Ubaitaba Urgente

BOMBA! Rui Costa é citado cinco vezes em proposta de delação de Vorcaro

Os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT)
Os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT).

O ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), é citado cinco vezes em um capítulo da proposta de delação premiada apresentada pelo ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, que trata das relações do banco com políticos baianos. A informação foi divulgada pelo UOL nesta sexta-feira (25).

Segundo a reportagem, o nome de Rui aparece em diferentes trechos do documento, incluindo referências a decretos relacionados ao Credcesta, a encontros sociais com Vorcaro e à expressão “grupo de Jaques Wagner e Rui Costa”, utilizada no relato do ex-banqueiro.

Credcesta aparece no centro do relato

Na proposta, Vorcaro afirmou que o suposto grupo político teria recebido vantagens indevidas relacionadas à operação do Credcesta. O documento menciona valores que chegariam a R$ 3 milhões mensais, mas o próprio Vorcaro declarou que não teria presenciado diretamente os supostos pagamentos e que teria tomado conhecimento deles por meio de seu então sócio, Augusto Lima.

A proposta também relaciona o caso à privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), realizada em 2018, quando Rui Costa era governador e Jaques Wagner ocupava o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia. Segundo o relato, dois decretos assinados por Rui, 16 dias após o leilão, alteraram regras relacionadas à exploração do Credcesta.

Encontro no Palácio do Planalto

Rui Costa também aparece em outro episódio envolvendo Vorcaro. Em dezembro de 2024, então ministro da Casa Civil, Rui participou de uma reunião no Palácio do Planalto com Lula, Daniel Vorcaro, Gabriel Galípolo e Guido Mantega. O encontro não constava da agenda oficial da Presidência.

Mensagens obtidas pelo UOL posteriormente mostraram Vorcaro classificando a reunião como “ótimo” em conversa particular.

Delatação não foi aceita

Apesar das acusações apresentadas por Vorcaro, a proposta de colaboração premiada não foi aceita pela Polícia Federal nem pela Procuradoria-Geral da República, que apontaram falta de elementos suficientes de corroboração. O ex-banqueiro também afirmou não ter presenciado diretamente parte dos fatos relatados.

As informações descritas na proposta, portanto, representam alegações de Vorcaro e não uma conclusão judicial sobre a participação de Rui Costa ou de qualquer outro político nos supostos ilícitos. O caso continua sendo investigado pelas autoridades.