Política







MPF diz que Geddel integrava ‘verdadeira organização criminosa’

Fotos: Valter Campanato/Agência Brasil

No documento em que pediu a realização de busca e apreensão em resiências de Geddel Vieira Lima, o Ministério Público Federal escreveu que ele e outras pessoas “faziam parte de uma verdadeira organização criminosa”. Os investigados manipularam recursos e créditos que seriam emprestados pela Caixa Econômica Federal. Conforme já mostramos, as buscas e a quebra de sigilo bancário foram autorizadas pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF, em 19 de dezembro de 2016. “Os elementos de prova colhidos até o presente momento apontam para a existência de uma organização criminosa integrada por empresários brasileiros e agentes públicos que, ocupando altos cargos na Caixa Econômica Federal e no Parlamento brasileiro, desviavam de forma reiterada recursos públicos a fim de beneficiarem a si mesmos, por meio do recebimento de vantagens ilícitas, e a empresas e empresários brasileiros, por meio da liberação de créditos e/ou investimentos autorizados pela Caixa Econômica Federal em favor desses particulares”, escreveu o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes.

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Geddel e Cunha facilitavam empréstimos em troca de propina, afirma PF

O relatório da Polícia Federal referente à investigação que resultou em mandato de busca e apreensão em um imóvel de Geddel Vieira Lima aponta que o ex-ministro atuava em “prévio e harmônico ajuste” com o ex-presidente da Câmara Federal e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para facilitar a liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal a empresas, com recebimento de propinas em contrapartida. No despacho que autorizou a operação “Cui Bono?”, realizada na manhã desta sexta-feira (13), o juiz Vallisney de Souza Oliveira cita o relatório e a atuação dos investigados. A “Cui Bono?” investiga um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa entre 2011 e 2013, período no qual Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa. A apuração demonstrou também que os dois peemedebistas forneciam informações privilegiadas, além da liberação de créditos. “Consta dos autos que, valendo-se do cargo de Vice-Presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, [Geddel Vieira Lima] agia internamente, em prévio e harmônico ajuste com Eduardo Cunha e outros, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas […] para que, com isso, pudessem obter vantagens indevidas junto às empresas beneficiárias dos créditos liberados pela instituição financeira”, diz a decisão judicial. De acordo com o juiz, o “grupo criminoso”, além de Geddel e Cunha, era composto pelo ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Ferreira Cleto, que é delator da Lava Jato, e pelo doleiro Lúcio Funaro, que está preso e é réu na Lava Jato. O relatório cita empresas beneficiárias de empréstimos da Caixa, e que teriam pagado propina ao grupo: BR Vias, Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários, Marfrig, J&F Investimentos, Grupo Bertin e JBS. A operação tem base em informações encontradas em um celular que estava em desuso apreendido pela polícia em dezembro de 2015 na residência oficial do presidente da Câmara, cargo ainda ocupado por Cunha à época. Segundo a PF, o celular apreendido continha “intensa troca de mensagens eletrônicas entre o presidente da Câmara à época e o vice-presidente da Caixa Econômica Federal de Pessoa Jurídica entre 2011 e 2013”. Além dos mandados de busca e apreensão, o magistrado autorizou a quebra do sigilo dos dados telefônicos, telemáticos, postais, bancários e fiscais nas mídias e documentos apreendidos na operação.

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Política: Dono de cervejaria investigada pela PF pediu a Lula para fazer propaganda da marca

Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis, pediu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornasse ‘garoto-propaganda’ da cerveja Itaipava durante suas palestras, segundo publicação do jornal ‘O Estado de São Paulo’. Ainda de acordo com o periódico, Faria pagou R$ 1,5 milhão para LILS Palestras e Eventos, empresa de Lula, para participar de três inaugurações de fábricas de cerveja. Ressalta que o pedido foi feito via e-mail, que acabou interceptado pela força-tarefa da Polícia Federal. “Se o Presidente (Lula), puder falar que: ‘A cerveja Itaipava por ser 100% brasileira, é sua cerveja preferida’ e, como falou na palestra de Atibaia: ‘Não bebo muita cerveja, mais quando bebo é Itaipava’, seria ideal para nos dar força na chegada da marca na Bahia”, dizia o e-mail. Vale ressaltar que o Grupo Petrópolis é investigado por elo com propinas da Odebrecht no âmbito da Laja Jato, assim como o antecessor de Dilma Rousseff passa por investigações para saber se suas palestras, avaliadas em R$ 998 mil, tinham como objetivo lavar o dinheiro das empresas supostamente beneficiadas em seu governo.

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Política: Silvio Santos pode ser candidato à presidência em 2018

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Além de Roberto Justus, a eleição de 2018 para a presidência da República pode ter outro apresentador na disputa: trata-se de Silvio Santos. Silvio teria sido convidado pelo Partido Progressista a se candidatar à presidência, segundo o jornal Opção, do estado de Goiás. Um dos articuladores do processo de convite ao Dono do Baú seria o genro do apresentador, deputado federal Fábio Faria, que é casado com Patricia Abravanel. De acordo com o impresso, a idade de Silvio daqui a dois anos  – 88 anos – não seria um impecilho, porque de acordo com o jornal, o dono do SBT tem a energia de um homem com 60 anos.

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EUA podem pedir prisão de Lula e Dilma, diz site

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Conforme divulgou o site O Antagonista na manhã desta quinta-feira, os Estados Unidos podem pedir a prisão dos ex-presidentes Lula e Dilma, chamados pelos procuradores americanos de “Brasilian Official 1 e 2”. Os documentos que trazem a informação teriam sido revelados pela força tarefa da Lava Jato no Brasil. A publicação, entretanto, não traz informações concretas de quando isso poderá acontecer.

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Política: Pivô da crise que derrubou Geddel, Marcelo Calero volta ao Itamaraty

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Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Após se tornar pivô de uma crise que culminou na saída do baiano Geddel Vieira Lima (PMDB) no Governo Temer, o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, irá retornar ao seu ofício de origem: o de diplomata. Ao menos é o que afirma o colunista de ‘O Globo’ Lauro Jardim. O texto ainda ressalta que a partir de janeiro Calero volta a dar expediente no Itamaraty, mas ficará longe de Brasília. Estará locado em uma representação no Rio de Janeiro.

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Planalto teme delação de Cunha; expectativa é de depoimento mesmo sem acordo

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Foto: Reprodução/Sul 21

Integrantes do governo Michel Temer dizem ter informações de que a pior parte das delações já foi divulgada. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, pessoas ligadas à Operação Lava Jato afirmam, no entanto, que os depoimentos de Marcelo Odebrecht e de seu pai, Emílio, ainda devem render problemas ao presidente. Nos bastidores do Planalto, a cúpula tem maior receio da provável colaboração do ex-presidente da Câmara e deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB). A expectativa do peemedebista era de que seus aliados o ajudassem a tirar da prisão de forma breve – preso há dois meses, já está sem ficando sem paciência. No Planalto, a convicção é de que o ex-parlamentar falará mesmo que a Lava Jato não aceite fechar um acordo de delação premiada. No roteiro de seu depoimento, Marcelo Odebrecht chegou a citá-lo, afirmando que ele sugeriu a contratação da Kroll, empresa de investigação corporativa, que poderia monitorar o andamento da operação. O empreiteiro garante que não aceitou a sugestão.

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Políticos baianos receberam doação de empresas usadas para escoar propina

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Usadas para escoar propina da Odebrecht, de acordo com novas revelações das delações premiadas da multinacional, as empresas Praiamar e Lyros Caxias fizeram doações para quatro políticos baianos em 2010. As doações foram confirmadas através de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Naquele ano, a Lyroz Caxias fez as doações mais vultosas para os baianos. Bebeto Galvão (PSB) e Arthur Maia (PPS) receberam os maiores valores declarados: R$ 40 mil. Jutahy Júnior, do PSDB, declarou ter recebido R$ 24 mil. O deputado estadual, Leur Lomanto Jr. (PMDB), recebeu, segundo o TSE, R$ 16 mil.  Ainda em 2010, a Praiamar foi responsável por bancar em R$ 30 mil as campanhas dos parlamentares. Arthur Maia e Bebeto, mais uma vez, receberam os maiores repasses: R$ 10 mil cada. O tucano Jutahy Júnior foi recebedor de R$ 6 mil e Leur Lomanto Jr. viu cair na sua conta de campanha R$ 4 mil.(Bocão News)

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Manifestação em Salvador cobra a saída imediata de Temer

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Foto: Reprodução

Uma manifestação contra o governo Michel Temer (PMDB) foi convocada para o próximo sábado (17) às 16 horas, no Campo Grande, em Salvador. Convocado nas redes sociais, o protesto não é capitaneado por nenhum partido político ou sindicato. Ao contrário de outros atos contrários à PEC 55 promulgada nesta quinta-feira (15) pelo Senado, o ato público tem o objetivo cobra a renúncia de Temer e convocação de eleições de direta. No texto de convocação, os manifestantes afirmam que é preciso encontrar “um caminho para sair desta crise político-institucional”. O chamamento também traz o resultado da última pesquisa Datafolha, divulgada na segunda-feira (12), na qual para mais de 60% dos entrevistados é necessário ter novas eleições. Plataforma Comum é o nome dado ao movimento que vem ganhando força nas últimas semanas. O agrupamento reúne pessoas das mais variadas tendências de modo amplo e democrático.

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Baianos alvos da Odebrecht votaram para enfraquecer pacote anticorrupção

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

A delação premiada do ex-executivo da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, acaba de ganhar mais um capítulo no cenário da Bahia. Isso porque um levantamento feito pela Folha mostrou que três baianos estão entre os que foram citados pelo delator e ao mesmo tempo votaram pelo enfraquecimento das medidas anticorrupção aprovadas pela Câmara. São eles os deputados federais Daniel Almeida (PC do B), Lúcio Vieira Lima (PMDB) e Benito Gama (PTB). Ambos votaram pela desfiguração das medidas de anticorrupção na Câmara dos Deputados no último dia 29. Os três deputados baianos foram citados por Filho, como beneficiários de operações realizadas pela Construtora Odebrecht na Operação Lava Jato.

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Lula, Marisa, Palocci e mais quatro são indiciados pela PF na Lava Jato

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A Polícia Federal, nesta segunda-feira (12), decidiu indiciar o ex-presidente Lula, a sua esposa Marisa Letícia, o ex-ministro Antônio Palocci e mais quatro na Operação Lava Jato. O petista foi indiciado pelo crime de corrupção passiva, enquanto todas as demais pessoas citadas foram indiciadas por lavagem de dinheiro. Segundo o G1, o indiciamento trata de dois casos distintos: o primeiro é sobre a compra de um terreno, que seria utilizado para a construção de uma sede do Instituto Lula. O segundo é sobre o aluguel do apartamento que fica em frente ao que o ex-presidente mora.

VEJA LISTA DOS INDICIADOS:

  • Luiz Inácio Lula da Silva – ex-presidente da República
    Marisa Letícia Lula da Silva – ex-primeira-dama
    Antônio Palocci Filho – ex-ministro nos governos Lula e Dilma
    Glaucos da Costa Marques – Sobrinho do pecuarista José Carlos Bumlai, já condenado na Lava Jato
    Demerval de Souza Gusmão Filho – Dono da empresa DAG Construtora
    Roberto Teixeira – Advogado do ex-presidente Lula
    Branislav Kontic – Assessor do ex-ministro Palocci
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Wagner, Geddel, Aleluia e Lídice: Delator da Odebrecht revela valores pagos a baianos

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A delação premiada da Odebrecht deve abalar a política baiana. Segundo informações do site Buzzfeed, as primeiras informações – do delator Claudio melo Filho – revelam envolvimento de nomes como Jaques Wagner, Geddel Vieira Lima, Aleluia e Lídice da Mata nas negociatas com empreiteiras. Segundo a publicação, Wagner é chamado de “Polo” e teria recebido de propina R$ 9,5 milhões, somente em 2010, segundo um dos delatores. Além disso, o ex-governador da Bahia teria recebido um relógio Hublot modelo Oscar Niemeyer que custa cerca de R$ 80 mil. Outro citado é Geddel Vieira Lima, chamado de “Babel” . Seu irmão, Lúcio Vieira Lima, chamado de “Bitelo”, para não atrapalhar a aprovação de uma medida provisória de interessa da Odebrecht, teria recebido entre R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão. Segundo o site Buzzfeed, o delator ainda afirma que o deputado federal José Carlos Aleluia, chamado de “Missa”, recebeu da Odebrecht R$ 300 mil em 2010, assim como Lídice da Mata (codinome Feia), que teria recebido R$ 100 mil. O deputado federal Antonio Brito (PSD) teria recebido R$ 100 mil. (Varela Noticias)

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Bahia: Senadora ‘Feia’ recebeu R$ 200 mil da Odebrecht em 2010

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Sob codinome ‘Feia’, Lídice recebeu R$ 200 mil em 2010.

Durante o pleito em que se elegeu senadora pela primeira vez, 2010, Lídice da Mata (PSB) recebeu R$ 200 mil da Odebrecht, revelou delação premiada do ex-executivo da empresa Cláudio Melo Filho. Sob codinome “Feia”, a ex-prefeita de Salvador já mantinha uma “relação histórica” com a empreiteira, que conhece e admira, segundo o documento. “Eu acreditava na sua eleição como Senadora pelo momento político na Bahia, pois ela era da chapa do governador eleito Jacques Wagner”, afirmou Melo Filho. Após a eleição, o ex-executivo disse ter solicitado apoio direto para que Lídice ajudasse um projeto do Instituto de Hospitalidade na capital baiana, que teria relação com a Fundação Odebrecht. “Este projeto era vinculado a Secretaria de Turismo da Bahia, cujo secretário, Domingos Leonelli, era indicado pelo PSB, partido da Senadora. José Filho me relatou o descaso dela com o assunto, pois nunca recebeu sequer um retorno”, acrescentou. De acordo com a delação, a senadora ainda foi contatada em março de 2012, junto a outros parlamentares, para legislar a favor do Projeto de Resolução do Senado Federal n. 72/2010. Por meio de nota, a senadora afirmou que as doações das campanhas estão dentro da legalidade. “As minhas contas foram devidamente aprovadas pelo TSE e estão disponíveis em seu site oficial”, aponta Lídice. (Bahia Noticias)

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Executivo da Odebrecht cita doações a campanhas de Wagner e Rui

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O ex-governador baiano Jaques Wagner (PT) foi citado pelo executivo Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, em pré-delação ao Ministério Público Federal (MPF). De acordo com o executivo, Wagner, que atualmente é Coordenador de Desenvolvimento Social, teria se reunido em 2006 com Marcelo Odebrecht em um restaurante de Brasília, ocasião que depois gerou um repasse de R$ 3 milhões ao petista, feitos de forma oficial e via caixa 2. Conforme o G1, o delator contou que, assim que Wagner ganhou o pleito, encaminhou assuntos de interesse da empreiteira no Polo Petroquímico de Camaçari, que o ex-governador ajudou a destravar. O ex-governador também seria beneficiado com repasse nas eleições de 2010, com R$ 7,5 milhões, divididos em 10 parcelas, pagas entre agosto de 2010 e março de 2011. Ainda segundo Cláudio F ilho, o esquema voltou a se repetir em 2014, na campanha de Rui Costa (PT) para o governo da Bahia. O executivo disse que não participou desses pagamentos, mas acredita que foram repassados R$ 10 milhões. O agora coordenador de desenvolvimento social do governo Rui Costa também teria recebido presentes da empreiteira, segundo Cláudio Filho, sendo presenteado com um relógio de R$ 20 mil, em 2012.

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Geddel é citado por executivo da Odebrecht e diz que baiano ‘destrava pagamentos’

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Foto: Jackson Cristiano/Ubaitaba Urgente

O ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo de Michel Temer, Geddel Vieira Lima também foi alvo das citações do executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho, que contou relações da empreiteira em um acordo de pré-delação ao Ministério Público Federal (MPF). Aos procuradores, Cláudio Filho disse que Geddel Geddel “recebia pagamentos qualificados em períodos eleitorais e em períodos não eleitorais, e fazia isso oferecendo contrapartidas claras, conforme ficará claro no ponto do relato que trata das exigências feitas por Geddel para destravar pagamentos retidos no âmbito do Ministério da Integração Nacional”, disse em aspas reproduzidas pelo G1. Em nota, Geddel disse que estranhou o nome dele ser citado e afirmou que as doações a ele foram declaras ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Renan se recusa a assinar notificação de afastamento pelo STF

Fotos: Folhapress

Fotos: Folhapress

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se recusou a assinar a notificação de seu afastamento do cargo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta segunda (5). Ao receber a visita de um oficial de Justiça na residência oficial, o senador enviou o recado de que aceitaria a notificação nesta terça (6) às 11h no Senado. O senador divulgou nota afirmando que o Supremo Tribunal Federal não o ouviu sobre seu afastamento e ressaltando que a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que o afastou, é provisória. Ele afirmou que só irá se manifestar após conhecer os argumentos do ministro. “O senador consultará seus advogados acerca das medidas adequadas em face da decisão contra o Senado Federal. O senador Renan Calheiros lembra que o Senado nunca foi ouvido na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental e o julgamento não se concluiu”, afirma a nota distribuída por sua assessoria. A decisão de Marco Aurélio é liminar, ou seja, terá que ser analisada pelo plenário do STF. Na noite desta segunda Renan estava reunido com congressistas na residência oficial da presidência do Senado, no Lago Sul de Brasília. Em seu lugar assume o vice, o senador de oposição Jorge Viana (PT-AC).

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Com saída de Renan, Waldir Maranhão assume presidência do Congresso

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Fotos: Folhapress

O deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA) voltou à ribalta. Com a saída de Renan Calheiros da presidência do Senado, ele assume a função de presidente do Congresso e, com ela, a tarefa de conduzir a votação do Orçamento e de vetos. Isso ocorre porque a composição da Mesa do Congresso é composta pelos membros equivalentes nas duas Casas, alternadamente. Jorge Viana (PT) não faz parte da Mesa do Congresso Nacional. O presidente do Senado é o presidente do Congresso Nacional, já o vice-presidente é o vice da Câmara. Com a saída de Renan, Maranhão assume o comando das sessões conjuntas. Aliado do governador Flávio Dino (PCdoB), o deputado do PP se notabilizou nacional e até internacional no primeiro semestre deste ano, após tentar, por diversas vezes, por orientação de Dino, manobras que impedissem o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). Enquanto estiver no comando do Congresso, ele deve dar um pouco de trabalho para o Palácio do Planalto. O Plenário do STF deve analisar somente na quarta-feira (7) a liminar que afastou Renan Calheiros. A tendência é que o afastamento seja mantido.

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Temer fala pela primeira vez sobre caso Geddel e nega ter feito lobby

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O presidente da República, Michel Temer (PMDB), falou pela primeira vez sobre o caso do agora ex-ministro baiano Geddel Vieira Lima (PMDB), que teria pressionado Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura, para que interferisse no Iphan e liberasse a obra do La Vue, na Ladeira da Barra, em Salvador. Calero também disse que foi pressionado por Temer para que solucionasse o caso. O chefe do Palácio do Planalto negou ter agido em benefício do ex-ministro da Secretaria de Governo.  Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que não defendeu interesses particulares ao sugerir que o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero acionasse a AGU (Advocacia-Geral da União) para resolver as divergências entre o Iphan da Bahia e o Iphan nacional, subordinado ao Ministério da Cultura. O Iphan da Bahia havia dado aval para a construção do empreendimento em que Geddel comprou apartamento, mas o Iphan nacional negou o pedido por existir risco a demais prédios no entorno. As informações são do jornal Agora.

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PT vai pedir impeachment de Temer

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Lindbergh Farias (PT) I Foto: Veja

O Senador Lindbergh Farias (PT), afirmou que o partido vai protocolar o pedido de impeachment de Michel Temer na segunda-feira (28). De acordo com o site o Antagonista, o pedido não deve passar. Michel Temer tem maioria esmagadora no Congresso Nacional.

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De Salvador, Geddel envia carta de demissão à Presidência

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O ministro da Secretaria do Governo, Geddel Vieira Lima, já entregou a carta de demissão à Presidência da República. A informação foi confirmada por assessor da Presidência pela Globo News. Na manhã desta sexta-feira (25), já era especulada (clique aqui e aqui) a saída do peemedebista, após o agravamento da crise gerada pelas denúncias do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, que pediu demissão na última sexta-feira (18), alegando que Geddel o tinha pressionado para atuar junto ao Iphan para liberar parecer favorável à construção do empreendimento La Vue, na Ladeira da Barra, em Salvador.

Foto: Reprodução | Clique para ampliar

Foto: Reprodução | Clique para ampliar

Na carta, Geddel afirma que voltará à Bahia “diante da dimensão das interpretações dadas” e pede desculpas a Temer “aos que estão sendo por elas alcançados”. Geddel teria afirmado ter um apartamento no prédio, como argumento. A repercussão do caso ampliou nesta semana, após Calero prestar depoimento à Polícia Federal, relatando também ter sido pressionado pelo presidente Michel Temer a resolver o problema apresentado por Geddel. Ele diz ter gravações de conversas com Geddel, Temer e Eliseu Padilha. O relatório já foi encaminhado pela PF ao STF e à PGR. É o sexto ministro a deixar o cargo no governo Temer. Ainda não foi divulgado o substituto do baiano na pasta. (Bahia Noticias)

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Geddel recebeu relógio de R$ 85 mil da Odebrecht, diz delator; ministro nega

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Foto: Kiko Freitas / Varela Notícias

O ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) recebeu um presente valioso da Odebrecht. De acordo com o site Buzzfeed, o modelo que o ministro da Secretaria de Governo ganhou da Odebrecht é o Calatrava, do Patek Philippe. De acordo com a reportagem, o presente foi dado em 2009 e vale R$ 85 mil, segundo o delator Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht e um dos delatores da construtora. Além disso, também segundo o delator, o ministro recebeu “recursos regularmente” da empreiteira. Na época, Geddel ocupava o Ministério da Integração do governo Lula, na cota do PMDB, e liberou R$ 35,2 milhões para a Odebrecht, em relação a obras de implantação do projeto de irrigação Tabuleiros Litorâneos de Parnaíba, executado pelo DNOCS (Departamento Nacional de Obras contra a Seca). Em nota, Geddel disse que se trata de uma “mentira desavergonhada” o conteúdo e afirmou que prefere acreditar se tratar somente de um boato.

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Líder da oposição na AL-BA fala em “100% de apoio” a Geddel

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Foto: Reprodução/Bahia Noticias

Após matéria do Bocão News revelar que a bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) não pretendia fazer nenhum ato de apoio formal em favor do ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), o líder do grupo, Sandro Régis (DEM), garantiu “100% de apoio da bancada a Geddel”, em discurso. “Nós da oposição daremos 100% de apoio ao ministro Geddel Vieira Lima. Ele, que sempre teve a característica de trabalhar pelo seu estado”, afirmou. Líder do PMDB na Casa, o deputado Pedro Tavares – que momentos antes havia afirmado que as denúncias que pesam sobre Geddel já tinham “passado” – endossou o apoio ao cacique da sua legenda. “O governo do PT busca holofote para tirar o foco das sérias dificuldades que o nosso estado passa”, disparou, sem concatenar os assuntos.

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Geddel chora em reunião de líderes ao se defender de denúncias

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Foto: Jackson Cristiano / Ubaitaba Urgente

Ao receber apoio dos líderes dos partidos da base aliada na Câmara, em reunião no Palácio do Planalto, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, se emocionou e chorou. Ele dava explicações aos deputados sobre as acusações feitas pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de que fez tráfico de influência para tentar conseguir liberar um empreendimento em Salvador, onde comprou um apartamento na planta. Geddel, depois de ouvir desagravo público dos líderes a seu favor, agradeceu o apoio de todos e contou que “herdou de seu pai”, o ex-deputado Afrísio Vieira Lima, “este jeito despachado que tem”. O ministro Geddel está sendo investigado pela Comissão de Ética Pública da Presidência e não quer mais falar sobre o tema alegando que “esse assunto está encerrado”. “Peço que me respeitem”, declarou, ao voltar de uma reunião com o presidente Michel Temer, para a qual foi convocado, interrompendo o encontro com os líderes, por causa de uma manifestação de índios que ocorria em frente ao Palácio do Planalto. O líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM), ao relatar a emoção do ministro lembrou “que este é o jeito dele”. “Ele é assim mesmo. Ele chora e chorou ao falar do pai (que morreu no início do ano)”, comentou o deputado. O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), ao sair da reunião, avisou que um documento a favor de Geddel está pronto e será entregue a ele por todos, em ato solene, no Planalto nesta terça-feira (22) à tarde. Ele explicou que a carta somente não foi entregue ainda porque aguarda as últimas assinaturas de parlamentares que não tinham chegado à capital federal. “Vamos entregar o manifesto pessoalmente esta tarde, em bloco”, avisou. Pauderney reconheceu que o comportamento de Geddel “não foi adequado”, mas minimizou dizendo que “temos problemas enormes no país para resolver”. O parlamentar amazonense disse ainda que Geddel deu explicações e todos entenderam. Para ele, houve uma “interpretação de forma equivocada” por Calero. Pauderney afirmou ainda que conversou com o prefeito de Salvador, ACM Neto, sobre o assunto e este lhe assegurou que “não há nenhum problema com o empreendimento”. (Estadão Conteúdo)

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Conselheiro recua e Comissão de Ética abre processo contra Geddel

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Geddel Vieira Lima (PMDB) I Foto: Antônio Cruz/ABr/VEJA

A Comissão de Ética da Presidência da República abriu por unanimidade, nesta segunda-feira, procedimento investigativo para apurar se o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, violou a legislação no caso que resultou na demissão do agora ex-ministro da Cultura Marcelo Calero.  Indicado ao cargo pelo próprio Geddel, o conselheiro José Saraiva recuou do pedido de vista que havia solicitado pela manhã e apresentou voto pela instauração de inquérito. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo na edição do último sábado, Calero afirmou que Geddel o pressionou em mais de uma ocasião para liberar uma obra embargada em Salvador, onde o peemedebista tem um apartamento. Na mesma tarde, o presidente Michel Temer afirmou por meio de seu porta-voz, Alexandre Parola, que o ministro permanecerá no cargo. “Em primeiro lugar, o Ministro Geddel Vieira Lima continua à frente da Secretária-Geral da Presidência”, disse o porta-voz, confundindo o cargo de Geddel. “O Presidente Michel Temer ressalta, adicionalmente, que todas as decisões sob responsabilidade do Ministério da Cultura são e serão encaminhadas e tratadas estritamente por critérios técnicos, respeitados todos os marcos legais e preservada a autonomia decisória dos órgãos que o integram, tal como ocorreu no episódio de Salvador”, afirmou o porta-voz.

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Temer decide que Geddel continuará ministro, diz colunista

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Apesar de ter sido sacudido por acusações que envolvem o prédio La Vue, em Salvador, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), continuará no cargo – de acordo com decisão do presidente Michel Temer. Na avaliação de Temer, segundo o G1, ainda que Geddel tenha tratado de assunto pessoal, a decisão do Iphan é técnica e é a que prevalece. Para o presidente, a Comissão de Ética Pública da Presidência avaliará se o ministro agiu sem adotar um critério de impessoalidade. Após pedir demissão, Marcelo Calero disse que o motivo principal de sua saída foi a suposta pressão que sofreu de Geddel para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão subordinado ao Ministério da Cultura, liberasse um empreendimento imobiliário de alto luxo no centro histórico de Salvador. Geddel comprou um apartamento nesse empreendimento.

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