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Advogada foi monitorada antes de ser executada dentro de casa em Itororó, aponta Polícia Civil

Cláudia foi morta a tiros dentro de casa em Itororó.
Cláudia foi morta a tiros dentro de casa em Itororó.

A Polícia Civil da Bahia revelou que a advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, foi monitorada durante vários dias antes de ser assassinada dentro da própria residência, no município de Itororó, no sudoeste baiano. As informações fazem parte das investigações da Operação Vendetta, deflagrada na segunda-feira (3), que resultou na prisão de um policial militar da ativa e de um monitor de ressocialização terceirizado, suspeitos de envolvimento no crime.

Segundo as investigações, os dois presos, juntamente com um homem de 39 anos e um quarto suspeito ainda não identificado, saíram de Dias d’Ávila na noite de 24 de julho com destino a Itororó. Na madrugada do dia seguinte, o grupo teria invadido a residência da advogada e executado a vítima. A Polícia Civil informou ainda que os investigados estiveram em Itororó nos dias 20 e 21 de julho, quando passaram a monitorar a rotina da advogada para planejar a execução.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão nos municípios de Lauro de Freitas e Dias d’Ávila. Outros suspeitos já foram identificados e continuam sendo procurados pelas forças de segurança. O primeiro preso, de 27 anos, foi localizado na saída do Conjunto Penal de Lauro de Freitas, onde trabalhava como monitor de ressocialização terceirizado. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola calibre .38 TCP, dois carregadores e 23 munições.

Em imóveis ligados ao investigado, em Dias d’Ávila, também foram apreendidos duas pistolas de airsoft, um fuzil de airsoft, um colete tático, 67 estojos de munições de diversos calibres, dois rádios comunicadores e um documento pertencente a outro investigado. Todo o material será periciado. O segundo mandado de prisão foi cumprido contra um policial militar da ativa, de 29 anos, apontado como um dos participantes da execução.

A principal linha de investigação indica que o assassinato pode estar relacionado a uma dívida contraída por um sobrinho da advogada com um homem de 20 anos, morador de Camaçari, apontado como possível mandante do crime. No entanto, essa hipótese ainda está sendo apurada. Segundo o diretor regional da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste), delegado Roberto Júnior, as investigações apontam que o homicídio está ligado a cobranças decorrentes de um suposto prejuízo financeiro atribuído a um familiar da vítima.

A Polícia Civil também localizou os dois veículos utilizados pelos criminosos. Ambos eram alugados e, conforme as investigações, um deles circulava com placa adulterada para dificultar a identificação. Os dois investigados permanecem presos à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para localizar os demais envolvidos, esclarecer toda a dinâmica do crime e identificar a participação de cada suspeito.