Estados Unidos garantem: ‘Não vamos parar por aqui. Queremos limpar o futebol mundial’
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Promotor federal de Nova York garante que investigações não vão parar: ‘Queremos limpar o futebol’

Após a operação surpresa que terminou com a prisão de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e outros executivos da Fifa na Suíça, a Justiça dos Estados Unidos garantiu que esse é apenas o início de uma investigação maior, que visa acabar com a corrupção no esporte mais popular do mundo. Em coletiva em Nova York, representantes do Departamento de Justiça norte-americano e do FBI garantiram: o objetivo é “limpar de vez o futebol”.

“Esses esquemas não são novos, acontecem há mais de 20 anos e estamos aprendendo como funcionam. Quero deixar uma coisa clara: esse é o começo do nosso trabalho, e não vamos parar por aqui. Trabalharemos muito duro parar chegar ao fundo desse tipo de corrupção e limpar o futebol mundial”, bradou Kelly Currie, promotor federal de Nova York.

“Ninguém jamais sairá impune. Prometo que em algum momento vamos esclarecer tudo o que acontece. Muitas pessoas se envolvem nesse tipo de prática pensando que vão se dar bem, mas não será assim. Estamos atrás de desmembrar os esquemas e não iremos descansar até o momento que o mundo entenda que esses esquemas não serão tolerados e serão castigados com todo o rigor da lei”, acrescentou James Comey, diretor do FBI.

Além das investigações criminais, a Fifa e diversos dirigentes também entrarão na lupa da Receita Federal dos Estados Unidos, que já está atrás de propriedades compradas na jurisdição norte-americana. “Essa é a Copa do Mundo da corrupção, e hoje a Fifa levou o cartão vermelho. Continuaremos trabalhando com todos os nossos melhores investigadores ao redor do mundo para limpar tudo e fazer com que joguem com as regras do jogo”, disparou Richard Weber, investigador da Receita.

Segundo Loretta Lynch, secretária de Justiça dos Estados Unidos, a esperança é que essa seja a última vez que a Fifa e seus dirigentes e ex-cartolas apareçam envolvidos em casos de corrupção envolvendo futebol. “A Fifa já vem tendo problemas durante anos. Espero que, depois dessa investigação, seja a última vez que a gente ouça alguma coisa sobre corrupção na entidade e problemas na eleição do próximo presidente”, ressaltou. “Estamos cientes que a Fifa já fez coisas incríveis pelo futebol, mas, nesses casos de propinas, não foi assim. Nesses casos, a Fifa não jogou a favor do esporte, e sim em benefício próprio de alguns indivíduos”, observou Richard Weber.

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