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Operação prende oito advogados suspeitos de atuar como mensageiros de facções criminosas na Bahia

Crédito: Polícia Civil
Crédito: Polícia Civil

Oito advogados foram presos nas primeiras horas desta sexta-feira (3), durante a Operação Sintonia de Gravata, deflagrada para desarticular um esquema de comunicação clandestina entre líderes de facções criminosas presos e integrantes das organizações em liberdade. A ação também cumpriu mandados contra detentos apontados como chefes dos grupos investigados.

Entre os presos estão Fernanda Oliveira Borges, apontada como a primeira advogada trans da Bahia, além de Luan Mascarenhas de Souza, Ícaro Cardoso Viana, Maria Tereza Novaes Martins, Izabela da Silva de Oliveira, Maria Mariana Batista de Oliveira, Tamires Felix Alves Silva e Luã Santos da Costa. Alguns dos investigados integram conselhos da Seccional Bahia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA). Veja mais detalhes sobre os defensores presos clicando aqui.

Ao todo, a Justiça expediu 22 mandados de prisão preventiva, sendo oito contra advogados e 14 contra integrantes de facções já custodiados no sistema prisional. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Barreiras, Serrinha, Lauro de Freitas e Camaçari.

Crédito: Polícia Civil
Crédito: Polícia Civil

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), os advogados investigados teriam utilizado as prerrogativas da profissão para transmitir ordens, mensagens e decisões entre líderes presos e criminosos que atuavam fora dos presídios. As investigações apontam que o esquema permitia a continuidade de atividades como tráfico de drogas, aquisição de armas, movimentação financeira e gerenciamento das facções, mesmo com seus chefes encarcerados.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, notebooks e documentos que serão periciados. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, até o limite de R$ 10 milhões, além da indisponibilidade de veículos, imóveis, embarcações e aeronaves.

A Operação Sintonia de Gravata faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). Na Bahia, a ação foi realizada de forma integrada pelo Ministério Público, pelas Secretarias da Segurança Pública (SSP) e de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), além da Polícia Civil, com a participação de mais de 100 agentes. (CORREIO)