
O clima político esquentou em Ibicuí, no Sul da Bahia. O atual prefeito, Salomão Cerqueira (PSD), e o vice, Doda Morais (PP), tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral após uma sentença que os acusa de abuso de poder econômico e político durante a última campanha eleitoral. Além disso, os dois foram declarados inelegíveis até 2032.
A decisão, proferida pelo juiz da 136ª Zona Eleitoral, atende a uma ação movida por Rone Morais (MDB), ex-candidato derrotado nas eleições. Na mesma sentença, o ex-prefeito Marcos Galvão de Assis (PSD), que já comandou o município por dois mandatos, também foi declarado inelegível pelos próximos oito anos.
Segundo a Justiça, o grupo político liderado por Salomão e Marcos Galvão teria utilizado a estrutura da Prefeitura para favorecer a campanha eleitoral. O juiz destacou práticas como nomeações e exonerações de servidores com fins eleitoreiros, distribuição de bens públicos e a realização de festas custeadas com dinheiro do município para atrair votos.
Um dos episódios apontados como mais graves foi a promoção de festas no distrito de Ibitupã, em 2024, quando Salomão, então vice-prefeito, buscava se eleger com o apoio do grupo do ex-prefeito Galvão. As festividades, tradicionais e de forte apelo popular, teriam sido usadas como palanque eleitoral disfarçado.
A sentença é categórica: “Houve utilização da máquina pública de forma escancarada, com ações típicas de campanha sendo realizadas sob a fachada de eventos institucionais”, afirmou o magistrado. O juiz também ressaltou que opositores foram prejudicados com a exclusão de servidores ligados a grupos políticos adversários e que houve distribuição de bens a eleitores.
Apesar da cassação, Salomão e Doda continuam, por ora, nos cargos, já que a decisão cabe recurso no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). (Redação: Jackson Cristiano/Ubaitaba Urgente)


























