
Um crime bárbaro e revoltante escandaliza Pernambuco e expõe a falência da segurança dentro das escolas públicas. Alícia Valentina, de apenas 11 anos, morreu no último sábado (6) após ser brutalmente espancada por colegas dentro da Escola Municipal Tia Zita, em Belém do São Francisco.
A menina foi atacada no banheiro da unidade por quatro meninos e uma menina. O motivo da violência seria ainda mais chocante: Alícia teria sido agredida por se recusar a “ficar” com um dos agressores. A covardia resultou em traumatismo cranioencefálico, conforme aponta o atestado de óbito.
Mesmo apresentando sinais graves, como sangramentos no nariz e ouvido, vômito com sangue e forte debilidade, a estudante foi liberada duas vezes por unidades de saúde. Só depois foi transferida ao Recife, onde morreu.
“Era apenas uma criança, sem maldade alguma”, dizem vizinhos e colegas, indignados com a tragédia. O caso levanta suspeitas de negligência médica e omissão por parte da escola, que em nota afirmou ter prestado “todo o socorro necessário”.
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o assassinato cruel, que revolta e choca o país. Os responsáveis pela agressão, todos menores, devem ser ouvidos nos próximos dias. Enquanto a família chora a perda de uma menina que sonhava em estudar e ter futuro, a sociedade exige respostas: como uma criança pôde ser espancada até a morte dentro da escola e ninguém conseguiu impedir?

