Ubaitaba Urgente

Revista Istoé traz delação de dona da Pepper em edição dessa semana

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A edição da Istoé dessa semana traz a delação premiada de Danielle Fonteles, dona da empresa Pepper. Ela afirma que recebeu recursos “por fora” num total de R$ 58 milhões, para abastecer as campanhas de 2010 e 2014. Quem teria a orientado no esquema foi o braço direito da presidente Dilma Rousseff, Giles Azevedo.

Barreiras: Médica cubana morre com suspeita de H1N1

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Nesta terça-feira (19), a médica cubana Clara Eliza, de 43 anos, morreu após ficar internada na UTI do Hospital Oeste, de Barreiras, com suspeita decontrair a gripe H1N1. A médica trabalhava em uma unidade do Hospital Carmela Dutra, de Bom Jesus da Lapa, onde inicialmente ficou internada. No meio da tarde, Clara foi levada para Barreiras. Pouco mais de uma hora depois da chegada, os médicos constataram a morte da cubana. Não houve qualquer pronunciamento oficial da Secretaria de Saúde do Estado em relação à causa da morte da cubana,mas deve ocorrer após os exames de laboratórios estiverem prontos. Em contato com a administração do Hospital Carmela Dutra, houve a confirmação da suspeita e das medidas preventivas que o caso exige. À noite, quando a notícia da morte foi confirmada, as redes sociais de Bom Jesus da Lapa foram ocupadas por mensagens de lamentação e solidariedade. Clara trabalhava na cidade de Bom Jesus da Lapa, desde 2013. Com informações do Bocão News.

Maraú: Recadastramento do Bolsa Família será em Ibiaçú nos dias 28 e 29

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A Prefeitura de Maraú através da Secretaria de Assistência Social,Comunica a toda população de IBIAÇÚ e Adjacentes que foi agendado uma nova data para o Recadastramento do Programa Bolsa Família, que será realizado nos dias 28 e 29 de Abril 2016, em Ibiaçú. Lembramos que os titulares e dependentes do beneficio deverão está munidos dos documentos. Para o responsável familiar, deve levar: Certidão de Nascimento ou Casamento, RG, Titulo, CPF, Carteira de Trabalho e Comprovante de residência. Já o dependente deve levar: Certidão, RG, Titulo, CPF, Carteira de Trabalho e Atestado Escolar.

Ubaitaba: Adonias Novais lança sua pré candidatura a prefeito pelo PR

foto tirada pelo radialista jackson cristiano. Foto pertencente ao site www.ubaitabaurgente.com.br. Adonias Novais no Programa Realidade Atual
Adonias Novais disse que o PR também terá candidato a prefeito em Ubaitaba l Foto: Ubaitaba Urgente

O presidente do Partido da República (PR) em Ubaitaba, Adonias Novais foi o entrevistado desta terça feira (19), no Programa Realidade Atual, apresentado pelo radialista Jackson Cristiano, na Rádio Ubaitaba 87.9 FM. Na oportunidade ele confirmou sua candidatura na disputa para a sucessão municipal em Ubaitaba. Durante entrevista Adonias Novais falou sobre a sua trajetória política no município e a experiência adquirida nesse período que o qualifica a postular uma vaga como chefe do executivo municipal. O presidente do PR apresentou alguns projetos caso seja eleito e aproveitou para anunciar os nomes dos pré candidatos a vereador do partido. O pré-candidato destacou seu bom relacionamento com o governador Rui Costa e com o deputado José Carlos Araújo (PR-BA), caso tenha a confiança do povo de Ubaitaba, na condução do projeto de desenvolvimento da cidade. “Nossa luta agora é a reforma do ginásio de esportes, nosso deputado José Carlos Araújo esta tentando conseguir recursos junto ao governador Rui Costa para reformar o ginásio”, disse Adonias.Na avaliação do presidente do PR a população tem sofrido com sérios problemas na saúde do município e teceu críticas à administração do prefeito Bêda.(Alessandro Granda / Ubaitaba Urgente)

Dircurso de Bolsonaro deixa ativistas ‘estarrecidos’ e leva OAB a pedir sua cassação

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“Estarrecedor”. “Execrável”. “Deprimente”. Esses foram alguns dos termos usados por ativistas de direitos humanos ao comentarem a homenagem feita pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ao coronel Ustra, o primeiro militar reconhecido pela Justiça brasileira como torturador.

A menção foi feita durante a votação no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, ocorrida na noite de domingo na Câmara dos Deputados.

“Pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, pelo Brasil acima de tudo e por Deus acima de tudo, o meu voto é sim” – foi o trecho final do discurso de Bolsonaro, em meio a vaias e aplausos.

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Durante o regime militar, entre 1970 e 1974, Ustra foi o chefe do DOI-Codi do Exército de São Paulo, órgão de repressão política do governo militar. Ali, sob o comando do coronel, ao menos 50 pessoas foram assassinadas ou desapareceram e outras 500 foram torturadas, segundo a Comissão Nacional da Verdade.

“Ver essa homenagem ao Ustra deveria chocar e entristecer a todos que prezam a democracia, independentemente da posição política”, afirmou à BBC Brasil Átila Roque, diretor-executivo da Anistia Internacional no Brasil.

“Dessa vez Bolsonaro foi além nos seus elogios à ditadura. Ele, um personagem nefasto, escolheu um momento de grande dramaticidade da vida democrática brasileira, para fazer uma homenagem ao símbolo mais acabado do horror da nossa ditadura. Foi chocante.”

‘Apologia à tortura’

Na tarde desta terça-feira, a OAB/RJ anunciou que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a cassação do mandato de Bolsonaro.

“Houve apologia a uma figura que cometeu tortura e também desrespeito à imagem da própria presidente”, disse Felipe Santa Cruz, presidente da OAB/RJ, em nota. “A apologia à tortura, ao fascismo e a tudo que é antidemocrático e intolerável. Além da falta de ética, que deve ser apreciada pelo Conselho de Ética da Câmara, é preciso que o STF julgue também o crime de ódio.”

Além disso, a entidade informou que pode recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos para pedir que o deputado deixe o cargo e que um grupo de juristas está elaborando um estudo com argumentos e processos para pedir a cassação.

Para Jessica Morris, diretora-executiva da ONG Conectas, também é preciso analisar o artigo 287 do Código Penal. “Ele diz que apologia a um autor de um crime é um crime. Imagino que ele vá alegar imunidade parlamentar, como já fez outras vezes”, disse à BBC Brasil.

“Agora, é necessário analisar se existe vínculo do que ele disse com a função parlamentar. É isso que o STF terá de responder. Porque a imunidade não pode ser uma carta branca para parlamentares não respeitarem direitos.”

O professor de direito Octavio Luiz Motta Ferraz, da universidade britânica King’s College Law School, lembra que a jurisprudência do STF diz que a inviolabilidade (imunidade parlamentar) não é absoluta e concorda com Jéssica que o artigo 287 poderia ser usado para indiciar o deputado.

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“A discussão seria então sobre se a condenação de Ustra em 2008, mantida em 2012 pelo TJ-SP, pode configurá-lo (Bolsonaro) como autor de crime. A condenação foi civil, pois houve anistia aos crimes”, disse Ferraz, em referência à lei que anistiou os crimes políticos e conexos da época.

‘Execrável e lamentável’

Para Maria Laura Canineu, diretora no Brasil da organização Human Rights Watch, “viver numa democracia, sem censuras, é enfrentar manifestações lamentáveis como a do deputado Bolsonaro”.

“Ela (a declaração) é, no entanto, execrável e absolutamente violenta à memória de tantos que morreram pelo ideal dessa própria democracia que ele ataca”, completa Maria Laura, dizendo que o fato de que a fala do deputado representa a visão de algum eleitor no Brasil “é ainda mais lamentável”.

O Tortura Nunca Mais/RJ, um grupo que luta pela memória do período da ditadura, também rechaçou a homenagem de Bolsonaro.

A presidente da organização, Victória Lavínia Grabois Olímpio, disse à BBC Brasil que é “deprimente e estarrecedor ter de ver alguém exaltar a tortura e elogiar um torturador”, mas explicou por que não se espantou tanto.

“Isso acontece porque nenhum dos governos civis que sucederam os militares fez nada pelos brasileiros mortos, torturados e desaparecidos”, afirmou.

“De Sarney a Collor, Itamar, FHC, que teve papel predominante contra a ditadura, Lula, um grande sindicalista responsável pelas greves que iniciaram a ruptura do regime militar, e Dilma, uma militante barbaramente torturada: nenhum deles tomou ações efetivas contra as mortes, torturas e desaparecimentos. Militares continuam ocupando cargos no governo e nenhum dos que cometeram crime de lesa-humanidade foi responsabilizado.”

Leniência

A falta de prestação de contas com a época da ditadura também é apontada por Victória, do Tortura Nunca Mais, como um elemento que criou um clima onde Bolsonaro pode elogiar um torturador: “O problema é que esse passado, em geral, já foi esquecido. Até nos livros das escolas ele é pouco estudado. Só não cai no esquecimento completo por grupos de familiares das vítimas, que não deixam essa memória se apagar.”

Átila, da Anistia, concorda com a ativista, ao dizer que somente em um país “que não foi capaz de levar à frente e julgar os crimes da ditadura, é que se aceita conviver com tamanha naturalidade com elogios como esses.”

E diretor da Anistia afirma ainda que Bolsonaro só fez a citação a Ustra pela conivência ou leniência que enfrenta de seus pares.

“Isso acontece pela maneira como a classe política, sobretudo o Congresso, tem tratado como galhofa ou mero exagero do politicamente correto os atos repetidos de Bolsonaro que se aproximam da incitação à violência e do crime, como aconteceu no caso da deputada Maria do Rosário”, diz.

Em 2014, Bolsonaro disse que não estupraria Maria do Rosário “porque ela não merece”, repetindo uma ofensa que já havia proferido antes. “O Congresso se transformou em um lugar de conforto para que ele repita seu discurso de ódio e antidemocrático”, afirma Átila.

Contraposto a argumentos que defendem que Bolsonaro estava apenas compartilhando suas opiniões, Átila opina que não se deve relativizar a liberdade de expressão.

“A princípio, as pessoas podem falar e defender as ideias como quiserem. Mas elas também devem responder por isso. Quando as ideias ultrapassam os limites da legalidade, elas se transformam em incitação à violência.”

Na manhã desta terça-feira, Dilma – que foi torturada inclusive no DOI-Codi – comentou a homenagem de Bolsonaro. “Eu fui presa nos anos 1970. De fato, eu conheci bem esse senhor a que ele se referiu. Foi um dos maiores torturadores do Brasil, contra ele recai não só a acusação de tortura, mas também de mortes”, disse. “É terrível ver alguém votando em homenagem ao maior torturador que o Brasil conheceu.”

S. Francisco do Conde: Polícia procura suspeitos de morte de ex-vereador

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Foto: Reprodução / Polícia Civil

Fotos de suspeitos pela morte do ex-vereador de São Francisco do Conde José Carlos dos Santos, mas conhecido “Zé Carlos”, assassinado nesta terça-feira (19) (veja matéria) foram divulgadas nesta quarta-feira (20). O crime ocorreu no bairro Muribeca. Segundo a Polícia, dois homens surpreenderam o vereador e exigiram que ele se deitasse no chão, antes de disparar contra o político. Após efetuar os disparos, os acusados, Luis Carlos Correia de Souza “Cabeça” e um homem identificado como “Sandro”, fugiram a bordo de um Gol branco, abandonado depois. Os suspeitos seguem foragidos. O corpo do vereador, um dos fundados do Partido Verde na cidade, é velado na Câmara Municipal. Está marcado para as 14h o enterro de Zé Carlos. Com informações do Bahia Noticias).

Eunápolis: Três fugitivos do presídio morrem em confronto com a polícia

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Foto divulgação Polícia Civil

Três presos morreram durante um confronto com as policias Civil e Militar (PM), na tarde da terça-feira (19), no bairro Nacional, em Eunápolis. Durante ação foi identificado os seguintes presos Isângelo Jesus Santos, André Ferreira da Silva Santos e Valdivan Mendes de Jesus, mais conhecido como “Bidico” morreram próximo em um matagal. De acordo com informações da polícia, após intensas diligências desde o dia da fuga ocorrida na última segunda-feira (18), os policiais chegaram até os criminosos e iniciou uma troca de tiros e os três foram atingidos indo a óbito. Durante revista foi apreendido 87 papelotes e uma trouxa de cocaína pesando 52 gramas, 164 pedras de crack, três buchas de maconha, uma submetralhadora de fabricação caseira calibre 380, dois revólveres sendo um calibre 32 e outro 38, cinco aparelhos de celular, R$ 160 reais em dinheiro e uma grande quantidade de munição.Ainda segundo a polícia, foi apreendido dois adolescentes de 17 anos que estavam com um aparelho de celular e vários chips. A suspeita é que os mesmos estavam indo levar para os fugitivos. Dos seis detentos que fugiram do Complexo Penal de Eunápolis, um foi preso na manhã desta terça-feira (19), na cidade de Itabuna, três morreram em confronto com a polícia e dois identificados por John Kennedy e Tiago da Silva Rocha se encontram foragidos. (Alessandro Granda/Ubaitaba Urgente).

Ubaitaba: Veículo desgovernado por pouco não caiu dentro do depósito da Blocolar

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Um acidente na manhã desta quarta feira (20), por pouco não terminou em tragédia. O acidente aconteceu na ladeira de Marculino da Granja.

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Um veículo vermelho, modelo Strada, caiu em uma ribanceira e por muito pouco não caiu dentro do depósito da empresa Blocolar, na Avenida Presidente Vargas, centro de Ubaitaba. Estamos buscando maiores informações…..

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BR 101: Homem que viajava para Ubaitaba morre em grave acidente nas “duas pontes”

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Acidente aconteceu na BR 101, local é conhecido como duas pontes.

Um acidente envolvendo um caminhão com placas MHS 5774 e uma caminhonete, modelo Ranger, licenciada em Ibicuí provocou a morte de uma pessoa. O motorista da Ranger, identificado como sendo, José Carlos Lima dos Santos, que era conhecido como Carlinhos Cara de Osso, morreu no local. Carlinhos Cara de Osso tinha 46 anos, e era ex-mototaxista na cidade de Itabuna. O acidente aconteceu na BR 101, em um local conhecido como “duas pontes”. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o caminhão trafegava sentido Itabuna, enquanto Carlinhos viajava sentido Ubaitaba. Informações que chegam a redação do UBAITABA URGENTE dão conta de que a vítima estava vindo comprar bananas em Ubaitaba.(Jackson Cristiano/Ubaitaba Urgente). Veja todas as fotos do acidente clicando logo abaixo em “leia mais”.

Salvador: Polícia prende namorada de suspeito de envolvimento em morte de PM

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Um homem acusado de envolvimento na morte de policial militar no bairro da Federação, em Salvador. De acordo com informações da Central de Polícia (Centel), o crime ocorreu por volta das 20h30, na Rua Pedro Gama. O PM Elias de Santana Souza chegou a ser socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Horas após o crime, por volta das 23h, seis guarnições da Rondesp Atlântico prenderam Silas Jesus da Silva, Hiberte dos Santos Sousa e Perla Caroline Geraldo nas imediações do Alto de Ondina. Para a polícia, Perla afirmou que o namorado dela estava na companhia de um comparsa e que eles haviam participado do assalto que culminou com a morte do policial militar.

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Com os suspeitos a polícia encontrou e apreendeu um revólver, munições, 122 embalagens contendo maconha, 80 pinos de cocaína, pedras de crack, dois rádios comunicadores; quatro balanças de precisão, uma bala-clava, uma algema e quatro celulares. Eles estão presos na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Silas e Hilbete foram presos no último sábado (16), com armas, na capital baiana, mas após pagamento de fiança foram liberados. Com informações do Bocão News.

Ubaitaba: Suka participa de encontros políticos em busca de investimentos para o município

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A pré-candidata e vereadora Sueli Carneiro da Silva (PSB), mais conhecida como Suka esteve presente no início do mês na reunião convocada pelo deputado federal Bebeto Galvão (PSB-BA) para avaliação do atual cenário político nacional e estadual. Além disso, foi discutido a situação das pré-candidaturas. Estiveram presentes nesse encontro a deputada estadual Fabíola Mansur (PSB), o secretário geral do PSB, Rodrigo Hita, prefeitos de mandato, vice-prefeitos, vereadores e dirigentes sindicais. Suka marcou presença também na audiência na Comissão da Fiol e do Porto Sul, presidida pela deputada estadual Ivana Bastos (PSD) realizada na última quarta feira (13). Na oportunidade foi abordado com o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, e com representantes de diversos órgãos, os novos cenários e desdobramentos dos protocolos de intenções assinados pelo Governo do Estado com os chineses. (Alessandro Granda/Ubaitaba Urgente).

Ex-vereador de São Francisco do Conde é assassinado com 25 tiros

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O ex-vereador de São Francisco do Conde, José Carlos dos Santos, 55 anos, foi assassinado na manhã desta terça-feira (19). De acordo com a polícia, ele foi abordado no bairro da Muribeca por homens que efetuaram 25 disparos contra ele. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O diretório municipal do PV, partido do qual Zé Carlos, como era conhecido, foi ex-presidente e um dos fundadores, lamentou o morte. “Clamamos a Deus resignação e força a família enlutada”, afirma o pronunciamento. Com informações do Bocão News.

Viatura da Polícia Militar tomba após colidir com veículo de passeio na BR-116

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Uma viatura da 93ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), colidiu no final da manhã desta terça-feira (19) com um veículo Fiat Pálio, no trecho do entroncamento da BR-116, que dá acesso ao município de Lafaiete Coutinho, no centro sul da Bahia. De acordo com publicação da imprensa local, com a colisão, o condutor do Pálio, identificado como Sebastião Bispo dos Santos, que é funcionário da prefeitura de Maracás, acabou sofrendo ferimentos leves e foi socorrido para o Hospital Geral Prado Valadares (HGPV) em Jequié.

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Segundo informações do blog Itiruçu Online, na viatura da 93ª CIPM, lotada em Lafaiete Coutinho, estavam um soldado e um cabo da Polícia Militar que sofreram escoriações leves. Ainda de acordo com as informações os policiais tentaram cruzar na BR-116 em direção a Lafaiete Coutinho, sem observar a velocidade dos veículos. O Fiat Palio trafegava sentido a Jequié e acabou se chocando na lateral da viatura, que capotou.

Ibicuí: Vereadores rejeitam contas e deixam Cláudio Dourado inelegível por 8 anos

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O ex-prefeito de Ibicuí, Cláudio Dourado (PSD), sofreu uma grande derrota na câmara de vereadores do município. Por 7 a 2, os vereadores rejeitaram as contas do ex-prefeito referentes ao ano de 2012. Os vereadores seguiram o parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que rejeitou as contas da prefeitura no ano de 2012.Com essa decisão da câmara o ex-prefeito ficou ficha suja, e só poderá ser candidato em 2024. Com informações do Políticos do Sul da Bahia.

Bolsonaro deve entrar com ação no Conselho de Ética contra Jean Wyllys

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O partido do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) deve entrar com representação no Conselho de Ética da Câmara contra o também deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ). O parlamentar cuspiu no político carioca durante a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no domingo (17). De acordo com o Correio do Povo, imagens do ato foram solicitadas para verificar uma possível quebra de decoro parlamentar.    Bolsonaro, que votou favorável pela continuidade do processo de impedimento e citou o coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI-CODI durante o período da ditadura, afirmou que uma cusparada é pior que um soco no rosto.  “Ele falou que eu tentei segurá-lo de forma violenta e você vê pelas imagens que é impossível aquilo acontecer. Daí, num site, ele fala que eu o ofendi com palavras que eu não quero pronunciar aqui. Mas eu tenho imagens que foram feitas perto de mim, que mostram que em nenhum momento usei as palavras que foram ditas por ele”, explicou em entrevista à Record.  Jean Wyllys não só confirmou o ato, como disse que não se arrepende do que fez. “Eu cuspiria na cara dele (Bolsonaro) quantas vezes fossem necessárias e quantas vezes eu quisesse”, declarou.

Collor apresenta plano de governo e diz que situação de Dilma é pior que a dele

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Presidente afastado por impeachment do Congresso em 1992, o senador Fernando Collor (PTC-AL) apresentou nesta segunda, 18, em plenário uma espécie de plano de governo e afirmou que a gestão da presidente Dilma Rousseff passa por uma situação pior a que ele atravessou às vésperas de perder o cargo. Em pronunciamento, o senador disse que o momento do País é gravíssimo e que é preciso um desenlace da crise. “Tenho plena convicção (…) de que, em meu governo, o Brasil não retrocedeu em nenhum setor, em nenhuma avaliação relevante. Apesar da abrupta interrupção de meu mandato, creio: o legado foi positivo”, disse Collor, da tribuna do Senado. Embora tenha tecido uma série de críticas ao governo Dilma, o senador ressalvou ser “imprudente” adiantar seu voto quanto à eventual punição da petista. O senador afirmou que qualquer palavra que dê no momento poderão se criar “celeumas”, o que não seria sua intenção. Ele disse que desde 2012 vinha chamando a atenção para o “esfacelamento institucional” do País”. “O tempo e o presente quadro de degradação do País me deram razão. Porém, o que perdurou foi a postura de sempre: me ouviram, mas não me escutaram”, criticou. Em nome do novo bloco partidário formado por 10 senadores, intitulado Moderador, o senador apresentou um conjunto de propostas para a gestão governamental intitulado “Brasil: Diretrizes para um Plano de Reconstrução”. Entre as medidas, defendeu um enxugamento da máquina do Estado, a modernização da economia tendo a iniciativa privada como principal motor, ações na área de direitos humanos e até uma sugestão de se fazer uma reforma política para alterar o regime de governo para parlamentarista. Em aparte, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), ex-ministro da Educação do governo Lula, elogiou a atuação de Collor na área, a quem disse ter “autoridade especial” para falar do assunto. Ele destacou que no mandato do então presidente foi se feito o “único verdadeiro esforço” de federalizar a educação no Brasil, com a construção de cerca de 550 centros integrados de atendimento à criança.

Jornal: Lula desabafa e diz sentir-se traído por “Tiririca”

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou inconformado ao ver o voto do deputado Tiririca (PR-SP), favorável à abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff., segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo. “Esse cara esteve comigo hoje. Como ele faz isso? Ele ia votar com a gente”, desabafou o petista. “Senhor presidente, pelo meu País, meu voto é sim”, declarou Tiririca durante a sessão de domingo (17). O jornal destaca que Tiririca é deputado há quase seis anos e essa foi a primeira vez que o ex-humorista fez uso do microfone do plenário da Câmara. Lula contou à presidente Dilma que havia recebido Tiririca na manhã de domingo (17), no quarto do hotel em que se hospeda em Brasília. “Ele ia votar com a gente”, repetiu Lula. A publicação diz que assessores presidenciais tentaram mapear os “traidores”, não apenas entre deputados do PP, mas também PR, PMDB e outras siglas. Os únicos partidos que não traíram o governo foram PT e PC do B. O deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi outro que esteve no QG anti-impeachment que Lula montou em um hotel de Brasília. A Folha destaca que Maluf era contrário ao impeachment da presidente, mas mudou de ideia durante a comissão especial da Câmara. O deputado Tiririca (PR-SP) desmentiu a informação veiculada pela Folha de S. Paulo de que ele teria se encontrado com o ex-presidente Lula antes da votação de domingo (17) em sua página no Facebook: “Galera, não costumo responder notícias falsas que saem sobre mim ou sobre o meu mandato. Dessa vez tenho que fazer diferente e afirmar para vocês, que me acompanham, que a notícia veiculada a pouco na Folha de São Paulo é mentirosa. Não conheço e nunca tive nenhum tipo de contato com as pessoas referidas na matéria. Quem me conhece sabe que não participo de nenhum tipo de reunião que envolva minhas convicções e crenças. O meu voto veio do coração e de acordo com o que acredito. Vim do povo, sou do povo e trabalho para o povo.”

Dilma volta a atacar ‘golpistas’ e diz que ‘estão vendendo terreno na lua’ para chegar ao poder

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A exemplo do que fez nesta segunda-feira com jornalistas brasileiros, a presidente Dilma Rousseff recebeu correspondentes internacionais no Palácio do Planalto nesta terça-feira e voltou a usar os microfones para criticar, ainda que indiretamente , o vice Michel Temer e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, por manobras ‘golpistas’. Dilma atacou a movimentação do PMDB e de outros partidos de oposição por sondagens de nomes para um futuro ministério sob o governo Temer.

– Estão vendendo terreno na Lua – disse antes de voltar a citar conspiração contra seu mandato.

– A conspiração se dá pelo fato que a única forma de chegar ao poder no Brasil é utilizando de métodos, transformando e ocultando o fato que esse processo de impeachment é uma tentativa de eleição indireta, de um grupo que de outra forma não teria acesso pelo único meio justificável, que é o voto direto – concluiu.

Na coletiva de mais de uma hora, a presidente afirmou ainda que o Brasil tem um “veio golpista” e que o processo de impeachment no Congresso Nacional após a redemocratização do país é uma possibilidade “nunca afastada”. Foram concedidas seis perguntas aos repórteres, mas nesta terça-feira a presidente falou mais que o dobro do tempo antes de iniciar a entrevista. Dilma dispensou uma longa parte de sua fala detalhando e defendendo por que é inocente.

– O Brasil tem um veio que é adormecido. Um veio golpista adormecido. Se acompanharmos a trajetória dos presidentes no meu país, no regime presidencialista, a partir de Getúlio Vargas, vamos ver que o impeachment, sistematicamente, se tornou um instrumento contra os presidentes eleitos. Eu tenho certeza de que não houve um único presidente depois da redemocratização do país que não tenha tido processos de impedimento no Congresso Nacional. Todos tiveram. Todos – enfatizou, ao citar indiretamente os processos movidos contra os ex-presidentes Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, ambos liderados pelo seu partido, o PT.

E acrescentou:

– O que eu chamo de veio? É essa possibilidade nunca afastada.

A petista, no entanto, não fez menção a pedidos de impeachment que o PT fez quando outros presidentes comandavam o país. Contra Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, foram apresentados 14 pedidos de impeachment, 13 dos quais no seu segundo mandato. Dos 13, 10 foram assinados por deputados federais – um deles, José Genoino, então líder do PT, julgado e condenado como mensaleiro.

Contra Lula foram apresentados 34 pedidos, 33 assinados por cidadãos comuns, e um pelo deputado Alberto Goldman (PSDB-SP). No primeiro mandato de Dilma, 10 pedidos foram protocolados na Câmara dos Deputados, nove assinados por cidadãos comuns, um pelo senador Mário Couto (PSDB-PA). Todos esses pedidos, no total 58, foram arquivados.

Dilma voltou a falar em “engavetador-geral da República” ao se referir à procuradoria-geral no governo Fernando Henrique Cardoso, na qual esteve à frente Geraldo Brindeiro.

‘AINDA TEM MUITA COISA QUE NÃO SE SABE’

Ao ser perguntada se ela não sabia da corrupção em seu partido e na Petrobras, ela afirmou que não tinha conhecimento dos malfeitos porque a corrupção é, por natureza, feita “às escuras”, e que medidas tomadas pelo seu governo e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são as causas das investigações atuais.

– Você me pergunta uma coisa interessante. Você me pergunta se eu não sabia. Tão perto e não sabia. Foi preciso a delação premiada, foi preciso o reconhecimento da independência dos procuradores, do Ministério Público, uma atitude em relação à Polícia Federal. Foi preciso um conjunto de leis para que isso fosse descoberto. Agora, o que é próprio da corrupção: ser feito às escuras. Ser escondido. Ela tem que ser investigada – alegou.

A presidente também disse que “ainda tem muita coisa que não se sabe” na política brasileira, referindo-se ainda às práticas de corrupção. Ao mencionar diretamente a Operação Lava-Jato, ela disse não acreditar que as ilegalidades investigadas sejam isoladas, “um raio em céu aberto”:

– Não acredito que a Lava-Jato é um raio em céu aberto. Hoje eu não acredito. Antes estava tudo debaixo do tapete. Ainda tem muita coisa que não se sabe. Não vamos acreditar que está tudo escancarado, não é?

SITUAÇÃO ECONÔMICA

Na entrevista, Dilma também declarou que não teve responsabilidade pela crise econômica brasileira, e negou que o país tenha 10 milhões de desempregados. Ela alegou não ser a única responsável pela situação econômica nacional, citando elementos internacionais que contribuíram para a depreciação, e refutou que 10 milhões de brasileiros estejam desempregados.

– Se por conta da crise econômica que afetou o Brasil, que atribuem à minha única responsabilidade, como se eu fosse responsável pelo fim do superciclo de commodities, como se eu fosse responsável pela brutal crise que afetou desde 2009 os países desenvolvidos, como se no resto do mundo essas dificuldades não tivessem sido enfrentadas – argumentou.

De acordo com o dado mais recente da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad), em janeiro a população desocupada foi estimada em 9,6 milhões de pessoas, o que representa um crescimento de 42,3% ou mais 2,9 milhões de pessoas a procura de trabalho em relação a um ano atrás. Este número de dispensas é o maior já registrado em um ano na pesquisa do IBGE. Nesta quarta-feira, o instituto divulgará os dados referentes a fevereiro.

A presidente afirmou que os avanços sociais do governo dela e de Lula foram “a maior revolução pacífica do mundo ocidental”, e fez um apelo para que não haja “retrocesso”:

– A maior revolução pacífica do mundo ocidental ao garantir que quase 36 milhões de pessoas saíssem da miséria e outros tantos conquistassem o estatuto de classe média. Nós não podemos deixar isso retroceder.

Dilma disse também que sofre um processo de “meia verdade”, e que, no presidencialismo, é preciso “a verdade inteira” para destituir um presidente:

– Eu estou sendo também objeto, e aí começa a grande injustiça. Ela vai se acumulando em borbotões. Eu estou sendo também vítima de todo um processo de meias verdades. O que eu chamo de processo de meias verdades? A meia verdade é aquela parte da verdade que é mentira. A meia verdade é isso. Ela consiste em tentar induzir, sem dizer as reais implicações daquele ato. No parlamentarismo, é possível: há um voto de desconfiança no gabinete e ele sai. No parlamentarismo. Agora, no presidencialismo, a verdade inteira é que é necessária.

Ao ser questionada sobre a organização das Olimpíadas, que começam em agosto no Rio, Dilma garantiu que o país terá todas as condições de entregar o que foi prometido, e disse que serão os melhores Jogos Olímpicos “do mundo”, após dizer que seriam os melhores “do Brasil”:

– Será a melhor Olimpíada do Brasil. Do mundo, na verdade – corrigiu-se.

Ela também condenou o voto do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) pelo seu impeachment no último domingo no plenário da Câmara. Bolsonaro fez menção ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador na ditadura militar, que Dilma chamou de “o maior torturador que o país já viu”.

Eu de fato fui presa nos anos 1970, de fato eu conheci bem esse senhor ao qual ele se refere. Era e é o maior torturador que esse país já viu. Eu lastimo que esse momento no Brasil tenha dado abertura para a intolerância, para o ódio, para esse tipo de fala. Acho gravíssimo a aventura golpista – afirmou ela, que classificou o episódio como “lastimável”.

CENÁRIO DIFÍCIL NO SENADO

Apesar do otimismo com a tramitação do pedido de impeachment no Senado, que a presidente Dilma Rousseff procurou demonstrar segunda-feira, integrantes do governo avaliam como muito difícil a tarefa de impedir a aceitação do processo na comissão especial no Senado. Caso a comissão aceite a ação, isso levará ao afastamento imediato de Dilma do Planalto por até 180 dias.

Se esse diagnóstico se confirmar, o Palácio do Planalto concentrará os seus esforços no julgamento do processo de cassação, que exige ainda mais votos dos senadores. Para o acolhimento, é necessária maioria simples dos senadores presentes em plenário. Já para rejeitar o processo de cassação, basta que Dilma tenha 28 votos dos 81 senadores.

Em vídeo, deputado Tiririca faz piada com votos de colegas

Após votar “sim” pela abertura do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Tiririca (PR-SP) aparece em um vídeo fazendo piadas com as justificativas de seus colegas durante a sessão do último domingo (17) na Câmara dos Deputados. Tiririca, que guardou segredo sobre sua decisão até o momento em que subiu ao púlpito, foi bastante sucinto na votação (“Senhor presidente, pelo meu país, meu voto é sim”), ao contrário de seus pares. Alguns deles evocaram Deus, a família, a democracia, Jerusalém, corretores de seguro, netos e afins. As bizarrices serviram de inspiração para Tiririca: “Pela Florentina de Jesus, pelo meu cachorro Lulu, pela minha irmã Ducolina, pela minha esposa, minha amante e minha namorada, pelo meu filho que vai nascer em 2020…eu voto SIM”.

Senadores apresentam proposta de novas eleições independentes do impeachment

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Um grupo de seis senadores apresentaram nesta segunda-feira, 18, uma proposta de novas eleições para presidente e vice como solução para a atual crise política. Eles se posicionam como insatisfeitos com qualquer dos resultados que tenha o processo de impeachment e defendem que o melhor caminho para retomar o desenvolvimento do País seja fazer nova consulta eleitoral já em outubro deste ano.

“Estamos querendo que, qualquer que seja a decisão do Senado, que o povo brasileiro seja chamado para dizer quem ele quer que conduza o destino da nação”, defendeu o senador Walter Pinheiro (sem partido/BA).

Os senadores também deixaram claro que a proposta não é um enfrentamento ao processo de impeachment, mas uma opção alternativa.”A proposta que estamos apresentando não interfere no ritmo do impeachment. O rito vai transcorrer o seu calendário”, garantiu o senador João Capiberibe (PSB-AP).

Em formato de Proposta de Emenda à Constituição, o texto deve ser apresentado na próxima quarta-feira e precisa da assinatura de apoio de 27 outros senadores para começar a tramitar no Congresso Nacional. Os senadores não definiram qual seria a duração do mandato do novo presidente, se ele cumpriria apenas “mandato tampão” de dois anos até às eleições de 2018, ou se conduziria o governo por quatro anos. A questão seria colocada à discussão.

Pinheiro, que recentemente deixou o PT, afirmou que o intuito é unir pessoas que defendem ambos os lados, pró e contra o impeachment, para construir uma melhor solução.

“Esse é um bloco de senadores que não têm conforto numa proposta e nem na outra. O que propomos é exatamente a busca de diálogo com os dois lados, por isso conversamos com todos, para a gente chegar a pactuar uma saída para a crise”, afirmou Pinheiro.

O grupo também é composto por Cristovam Buarque (PPS-DF), Lídice da Mata (PSB-BA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Paulo Paim (PT-RS). Apesar de não terem comparecido ao anúncio, o bloco confirmou que Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Reguffe (sem partido/DF) também apoiam a proposta.

“A melhor solução para essa crise política excepcional é uma solução excepcional. É devolver à soberania popular a escolha dos novos mandatários da nação”, defendeu Randolfe. Segundo ele, existe uma parcela representativa da população que não está satisfeita com a manutenção da presidente, mas também não se reconhece em um governo liderado por Michel Temer e Eduardo Cunha.

Questionados sobre a viabilidade de a proposta obter apoio de outros parlamentares e ser de fato discutida, Pinheiro defendeu que o ideia ganhará força com o apoio da opinião pública. “A viabilidade vai ser a de colocarmos nas ruas, envolver a sociedade e vários setores com posicionamento dos dois lados. A sociedade pode dar essa viabilidade e nós, senadores, vamos trabalhar por isso aqui internamente”, disse Pinheiro.

Cálculos. Cristovam Buarque calcula que já tenham hoje o apoio de pelo menos 15 senadores. Otimista, Pinheiro disse que não será difícil colher as 27 assinaturas para dar início à tramitação da PEC. Nenhum deles, entretanto, citou nomes ou deu informações claras sobre quais setores do Senado ou partidos apoiariam a proposta.

A sugestão de novas eleições foi trazida ao Senado recentemente pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO). Aliado de Temer, beneficiário direto do impeachment, Raupp foi rapidamente contido e desmentido por outros membros do partido.

Já do lado dos governistas, a proposta nunca foi completamente rechaçada. Desde o início, a ideia foi levada por interlocutores à presidente Dilma, que recusou. Mas apareceu como alternativa nos discursos de alguns parlamentares do PT. Com a consumação do processo de impeachment na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), um dos principais porta-vozes do partido ultimamente, tornou a considerar a possibilidade.

“Caso seja consumado o golpe, esse governo do Temer não teria legitimidade. Seria muito melhor recorrer a um processo de eleições diretas. Eu acho que isso virá com força, vindo do povo, e pode existir uma pressão gigantesca das ruas”, defendeu.