BAHIA: PREFEITOS DERROTADOS DESAPARECEM E NÃO PAGAM SUAS DIVIDAS

Moacir Leite desapareceu da prefeitura de Uruçuca

Prefeitos derrotados somem sem pagar salários dos comissionados e trabalhadores contratados, prestadores de serviços e até concursados. Há casos em que o atraso chega a dois meses.

“Só recebi uma parte de agosto. Acho que não vamos receber mais dinheiro até o final do ano”, diz o prestador de serviços M.S.V.S, da Prefeitura de Uruçuca. O contratado denuncia que o prefeito Moacir Leite Júnior (PP) vinha atrasando os salários desde o início do ano.

“Ninguém consegue mais falar com o prefeito depois da eleição. Temos despesas de casa, como água, luz, gás e aluguel. Não podemos perder o período que trabalhamos”. O mesmo tipo de queixa vem dos contratados em municípios como Itapé, Almadina, Ibicuí, Jussari e Barro Preto. Os trabalhadores reclamam que as contas vão se acumulando e a alegação é que houve seqüestro de dinheiro pelo INSS e queda no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Na quarta-feira, 24, visando resguardar o patrimônio público, foi publicado no Diário Eletrônico do Poder Judiciário uma recomendação assinada pelo procurador-geral Wellington César Lima e Silva e pelo corregedor-geral do Ministério Público Estadual, Franklin Ourives.  Eles recomendam que os promotores acompanhem a transição nos municípios baianos.

Como medidas preventivas, devem monitorar a condução dos processos, fiscalizar e verificar os gastos com licitações e contratação de serviços.  O documento orienta os promotores que atuam nas áreas de saúde, educação, defesa do patrimônio público e cidadania. Na recomendação, os procuradores destacam experiências anteriores de períodos de sucessão eleitoral em que houve dilapidação, extravio e danos a bens públicos.

(Fonte: A Região)

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