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CRIME EM SARAJEVO: Turistas italianos são investigados por matar civis em ‘safari humano’

Crédito: Shutterstock
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Uma investigação da Procuradoria de Milão revelou um caso chocante de “safari humano” ocorrido entre 1992 e 1996, durante a Guerra da Bósnia. Segundo o jornal La Repubblica, turistas italianos pagavam até 100 mil euros (cerca de R$ 611 mil) para caçar pessoas inocentes nas colinas de Sarajevo, capital da Bósnia e Herzegovina.

Os criminosos partiam de Trieste, na Itália, rumo a Sarajevo, onde recebiam armas para atirar em civis — incluindo homens, mulheres e crianças. A denúncia ganhou repercussão após o lançamento do documentário “Sarajevo Safari”, do diretor esloveno Miran Zupanic, e voltou aos holofotes após nova reportagem do jornal italiano.

Entre os suspeitos estão empresários, médicos e políticos ligados à extrema-direita, com idades entre 40 e 50 anos. O caso foi denunciado pelo escritor Ezio Gavazzeni, com apoio do advogado Nicola Brigida e do ex-juiz Guido Salvini, que classificou o crime como uma “caçada humana”.

A investigação, conduzida pela Procuradoria de Milão e pelo Esquadrão de Operações Especiais (ROS), pretende ouvir testemunhas, entre elas um ex-agente da inteligência bósnia e familiares de vítimas. Os acusados podem responder por homicídio doloso agravado por crueldade e motivos torpes. (CORREIO)