
Nos últimos anos, tornou-se uma grande preocupação no Brasil os ataques em escolas. De acordo com o Instituto Sou da Paz, entre 2001 e 2023, houve o registro de 24 episódios, sendo que mais da metade desta estatística ocorreu no período entre 2019 e 2023. Alguns dos atentados se tornaram marcantes como o Massacre de Realengo, em 2011, o Massacre de Janaúba, em 2017, e o Massacre de Suzano, em 2019, onde foram registrados o maior número de vítimas fatais.
Discutir este tema é fundamental, como forma de prevenir novos ataques, através de uma série de medidas educacionais e de segurança. Quando se fala em violência escolar, também é importante a busca por medidas que evitem ataques específicos de alunos ou pais aos professores, assim como proteger os perímetros das instituições de ensino, para evitar novos casos de homicídio.
Atentados marcantes em escolas brasileiras
O primeiro grande atentado a uma escola brasileira aconteceu na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, em abril de 2011. O Massacre de Realengo, como ficou conhecido, foi um triste episódio em que um ex-aluno da instituição disparou tiros contra dezenas de estudantes, matando 12 crianças. O atirador cometeu suicídio.
Outro caso chocante foi o Massacre de Janaúba, em Minas Gerais, em que um ex funcionário ateou fogo contra uma sala de aula na Creche Gente Inocente. O autor do ataque, dez crianças e três professoras morreram. O caso ocorreu em 2017.
No ano de 2019, aconteceu outro atentado marcante no Brasil, o Massacre de Suzano, na Escola Estadual Raul Brasil, em que dois homens mataram oito pessoas, feriram outras dezenas, e depois cometeram suicídio. São crimes marcantes, e que deixaram um rastro de tristeza entre amigos e familiares das vítimas.
Uso da tecnologia como prevenção a ataques em escolas
Investimentos em câmeras de segurança podem ser uma importante alternativa para prevenir este tipo de crime nas instituições de ensino brasileiras. Um monitoramento efetivo pode ser capaz de auxiliar as escolas para a identificação de qualquer atitude suspeita próxima das escolas, garantindo um rápido acionamento de agentes de segurança.
Entre os equipamentos disponíveis no mercado para o monitoramento de escolas, as câmeras dome se mostram como excelentes opções. Este tipo de câmera pode ser instalado em diversos pontos, captando imagens em 360 graus, fazendo o rápido reconhecimento facial entre todas as pessoas identificadas. Além disso, os dispositivos possuem recursos de inteligência artificial que podem identificar problemas graves em questão de segundos.
Outra opção que pode ser avaliada para que não ocorram crimes nas escolas do Brasil é através do uso de alertas e sistemas de emergência. Em algumas regiões, já existem escolas que contam com o botão do pânico em pontos estratégicos de acionamento, sendo este feito apenas por alguns profissionais da direção. Além disso, elaborar controles de acesso aos estudantes também pode ser uma boa opção, de forma a evitar que pessoas estranhas compareçam no ambiente escolar, principalmente se estiverem mal intencionadas.
Medidas educativas de prevenção à violência
Um dos principais pontos envolve a promoção de debates em sala de aula, para que os alunos possam ouvir e serem ouvidos sobre diversos aspectos da sociedade. As instituições de ensino também precisam promover ações de prevenção ao bullying, assédio e a qualquer tipo de preconceito, com o objetivo de evitar que estes episódios culminem em casos graves de violência.
Saúde mental é outro ponto importante. A rede escolar precisa contar com uma ampla rede de apoio educacional, que envolva também a presença de psicólogos e pedagogos, principalmente para os alunos que estão na fase da adolescência, período marcado por muitas mudanças.
A cooperação dos pais ou responsáveis dos alunos também se torna uma medida primordial de prevenção à violência. É necessário que eles estejam ali, para entender o que está se passando na instituição, e como eles devem ser importantes agentes de transformação na vida dos estudantes.
Conclusão
O trabalho de prevenção de casos de violência nas escolas brasileiras é necessário e precisa ser constante. Somente com a aliança entre ações educativas e de segurança é que se torna possível evitar graves ataques nas instituições de ensino.

