Brasil: Oposição traça boicote a processo do impeachment até que Supremo julgue recurso
Deputado Bruno Araújo (PSDB-PE)

Deputado Bruno Araújo (PSDB-PE)

Partidos de oposição na Câmara disseram nesta segunda-feira, 21, que só haverá retomada da votação da formação da Comissão Especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff quando forem julgados os embargos declaratórios que serão impetrados pela Casa no Supremo Tribunal Federal. Segundo o líder da minoria, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), os oposicionistas estudam a possibilidade de obstruir as votações na Casa a partir de fevereiro até que o STF dê celeridade ao julgamento dos embargos. “Esse tema levará mais tempo para ser decidido. O governo terá de conviver com esse fantasma pairando sobre a presidente Dilma”, disse Araújo. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e líderes partidários solicitaram uma audiência com o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, para tirar dúvidas sobre a decisão do STF a respeito do rito do impeachment. Os deputados vão pedir que o STF julgue os embargos com a mesma brevidade com que julgou o rito. “Vamos retomar a comissão quando o julgamento estiver concluído”, avisou Araújo. O tucano destacou que a garantia de inscrição de chapa alternativa é “posição pétrea” para os partidos de oposição e considerou impossível conceber a “ditadura” de uma chapa única. Para ele, é razoável que haja disputa entre chapas. “O Congresso é a Casa da democracia. Na divergência, se resolve no voto”, concordou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE). (O Estadão Conteúdo).

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