FATURAMENTO DA GLOBO COM PUBLICIDADES DO GOVERNO CAI DE R$ 400 MI PARA R$ 170 MI
O faturamento é menos da metade dos valores adquiridos em 2018

O faturamento é menos da metade dos valores adquiridos em 2018.

No primeiro ano do governo Bolsonaro, a Rede Globo deve arrecadar em campanhas publicitárias de estatais e ministérios uma quantia entre R$ 150 milhões e R$ 170 milhões. O faturamento é menos da metade dos valores adquiridos em 2018, no último ano do governo Temer, quando a emissora dos Marinho alcançou a cifra de R$ 400 milhões com publicidades. De acordo com o jornalista Daniel Castro, do Notícias da TV, conforme informações obtidas por especialistas do mercado publicitário, a relação conflituosa do presidente com o Grupo Globo é um fator que irá contribuir com a redução do faturamento específico. Além disso, chama a atenção ao fato de que o valor previsto para esse ano poderia ser ainda menor, já que o Banco do Brasil firmou contrato de R$ 79 milhões com a Globo antes da posse de Jair Bolsonaro. Ao fazer uma comparação de valores, mesmo no ano de 2018, os 400 milhões faturados em campanhas do governo representou apenas 4% do total dos lucros obtidos pela Globo em todas as áreas.

No ano passado, o faturamento total de mercado da platinada foi de R$ 10,060 bilhões. As tensões entre a figura do presidente e a maior emissora de televisão do país se intensificaram nos últimos dias, por conta de um furo de reportagem obtido pelo canal carioca. A Globo divulgou em seus principais noticiários a citação do nome de Bolsonaro nas investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco. Em resposta, a autoridade ameaçou o corte de verbas das publicidades do governo que seriam destinadas a platinada. “Tava muito bom com governos anteriores, mamavam bilhões de estatais, publicando balancetes de estatais, de bancos oficiais, anunciando no nome de vocês. Acabou essa mamata, não tem dinheiro público para vocês, acabou a teta, vão ficar me infernizando até quando?”, declarou o presidente. Em resposta, a Globo afirmou que “não depende nem nunca dependeu de verbas de governos, embora a propaganda oficial seja legítima e legal”.

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