Salvador: Caminhoneiros realizam protesto e seguem na direção da Via Expressa
Os manifestantes pretendem impedir a entrada e saída de veículos no porto de Salvador

Os manifestantes pretendem impedir a entrada e saída de veículos no porto de Salvador

Na tarde desta terça-feira (10) cerca de 20 caminhoneiros do Comando Nacional do Transporte estão realizando uma carreata na Via Expressa, que liga a BR-324 ao porto de Salvador. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a manifestação não está trazendo prejuízos ao trânsito, uma vez que os manifestantes estão ocupando apenas uma das faixas da via. A PRF informou também que os caminhoneiros estão sendo escoltados por viaturas policiais. Os motoristas saíram por volta das 14h do Supermercado Makro, seguiram até Simões Filho e, nesse momento, se dirigem no sentido do porto. De acordo com o motorista Denilson Ferreira, o plano inicial é bloquear a entrada e saída do porto por tempo indeterminado. Os transportadores pedem redução no preço do óleo diesel, uma tabela de preços mínimos para o frete e a saída da presidente da República, Dilma Rousseff, do poder. Os atos de protesto acontecem na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. A greve ganhou o apoio de grupos como Movimento Brasil Livre e Vem pra Rua. Os líderes do movimento garantem já ter grande apoio também de caminhoneiros de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A expectativa é atingir pelo menos 70% do País inicialmente. Várias entidades que representam o setor se manifestaram contra esse movimento e veem interesses políticos por trás dessa paralisação. Para o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Bens no Estado do Pará (Sindicam-PA), a greve é organizada “por pessoas que não fazem parte da categoria e estão aproveitando o momento de dificuldade que o País passa”. Já a Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens) diz que “os problemas que afetam a categoria são muitos e que, para resolvê-los, é preciso coesão e sabedoria”. Entidades de Goiás e Tocantins também assinaram, juntos, um documento contra a greve. Principal alvo dos sindicatos, Ivar Schmidt tem 44 anos, mora em Mossoró (RN) e nega qualquer vínculo partidário. Caminhoneiro, ele começou a se destacar há um ano e, em 2015, criou o “Comando Nacional do Transporte”. (Correio).

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