NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO JÁ COMPROU BRIGA COM ALUNOS POR INTEGRAR EQUIPE DE BOLSONARO
Foto : Reprodução

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O novo ministro da Educação, o economista Abraham Weintraub, já comprou briga com alunos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) após integrar a equipe de assessores técnicos do então deputado federal e hoje presidente Jair Bolsonaro. O episódio foi em novembro de 2017, de acordo com reportagem do Estadão. Abraham e o irmão dele, Arthur, relataram sofrer perseguição e serem alvo de ameaças desde que o vínculo com Bolsonaro se tornou público. A situação começou quando Bolsonaro publicou um texto nas redes sociais assinado pelos irmãos Weintraub, que defendia a independência do Banco Central.  Em reação, representantes de parte dos centros acadêmicos da Unifesp publicara nota repudiando a parceria dos dois com o presidenciável por “normalizar o candidato como legítimo e que supostamente merece nosso diálogo”. Os irmãos responderam ao estilo Bolsonaro e disseram que achavam impressionante que os estudantes de Economia os dessem “lição de moral”, que eles deveriam deixar “de ser ridículos” e ter vergonha “por puxar a nota do campus lá para baixo”. Por fim, que aguardavam “ansiosamente pela Ditadura do Proletariado”.  O texto causou reações indignadas de alunos e professores da Unifesp nas redes sociais e as reclamações chegaram à ouvidoria da universidade.

TRAJETÓRIA

Economista pela USP, Abraham trabalhou 18 de seus 47 anos no Banco Votorantim, onde começou como office-boy  e chegou a economista-chefe e diretor. Demitido da empresa, seguiu para a Quest Corretora e, em seguida, deixou a iniciativa privada.  O novo ministro também foi membro do comitê de trading da BM&F Bovesp. Ele é formado em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo, em 1994.

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