Davidson Magalhães defende Concurso Público para CEPLAC

Davidson Magalhães (PCdoB-BA)

O deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB-BA) defendeu a realização de concurso público para a contratação de novos servidores para a Ceplac, que completou 60 anos ontem (20). “A Ceplac se encontra, neste momento, em dificuldades. Há 29 anos não tem contratação de servidores. Já teve 4,5 mil funcionários. Hoje tem 1.756, dos quais 1,2 mil estão em abono de permanência”. Esse número, disse, pode cair para 600, se a Reforma da Previdência for aprovada. No plenário da Câmara Federal, Davidson lembrou que a Ceplac foi fundamental para o sul da Bahia e embrionária da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), quando foi criada a Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (Fespi).

ORÇAMENTO MENOR

O orçamento de 2016 é igual ao orçamento de 2008. “Isso implica no completo comprometimento do trabalho de extensão da Ceplac”, afirmou, lembrando da perda de autonomia administrativa e financeira ao ser transformada em departamento da Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura. O governo federal sequer teve representante na festa dos 60 anos da Ceplac, ontem. “Uso a tribuna para dizer que estamos lutando pela revitalização da Ceplac, novos concursos para reforçar o seu quadro”, reforçou, enfatizando que o departamento tem ainda importante papel a jogar no desenvolvimento do sul da Bahia. O Governo Temer aprovou orçamento ainda menor para a Ceplac neste ano. Caiu de R$ 17 milhões em 2016 para R$ 14 milhões agora. A redução no orçamento é uma das razões para que haja a junção das áreas e pesquisa e extensão no sul da Bahia. A junção está prevista, também, no decreto que rebaixou-a de órgão para departamento do Ministério da Agricultura.

CESSÃO DE IMÓVEL À UFSB

As dificuldades orçamentárias da Ceplac podem levá-la a ceder o edifício onde funciona o Centro de Extensão (Cenex), por até três anos, para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o que reduziria despesa com manutenção predial, reforma e energia elétrica, por exemplo. O prédio está em ruínas e a Ceplac, sem dinheiro para executar as obras. A cessão é defendida pela direção-geral da Ceplac, porém tem como adversários os pesquisadores e funcionários da área de extensão, em torno de 40 funcionários que ocupam área de aproximadamente 4 mil metros quadrados. Ontem, durante as festividades dos 60 anos da Ceplac, pesquisadores fizeram protesto contra a junção e a possibilidade de aluguel da área para a UFSB. A manifestação foi puxada pelo pesquisador Roberto Setúbal, que aponta ação unilateral da direção do órgão. Com informações do Pimenta.

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