PESQUISA REALIZADA NA UESB TRAZ ESPERANÇA PARA NOVAS DROGAS CONTRA O CORONAVÍRUS

Com a pandemia do Coronavírus se espalhando pelo mundo e alterando a vida da humanidade, professores e cientistas de universidades e institutos de pesquisas têm se concentrado em investigações científicas para frear o avanço do vírus Covid-19.  No Brasil, pesquisadores da Uesb  realizaram um estudo inédito nas áreas de Bioinformática, Química Computacional e Virologia com o objetivo de  encontrar novas moléculas de fontes naturais que possam ser usadas como candidatas a novas drogas contra o Coronavírus (SARS-CoV2).

O professor Bruno Andrade, do Departamento de Ciências Biológicas (DCB), juntamente com sua equipe, coordenou o estudo  utilizando um banco de dados computacional com 50.000 moléculas de fontes naturais. Assim, os pesquisadores descobriram, por meio de computador,  com uma técnica de comparação de drogas antivirais já conhecidas (a Hidroxicloroquina e o Remdesivir, que estão em fase de testes pelo órgão de controle americano), uma lista de 40 compostos químicos que podem ser testados contra o Coronavírus (SARS-CoV2) em testes de triagem de drogas.

De acordo com  o pesquisador, as ferramentas computacionais são capazes de informar as interações das moléculas com a proteína viral. Segundo a pesquisa, o agente causador da pandemia é um vírus de RNA  da família Coronaviridae. “Esses estudos, apesar de altamente complexos são possíveis de serem realizados rapidamente pelo computador.

As novas moléculas que descobrimos como possíveis drogas podem ser utilizadas por outros pesquisadores. Para a comunidade em geral, é uma esperança científica para o movimento mundial de combate ao vírus”, explicou. O grupo de pesquisa é vinculado ao Programa de Pós-graduação em Química da Uesb (PPGQui), e faz parte alunos de graduação, mestrandos e doutorandos dos departamentos de Ciências Biológicas (DCB), Departamento de Saúde (DSII) e Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT).

Participaram deste recente estudo, também, colaboradores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Virginia Commonwealth University (EUA), Institute of Integrative Omics and Applied Biotecnology (Índia) e da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Com informações do agora sudoeste

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