Mário Negromonte é citado em delação que trouxe nomes de Aécio Neves e Renan Calheiros
Foto: Reprodução / Paraíba.com

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Além de ter citado o senador Aécio Neves (PSDB-MG) (veja aqui) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) (leia aqui) em sua delação premiada, o delator Carlos Alexandre de Souza Rocha, o “Ceará”, colocou também no bojo de suas declarações figuras do PP, entre elas o ex-ministro das Cidades e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Mário Negromonte. Ao ser questionado sobre pagamento de propina a deputados do partido, Ceará relatou que o doleiro Alberto Youssef utilizava a expressão “mensalão do PP” e afirmava que o dinheiro era empregado na manutenção do partido na base governista. O delator citou pagamentos ao deputado Nelson Meurer (PP-PR) e a Negromonte. De acordo com Rocha, entre políticos, ele era chamado de “o mais achacador”. Ele teria perdido a chefia do Ministério das Cidades, em 2012, “porque não estava ‘fazendo caixa’ para o Partido Progressista [PP], uma vez que estaria ‘roubando apenas para ele próprio’”. Segundo o delator, Youssef afirmou ter pago R$ 5 milhões em propina ao conselheiro do TCM. Em nota, o Partido Progressista reafirmou não compactuar com atos ilícitos e acreditar que a “verdade prevalecerá após a conclusão das investigações”. Já Mário Negromonte afirmou que nunca ouviu falar em Ceará e não ter conhecimento sobre as afirmações dele. Negromonte classificou a situação como “absurda” e disse que se trata de um criminoso querendo se livrar do crime acusando cidadãos sem prova material. Negromonte já é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação nos esquemas de corrupção na Petrobras. (Bahia Noticias).

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