Vendas de veículos automotores caíram 21,85% em 2015, diz Fenabrave
Foto: Reprodução/ Fenabrave

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As vendas de veículos automotores caíram 21,85% em 2015, apesar de os emplacamentos terem crescido entre novembro e dezembro do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). De acordo com a entidade, as vendas de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e carretinhas para transporte) aprresentaram queda acumulada em relação a 2014. Ao todo, foram emplacadas 3.982.816 unidades em 2015, ante as 5.096.207 do ano anterior. As concessionárias encerraram o ano com estoque médio de veículos de 50 dias de vendas, índice considerado alto pelo setor. Na comparação entre dezembro e novembro, ambos com 20 dias úteis, os emplacamentos apresentaram alta de 19,11%: foram 370.996 emplacamentos em dezembro contra 311.464 em novembro. Em relação a dezembro de 2014 houve retração de 27,62% – na ocasião, foram registrados 512.577 emplacamentos. “Tivemos uma recuperação notável em dezembro, fruto de inúmeras promoções realizadas pelas marcas instaladas no país. No entanto, nem mesmo as ações promocionais conseguiram atenuar os impactos negativos da crise, que afeta empregos e, principalmente, a confiança de quem vive, investe e consome no país. Assim, os reflexos sobre o setor automotivo são coerentes com esta situação”, avaliou Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave. A expectativa da entidade para 2016 é de dificuldade no primeiro semestre, mas com viés de recuperação a partir do terceiro trimestre, conforme encaminhamento político. Apesar da projeção otimista, a expectativa é de queda de 5,9% para os segmentos de automóveis e comerciais leves. A Fenabrave projeta retração de 2,7% para caminhões, 3,2% para ônibus e 1,8% para implementos rodoviários. O segmento de motocicletas deve continuar em retração, desta vez estimada em 4,1%. Tratores e máquinas agrícolas são os únicos que devem desafogar o índice, com crescimento de 2% neste ano. “Vale lembrar que temos alguns eventos que podem afetar as vendas de veículos, para o bem ou para o mal, como o feriado de Carnaval no início de fevereiro, a realização das Olimpíadas no Brasil, as Eleições Municipais e a realização do Salão Internacional do Automóvel”, ponderou Assumpção Júnior.

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