
A morte da estudante capixaba Manoela Vilela Ferreira de Lima, de apenas 19 anos, chamou a atenção para um tipo raro de câncer que afeta a glândula adrenal e que pode permanecer sem sintomas por meses, sendo descoberto apenas em estágio avançado.
De acordo com especialistas, esse tipo de tumor costuma apresentar sinais inespecíficos ou até mesmo não provocar sintomas no início da doença, o que dificulta o diagnóstico precoce. Entre os principais sinais de alerta estão hipertensão de difícil controle, palpitações acompanhadas de suor intenso e dor de cabeça, ganho de peso associado à fraqueza muscular, dores na região abdominal ou nas costas e alterações hormonais.
No caso de Manoela, os primeiros sintomas surgiram em novembro de 2025. O diagnóstico foi confirmado no mês seguinte e, durante uma cirurgia realizada em fevereiro deste ano, os médicos constataram que o câncer já havia se espalhado para o fígado, reduzindo as possibilidades de tratamento.
Abalada pela perda da filha, Paula Cássia Bezerra Ferreira, mãe da jovem, decidiu tornar pública a história da família como forma de conscientizar outras pessoas sobre a importância da investigação médica diante de sintomas persistentes.
“Acho que a gente tem que investigar até o final”, afirmou. Especialistas reforçam que, embora seja um câncer raro, a busca por atendimento médico diante de alterações persistentes pode contribuir para um diagnóstico mais precoce e aumentar as chances de sucesso no tratamento. O caso de Manoela serve como alerta para que pacientes e familiares não ignorem sinais que, mesmo parecendo comuns, podem indicar problemas mais graves. (Redação: Jackson Cristiano/Ubaitaba Urgente)

