EDUARDO SALLES SOLICITA À BAHIA PESCA ANÁLISE DO PESCADO DAS REGIÕES SUL, BAIXO SUL E EXTREMO SUL
Marcelo Oliveira e Eduardo Salles | | Foto: Divulgação

Marcelo Oliveira e Eduardo Salles | | Foto: Divulgação

A solicitação foi feita pelo deputado estadual Eduardo Salles na última terça-feira (5) durante audiência com o presidente da Bahia Pesca, Marcelo Oliveira. O parlamentar pretende que a análise laboratorial feita pelo órgão estadual em peixes, mariscos e crustáceos em Salvador, região metropolitana e litoral norte ocorra também nos animais das regiões baixo sul, sul e extremo sul da Bahia. “Acredito que a análise laboratorial do que é pescado e consumido vai mostrar se peixes, mariscos e crustáceos sofreram qualquer tipo de contaminação ocasionados pela mancha de óleo que chegou à costa nordestina nos últimos dois meses”, justificou Eduardo Salles. “Caso a análise da Bahia Pesca comprove que não houve contaminação, os pescadores e marisqueiras poderão vender seus produtos”, disse o deputado. “Como a população não sabe se está seguro consumir o produto, a procura por peixes, mariscos e crustáceos caiu muito, acarretando prejuízos a quem vende”, emendou Eduardo Salles.

 Eduardo Salles durante audiência com o presidente da Bahia Pesca.

Eduardo Salles durante audiência com o presidente da Bahia Pesca.

Após a análise laboratorial, um relatório será enviado à Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado, que determina a qualidade do pescado. O trabalho de coleta é dividido em quatro etapas: identificação das áreas afetadas pelo derramamento de óleo, visita às comunidades pesqueiras impactadas, coleta dos exemplares e entrega ao laboratório para análise da segurança do consumo do pescado. Apenas em Salvador, Itaparica, Vera Cruz e Litoral Norte até a divisa da Bahia com Sergipe, a Bahia Pesca estima que 16 mil pescadores foram afetados, direta ou indiretamente, pelo óleo que chegou à costa. “A investigação sobre as condições sanitárias desses produtos é uma de nossas prioridades, de modo que a Vigilância Sanitária possa descartar riscos ou, se for o caso, recomendar a suspensão da comercialização de peixes e mariscos”, explica Marcelo Oliveira.

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