
A Polícia Civil da Bahia cumpriu, na manhã desta sexta-feira (14), um mandado judicial de busca e apreensão domiciliar durante uma investigação de estupro de vulnerável em Aurelino Leal, no sul da Bahia. A ação foi realizada por investigadores das Delegacias Territoriais de Aurelino Leal e Ubaitaba, vinculadas à 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (7ª Coorpin).
O mandado foi expedido pela Vara Criminal da Comarca de Ubaitaba. Segundo a Polícia Civil, a investigação apura uma suposta prática continuada do crime previsto no artigo 217-A do Código Penal. Conforme os elementos reunidos no inquérito, a vítima teria sido abusada quando ainda era criança.
O caso teria vindo à tona depois que a vítima, atualmente adolescente, relatou os episódios no ambiente escolar. A partir do relato, os órgãos de proteção foram acionados e uma investigação policial foi instaurada. Durante a diligência realizada no bairro ACM, os policiais localizaram e abordaram o investigado em via pública. Ele trabalha como pintor de paredes e é conhecido na cidade. A Polícia Civil informou que, neste momento, o nome do investigado deve ser preservado, em respeito às medidas legais e ao andamento das investigações.
Um aparelho celular e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos para análise pericial. De acordo com a Polícia Civil, o material deverá ser encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para extração de dados e perícia telemática autorizada judicialmente. Ainda segundo a investigação, o suspeito teria mantido contato e realizado abordagens à vítima em locais públicos do município, situação que levou a autoridade policial a solicitar medidas cautelares à Justiça.
Após ser conduzido à unidade policial, o investigado foi formalmente informado sobre as medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre as determinações estão a proibição de contato e aproximação da vítima, familiares e testemunhas, além da restrição de acesso à residência e ao ambiente escolar da adolescente. Também foi determinada restrição de locomoção para fora da comarca e o comparecimento aos atos processuais.
Segundo a Polícia Civil, o eventual descumprimento das medidas poderá resultar na decretação de prisão preventiva. O inquérito continua em andamento na Delegacia Territorial de Aurelino Leal, e os dispositivos apreendidos serão analisados pela perícia para verificar se existem elementos digitais relacionados aos fatos investigados.

