‘Não sou nenhum assassino’, diz motorista que atropelou 18 no Rio

Na noite deste domingo (21), o motorista Antonio de Almeida Anaquim, 41 anos, que atropelou 18 pessoas, na noite de quinta (18), na praia de Copacabana, na zona sul, se manifestou sobre o caso pela primeira vez. Com a habilitação suspensa, ele disse ter sofrido um ataque epilético. Ele contou, num vídeo enviado ao Fantástico como foi o desastre. No acidente, a menina Maria Louise, de apenas oito meses, acabou morrendo.

O pai dela, Darlan Rocha, 27 anos, pediu punição. “Isso não pode ficar impune. Estou acabado. O meu coração está destruído”, afirmou Rocha, na manhã deste sábado (20), no velório da sua filha no cemitério São João Batista, em Botafogo. Na delegacia, Anaquim disse ter sofrido um ataque epilético. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já tinha sido cassada. O motorista perdeu a direção, subiu na ciclovia, atravessou o calçadão e só parou na areia. O Detran abriu processo de suspensão da CNH em maio de 2014.

No entanto, ele não cumpriu com a exigência de devolução da carteira para realizar o curso de reciclagem. O processo só foi concluído em fevereiro de 2017. Neste período, ele renovou a CNH e mentiu para órgão.Ao responder o questionário de renovação se tinha epilepsia, o motorista negou. Anaquim foi liberado na tarde de sexta-feira (19). Ele responderá em liberdade por homicídio culposo –quando não há intenção de matar. Exame realizado pela Polícia Civil apontou Anaquim não tinha ingerido bebida alcoólica antes de dirigir.

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