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Polícia suíça confirma ameaça de bomba em Congresso da Fifa

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Se já não bastasse toda a polêmica com a prisão de membros de seu comitê executivo, a Fifa ainda sofreu uma ameaça de bomba no começo da tarde desta sexta-feira (horário local) em sua sede, em Zurique, no segundo dia do Congresso da entidade.

A polícia da Suíça confirmou as informações que já circulavam pela mídia europeia, explicando que uma ligação telefônica ameaçou a reunião. “Uma ameaça de bomba foi recebida”, confirmou a própria Fifa. “Nós decidimos vasculhar o local. As instalações estavam limpas, e nós podemos começar novamente.” Assim, o encontro continuará, e a expectativa agora é para a eleição presidencial, que opõe o atual mandatário, Joseph Blatter, e o príncipe da Jordânia, Ali bin al-Hussen.

Mais cedo, em discurso no plenário da Fifa, Blatter reconheceu que as escolhas de Rússia e Catar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente, deram problemas para a entidade que rege o futebol. “Em 2 de dezembro, aqui em Zurique, quando decidimos as duas sedes em uma sessão, se outros países tivessem saído do envelope, acho que não teríamos este problema hoje. Mas não podemos voltar no tempo, não somos profetas, não podemos dizer o que teria acontecido”, afirmou o dirigente suíço.

Ele ainda pediu “união” em seu discurso inicial diante do escândalo de corrupção que atinge o alto escalão da entidade – sete dirigentes foram presos em Zurique na última quarta-feira, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin. Além disso, o diretor financeiro da Fifa, Markus Kattner, anunciou que os resultados financeiros da Copa de 2014, no Brasil, fizeram com que as reservas do órgão chegassem a 1,5 bilhão de dólares (R$ 4,74 bilhões).