanjung Lesung, na ilha de Java. Alguns integrantes da banda Seventeen, que se apresentava num palco, e parte dos espectadores morreram com a chegada da onda. O vocalista Riefian “Ifan” Fajarsyah publicou na manhã deste domingo um vídeo confirmando, visivelmente emocionado, a morte do baixista e do produtor da banda, além do desaparecimento de outros integrantes do conjunto. “Quando o incidente aconteceu muitos turistas estavam nas praias ao longo de (a cidade) Pandeglang, em Java”, disse o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho, em comunicado. Em um vídeo, publicado por Sutopo no seu perfil do Twitter, pode-se ver a destruição de várias estruturas próximas ao litoral afetado, onde a potência das ondas arrastou vários veículos para o litoral.

Sutopo admitiu que inicialmente as autoridades indonésias confundiram o tsunami com uma maré crescente e chegaram a apelar à população para não entrar em pânico. “Foi um erro, sentimos muito”, escreveu. O porta-voz da BNPB disse que a causa do tsunami vai ser verificada, embora tenha afirmado que o mais provável é que tenha sido causado por um deslizamento de terra submarino produzido pela erupção do vulcão Anak Krakatau e ressacas devido à lua cheia.  A Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo e também um dos mais castigados por desastres naturais. A localização geográfica da Indonésia, no Anel de Fogo do Pacífico, e os mais de 100 vulcões ativos no país tornam a nação propensa a grande atividade sísmica, a maioria moderada, que habitualmente passa despercebida à população. Só este ano, a Indonésia registou 11 terremotos com vítimas mortais. Com informações do Deutsche Welle

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Fortes ondas causam inundações em áreas costeiras de Havana, em Cuba

Inundações em Havana, Cuba. — Foto: YAMIL LAGE / AFP

Inundações em Havana, Cuba I Foto: YAMIL LAGE / AFP

Fortes ventos procedentes do sul dos Estados Unidos provocaram ondas e penetração do mar no oeste de Cuba, com inundações em áreas urbanas baixas de Havana, sem relatos de vítimas. As fortes ondas quebraram no extenso píer que cerca a capital cubana e entraram por vários metros na costa, inundando as ruas. A polícia fechou os acessos e controlou a entrada de pedestres. O fenômeno é raro em dezembro, já que a temporada ciclônica na ilha vai de julho a novembro. Preventivamente, a Defesa Civil lançou seus mecanismos para proteger pessoas, propriedades e recursos, a fim de minimizar os danos. No município da Plaza de la Revolución, 22 pessoas foram evacuadas, disse Jair Morales, presidente do Conselho Municipal de Defesa, à emissora estatal de televisão.

Em algumas áreas, o fornecimento de energia elétrica e o serviço de água potável foram cortados por precaução. Miriam Llanes, diretora do Centro de Previsão do Instituto de Meteorologia, explicou ao jornal oficial “Granma” na manhã desta sexta-feira (21) que a sétima frente fria da temporada entrou em Cuba, precedida por chuvas e trovoadas. De acordo com a especialista, a “baixa extratropical”, que percorreu na quinta-feira o sul dos Estados Unidos, provocou ventos fortes que atingiram velocidades entre 75 e 111 km/h. A ilha caribenha está localizada em uma área habitualmente afetada por ciclones tropicais originários do Atlântico, o que a força a ter mecanismos efetivos de enfrentamento liderados pela Defesa Civil.

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