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O sorriso de Temer com a saída de Cunha

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Era muito natural que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, recebesse com euforia contida a renúncia do deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara.

Maior será quando ele vier a ser ejetado da condição de parlamentar, no caso pela cassação do seu mandato, o que poderá acontecer no início da semana que chega ou, se demora maior houver, no início de agosto.

Aí será uma festa marcada por sorrisos escondidos. Cunha não é apenas um estorvo, uma complicação para o governo Temer, mas sem dúvida um problema muito maior porque a Câmara dos Deputados estava travada, impedindo a aprovação dos projetos que o governo Temer tinha pressa.

A saída de Cunha da condição de presidente abre o caminho para a eleição de um novo ocupante, derrubando o incompetente Waldir Maranhão do posto, com votação prevista para a próxima terça-feira (12).

Começa-se, então, com a eleição do presidente, a votação dos processos que abrirá espaço para que Temer possa, afinal, governar. Maior amplitude para ele ocorrerá quando o Senado aprovar o impeachment definitivo de Dilma Rousseff.

Por ora e por enquanto a disputa para a presidência da Câmara está ainda retida por algo em torno de 17 candidatos espalhados por diversos partidos.

Como não há guerra entre os postulantes, é possível que tudo aconteça em boa paz, com a escolha do melhor nome para ocupar o cargo. O Palácio do Planalto ficará à distância de modo a não angariar problemas futuros. A primeira fase para Eduardo Cunha chegou, assim, ao seu final.

Terá a segunda com a possível perda do mandato parlamentar, o que o lançará num brejo marcado por dificuldades. É o que a república do Paraná espera e o que Operação Lava-Jato aguarda.