
A presença da prefeita de Uruçuca, Magnólia Barreto, marcou o ato em defesa do cacau brasileiro realizado na manhã desta quarta-feira, em frente ao Porto de Ilhéus. A gestora municipal manifestou apoio aos produtores e lideranças do setor, reforçando a importância da união entre o poder público e a classe produtiva para enfrentar a crise que atinge a cacauicultura nacional e defender a valorização da produção brasileira.
A mobilização reuniu produtores de cacau de diversas regiões da Bahia e de outros estados do país, além de lideranças do setor e representantes políticos, com o objetivo de chamar atenção para a crise enfrentada pela cacauicultura brasileira. O ato teve como principal pauta a defesa da valorização da produção nacional e o posicionamento contrário à importação de cacau africano, apontada pelos manifestantes como um dos fatores que pressionam os preços e reduzem a competitividade do produto brasileiro.
Durante o protesto, agricultores relataram prejuízos causados pela queda nos preços e alertaram para os riscos à sustentabilidade da atividade, que é responsável pela geração de milhares de empregos e pela subsistência de inúmeras famílias no sul da Bahia. Os organizadores destacaram ainda a importância histórica, econômica e social do cacau para a região, considerada berço da cacauicultura no país.

Em sua fala, a prefeita Magnólia Barreto reforçou o caráter legítimo da mobilização e defendeu a abertura de diálogo com os governos estadual e federal para a construção de políticas públicas que garantam a proteção do produtor nacional. “O cacau é parte da nossa história, da nossa economia e da identidade do sul da Bahia. Esse movimento é um grito por respeito, por valorização e por políticas públicas que garantam a sobrevivência dos produtores. O setor precisa ser ouvido”, afirmou a gestora.
Magnólia também ressaltou que a defesa da cacauicultura vai além da questão econômica. “Estamos falando de emprego, renda e dignidade para milhares de famílias. Defender o cacau brasileiro é defender o desenvolvimento da nossa região”, completou.
O ato ocorreu de forma pacífica e organizada, com faixas, cartazes e manifestações simbólicas que reforçaram a mensagem de resistência e valorização do cacau nacional. Lideranças do movimento afirmaram que novas mobilizações poderão ser realizadas caso não haja avanços concretos nas negociações e na adoção de medidas que protejam os produtores brasileiros. (Redação: Jackson Cristiano/Ubaitaba Urgente)

