Ubaitaba Urgente

Presidente da ANPC se defende após divulgação de áudio envolvendo Biofábrica

Crédito: Jackson Cristiano/Ubaitaba Urgente
Crédito: Jackson Cristiano/Ubaitaba Urgente

A presidente da Associação Nacional de Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, conhecida como Vanuza do Cacau, negou as acusações de tentativa de suborno divulgadas nesta quarta-feira (27) e afirmou que o áudio apresentado em um programa de rádio foi “tirado de contexto”. Em entrevista ao Bahia Notícias, Vanuza declarou que jamais ofereceu dinheiro para que uma funcionária confirmasse a existência do vírus do mosaico em viveiros do Instituto Biofábrica da Bahia. Segundo ela, a servidora já havia relatado anteriormente a presença da praga no local, mas teria receio de expor a situação.

“Eu não a subornei, jamais faria isso. Inclusive ela me confirmou a presença do mosaico e disse que a praga foi identificada desde o ano passado, mas a empresa não agiu”, afirmou. A polêmica ganhou repercussão após a divulgação de um áudio pelo programa Jornal Interativa News, da Rádio Interativa FM, em Itabuna. No material, uma mulher identificada como Vanuza aparece em uma suposta conversa oferecendo R$ 5 mil e apoio para transferência de familiares para Minas Gerais, em troca de declarações contra o Instituto Biofábrica da Bahia, localizado no distrito de Banco do Pedro, em Ilhéus.

Segundo informações divulgadas, uma funcionária registrou boletim de ocorrência alegando ter sido pressionada a confirmar a presença do vírus nos viveiros da instituição. Ela também afirmou ter recebido mensagens, ligações e supostas ameaças relacionadas ao caso. O episódio ocorre poucos dias após a repercussão envolvendo denúncias sobre uma suposta presença do vírus do mosaico em mudas de cacau produzidas pela Biofábrica. A instituição nega irregularidades e afirma que não existe comprovação técnica da doença nos viveiros. O Instituto Biofábrica informou que já encaminhou o caso às autoridades competentes e que medidas judiciais estão sendo adotadas. O caso deverá ser investigado pela polícia. (Redação: Jackson Cristiano/Ubaitaba Urgente)