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Polícia usa bombas para repreender manifestação no RJ

Por Felipe Werneck | Agência Estado

Foto: Alessandro Buzas/ Agência O Dia/ Estadão Conteúdo
Foto: Alessandro Buzas/ Agência O Dia/ Estadão Conteúdo

Centenas de policiais reprimiram com violência, na tarde deste domingo (13), cerca de 250 manifestantes que tentaram realizar um ato nas imediações da Praça Saens Peña, na Tijuca, na zona norte do Rio. O grupo estava reunido a cerca de 2 quilômetros do estádio do Maracanã, sede da partida final da Copa do Mundo entre Alemanha e Argentina. Vinte minutos após os manifestantes iniciarem caminhada pela Avenida Conde de Bonfim, policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral contra um grupo que correu na direção de uma das ruas laterais, que poderiam permitir aproximação do estádio. O grupo de manifestantes estava completamente cercado por policiais, que formaram barreiras em toda a região, com a presença de PMs do Choque e da Cavalaria. Pelo menos dez bombas já foram lançadas e um grupo de ativistas foi perseguido até dentro da estação de metrô da Saens Peña, que em seguida foi fechada. Manifestantes foram agredidos com golpes de cassetetes e o grupo se dispersou, tentando fugir. A Cavalaria partiu para cima de manifestantes e os policiais os obrigaram a sentar no chão, inclusive uma senhora. Dezenas de pessoas correram em todas as direções e pediram socorro. A reportagem do Estadão presenciou pelo menos cinco pessoas detidas e dezenas foram agredidas com golpes de cassetetes e pontapés. O fotógrafo Samuel Tosta ficou ferido nas costas, atingido por estilhaços de uma bomba. De acordo com a advogado Caroline Bispo, um manifestante teve o braço quebrado e outro, um dente quebrado. Antes do início da repressão, manifestantes gritavam: “Ei, polícia, liberdade já. Lutar não é crime. Vocês vão nos pagar”, em referência aos grupo de ativistas detido na véspera. Por volta de 15 horas, cerca de 20 minutos após o ato, teve início a repressão. Antes, porém, o grupo já estava fechado. A ordem do Comando da Polícia é não deixar o grupo se afastar da praça. Por volta de 15h30, a situação estava mais calma, mas ativistas ainda passavam por revista.