
A estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, assassinada a facadas no último sábado (27), em Barbacena, já havia procurado a polícia meses antes da morte para denunciar ameaças feitas pelo namorado, Gustavo Dutra Lima, de 25 anos. Segundo a perícia, Letícia foi morta com mais de 100 facadas.
O boletim de ocorrência foi registrado em 21 de fevereiro deste ano, segundo o portal G1. Segundo a investigação, Letícia relatou episódios de intimidação e apontou o comportamento excessivamente ciumento do companheiro. Os dois cursavam medicina na mesma turma da Faculdade de Medicina de Barbacena.
Preso na manhã de domingo (28), em Bom Jardim de Minas, a cerca de 180 quilômetros do local do crime, Gustavo teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, ele permanece no presídio de São João del Rei.
Enquanto a motivação do assassinato ainda é apurada, a Polícia Civil informou que o caso será investigado como feminicídio e que detalhes adicionais não serão divulgados para preservar o andamento das investigações.
Dados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) mostram que o suspeito também aparece em outros processos ligados a perturbação da ordem, difamação e posse de drogas para consumo pessoal.
Natural de Montes Claros, Letícia estava na fase final da graduação em medicina. No ano passado, comemorou nas redes sociais a apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), marco importante da reta final da formação acadêmica.
A morte da estudante provocou manifestações de pesar de colegas, amigos e familiares. Em mensagens publicadas nas redes, ela foi lembrada como uma pessoa gentil, educada e dedicada à família. A Faculdade de Medicina de Barbacena também divulgou nota de solidariedade. O sepultamento ocorreu na segunda-feira (29), no Cemitério Parque Repouso da Saudade, na cidade. (Com informações do CORREIO)

