Quem vota em Geraldo Simões, não tem moral para reclamar da corrupção

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Por: Val Cabral

Se, como se diz, a cada quinze anos o Brasil deleta a própria memória e formata o disco rígido, nunca é demais relembrar o rico repertório de truques dos políticos para assaltar os cofres públicos. No escândalo da Máfia do IPTU, petistas cobravam este tributo do povo e embolsavam todo dinheiro. Depois veio a Quadrilha das Mochilas, cujo golpe consistia em receber metade do que era comprado superfaturado e assim dobrava-se o embolsamento do dinheiro da prefeitura, destinado à compra de materiais escolares. O esquema abrangente da máfia das Notas Frias e das empresas fantasmas do PT e de sua base aliada ainda está fresco na memória e, por sua ousadia e pelo elenco de crimes, ficará imortalizado na história dos subterrâneos da política itabunense. Mas, como se sabe, esse poço não tem fundo. Sempre se pode cavar mais. Foi exatamente o que os petistas itabunenses fizeram quando assumiram, através de Geraldo Simões na Secretaria de Agricultura do Estado e posteriormente na CODEBA. Em todos estes vergonhosos e lastimáveis episódios, está Geraldo Simões, que lidera a lista de políticos com maior quantidade de processos e condenações judiciais na Bahia. Nada disso faz a Justiça o excluir a política. E ninguém engana melhor o eleitor que ele na Bahia. A Justiça deve intervir contra corruptos. Nem sempre o anseio do povo é atendido dentro do aspecto jurídico. Nem todos magistrados compreendem que isso é um critério na Justiça. E o critério é a lei. O juiz decide até contra a sua vontade pessoal para julgar de acordo com a lei, quando o réu é preto, pobre e filho de prostituta. É uma evolução democrática o fato de hoje termos justiça contra políticos com ficha suja. Parece-me óbvio, porém, que os critérios podem não satisfazer a todos. É um dilema da sociedade. Não podemos resolver todos os anseios apenas esperando a aplicação do que está contido num exemplar do Código Penal, que juízes carregam debaixo do braço. Precisamos usar dignamente o Título Eleitoral contra a corrupção, votando contra bandidos do colarinho branco, como é o caso do deputado Geraldo Simões.

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