Gongogi: MPF acusa Sapão de desviar R$ 130 mil da educação, enquanto isso população fica sem creche

Construção está parada desde 2012.

Enquanto os homens públicos, eleitos para cuidar dos interesses do município, são motivo de investigações, a população sofre com a morosidade de obras públicas que não saem do papel. Esse é o caso da construção de uma creche que se encontra literalmente parada em Gongogi, cidade que fica situada a 75 quilômetros de Ubaitaba. Tudo começou quando o prefeito reeleito, Altamirando de Jesus, mais conhecido como “Sapão” e a ex-tesoureira, Ilka Juliana Gualberto Nascimento foram citados pelo Ministério Público Federal (MPF), em Jequié que moveu uma ação de improbidade administrativa, por suposto desvio de verbas destinados para educação em, em 2012. 

Cabe destacar que a pedido do próprio MPF, em abril do ano passado o gestor e a tesoureira do município tiveram mais de meio milhão de reais em bens bloqueados (R$521.640 mil), pela Justiça Federal, suspeitos por desvios de recursos em favor do prefeito R$130,410 mil, em valores atualizados, que deveriam ter sido utilizados na construção de uma creche. “A conclusão a que se chega é que os demandados, mediantes sucessivos expedientes realizados com a finalidade de não deixar rastro do desvio de dinheiro público, apropriaram-se de R$100.150,22 destinados à construção de uma creche, enriquecendo ilicitamente à custa de recursos voltados à Educação”, afirmou o MPF na ação. O prefeito e a ex-tesoureira estão sujeitos às penas previstas na Lei de Improbidade administrativa, que incluem a perda da função pública e dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; ressarcimento ao erário; suspensão dos direitos políticos; pagamento de multa civil; proibição de contratar com o poder público e dele receber benefícios e incentivos ficais e creditícios. Enquanto isso a população carente sofre com a falta da creche no município. (Alessandro Granda / Ubaitaba Urgente)

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