Ubaitaba Urgente

Ubaitaba: Prefeito Paulo Bidú anuncia obras de incentivo ao esporte no distrito de Faisqueira

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Foto: WhatsApp/Ubaitaba Urgente

O prefeito em exercício de Ubaitaba, Paulo Bidú (PP) atento as necessidade desportivas autorizou a construção dos bancos de reservas destinada para os jogadores suplentes e do técnico, no campo de futebol no distrito de Faisqueira, no município de Ubaitaba. Essa iniciativa atende a solicitação do Gerente Municipal de Esportes, Júnior Bio.

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Foto: WhatsApp/Ubaitaba Urgente

Além disso, a Prefeitura Municipal de Ubaitaba, por intermédio da Secretária de Obras var iniciar as obras para construção dos vestiários, quadra poliesportiva visando o incentivo ao esporte para a população do distrito de Faisqueira. (Alessandro Granda/Ubaitaba Urgente).

Roberto Jéferson: ‘O bandido pelo qual eu mais torço é o Eduardo Cunha’

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Condenado a sete anos e 14 dias de prisão no processo do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson obteve perdão da pena no último dia 22 e se prepara para reassumir em 14 de abril, a presidência do PTB, atualmente ocupada por sua filha, a deputada Cristiane Brasil. Quer voltar ao comando partidário ainda durante o processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff, ao qual é favorável.

Pelos cálculos do petebista, 17 dos 19 deputados do partido deverão votar contra Dilma. O indulto acabou com proibições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como falar de política e só viajar com autorização judicial. Em entrevista ao Estado, Jefferson, de 62 anos, volta à velha forma: mistura acusações a antigos aliados, ironia e lembranças do período de pouco mais de um ano em que ficou na prisão.

Jefferson diz que, na época do mensalão, não sabia, mas agora tem certeza de que o ex-presidente Lula sabia da corrupção que envolvia o PT e parlamentares da base. “Eu tive a impressão de que o mentor intelectual do mal era o Zé Dirceu (ex-deputado federal, condenado pelo mensalão e preso por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás). Mas hoje (…) não tenho mais dúvida de que o Lula estava a par de tudo. Não aconteceu sem que o Lula soubesse. O Lula realmente sabia de toda essa corrupção e ele institucionalizou essa corrupção a partir dessa chefia do governo.”

Embora veja legitimidade no deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é investigado na Operação Lava Jato, para presidir a Câmara durante o processo do impeachment, Jefferson diz não ter dúvida de que o peemedebista será preso. “Eduardo é o bandido pelo qual eu mais torço”, diz. “Ele foi o adversário mais à altura do Lula. Lula nunca esperou encontrar um bandido da mesma qualidade moral, intelectual que ele”, ironiza.

Como foram os primeiros dias depois do indulto?

Quarta-feira à noite o pessoal foi lá e tirou a tornezeleira. Quinta-feira de manhã cedinho peguei a moto e fui embora (para Levy Gasparian, cidade no interior do Estado). Fiquei tão tenso que a minha mão direita doía. Eu andava dentro do condomínio (onde mora, na Barra da Tijuca, zona oeste carioca), mas é diferente. Rodei 600 quilômetros só para matar a saudade do asfalto.

O senhor vê paralelo do processo de impeachment da presidente Dilma e do ex-presidente Fernando Collor de Melo, que acompanhou de perto?

A questão moral é a mesma. O que motivo o impeachment do presidente Collor foi uma acusação de corrupção. O que motiva o impeachment contra a presidente Dilma e o PT é o sentimento de corrupção. Contra o Collor havia uma mobilização da empresa paulista, que havia sofrido a queda do monopólio, a indústria automobilística, que teve que abrir para ter uma competição com carros mais modernos. Havia uma grande contrariedade da Fiesp, da Febraban. Havia o ódio petista das derrotas sofridas, o ressentimento da elite do PSDB de São Paulo, que havia perdido a eleição para o Collor. Era mais conduzido partidariamente e mais ligado ao movimento econômico. Hoje a diferença, apesar da corrupção, é que é uma coisa da classe média, A, B, C, que foi para a rua espontaneamente. O povo quer fora PT, fora Lula, fora Dilma, o fim da corrupção. O impeachment do Collor foi mais político, nasceu dentro do Congresso Nacional. O impeachment que movimenta a sociedade contra a Dilma é judicial. Não é um impeachment com motor político. O herói é o juiz Sérgio Moro, os promotores do Paraná.

O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ)© Fornecido por Estadão O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ)

Os defensores da presidente apontam golpe, no sentido de que a Constituição não está sendo respeitada. Como o senhor vê essa reação?

Eles querem fazer um paralelo com João Goulart (presidente deposto no golpe de 1964). Ali podemos dizer que foi um golpe, não uma revolução. Agora não há um movimento para derrubar o governo com uma ruptura constitucional. O impeachment é legal, é constitucional, tem o rito constitucional fiscalizado pelo Supremo Tribunal Federal. Não há golpe. Dilma não pode se comparar ao Jango. O impeachment da Dilma se compara ao do Collor.

Quando o senhor, que fazia parte da “tropa de choque” do Collor, percebeu que o impeachment seria aprovado na Câmara?

Eu sempre achei que o Collor não sairia do impeachment, ele era muito mal visto. Era uma espécie de Dilma de saco roxo, como ele costumava dizer. A Dilma é autoritária, arrogante, o Collor era assim no passado. Ninguém gosta dela. Quando a pessoa vê a oportunidade de dar um pontapé, vai dar.

Mas é preciso haver crime para haver impeachment. Há prova de crime?

Tem a pedalada fiscal, tem essa questão eleitoral, o esquema montado para financiamento da campanha. Aquele PC Farias era menino de procissão perto dessa turma do PT.

O senhor acredita que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula sabiam da forma como chegavam os recursos para as campanhas eleitorais?

À época do mensalão, eu não acreditava, eu achava que parava na Casa Civil. Eu tive a impressão de que o mentor intelectual do mal era o Zé Dirceu. Mas hoje, com as provas colhidas, com a abertura que a imprensa fez do material colhido, tenho absoluta certeza de que o Lula era senhor de tudo que havia no País.

Existem provas disso?

Essas delações premiadas, o (ex-deputado) Pedro Corrêa dizendo isso, o senador Delcídio Amaral (ex-líder do governo no Senado) dizendo isso. Não tenho mais dúvida de que o Lula estava a par de tudo. Não aconteceu sem que o Lula soubesse. O Lula realmente sabia de toda essa corrupção e ele institucionalizou essa corrupção a partir dessa chefia do governo.

Essa tese vale para o mensalão e para o petrolão?

Posso falar agora que vale para o mensalão. Naquela época eu não poderia falar. Vi outro dia o Pedro Corrêa dizendo que o financiamento do mensalão vinha do petróleo, uma das fontes do mensalão era o petróleo. Era muito dinheiro para ser apenas o Marcos Valério através de uma conta de publicidade.

Quando o senhor deixou a prisão, em maio do ano passado, o senhor fez um gesto indicando que estava entalado com o petrolão, mas estava impedido de falar pelo STF. O que isso significa? O senhor conhecia a conexão entre o petrolão e o mensalão?

Não conhecia, não. Não imaginei que chegasse tão longe o processo de corrupção instituído pelo PT. Foi inusitado para mim.

O senhor tinha conhecimento do esquema de corrupção na Petrobrás?

Eu não soube dessas coisas da Petrobrás naquela época. O que eu sei é que a Petrobrás sempre foi a empresa elite dos partidos mais poderosos. As estatais no Brasil são o braço financeiro das corporações sindicais e dos partidos. Quem financia partido político são as estatais. Vamos ter que repensar isso. Se queremos país moderno, vamos ter que fazer privatização, porque não vai permitir a concentração da corrupção. Um assalto de US$ 1 bilhão como o (da refinaria) de Pasadena você não ia escutar em lugar nenhum. Só na concentração de poderes que a Petrobrás tem. O Brasil vai ter que enfrentar a privatização. A estatal é a semente da corrupção no Brasil. Os partidos políticos disputam os cargos nas estatais para seu financiamento. No fragor dessas denúncias está Dona Dilma, pegando de volta as estatais do PMDB para distribuir no varejo para os deputados. Isso é corrupção. O que vão assaltar nos seis meses enquanto durar o processo de impeachment dela é uma loucura. Vai todo mundo querer fazer caixa, porque ela cai em seis meses. “Cobra 100% de comissão aí!” Tem que ser rapidinho, vai ser igual dinamite em caixa de banco.

O PTB pleiteou alguma diretoria ou gerência importante na Petrobrás?

Nunca, nós éramos muito pequenos. O PTB teve a presidência da Eletronorte, a diretoria do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) e aquela diretoria dos Correios.

E Furnas?

Uma diretoria nos foi oferecida pelo presidente Lula, para compensar a não transferência dos recursos nas eleições em que PT fechou acordo com PTB. O PTB fechou uma grande aliança com o PT nas capitais, a Marta (Suplicy) foi eleita com apoio do PTB em São Paulo. Eles ofereceram R$ 20 milhões para financiamento do PTB e deram R$ 4 milhões. Foram os R$ 4 milhões que o Marcos Valério levou. Como eles não cumpriram os R$ 16 milhões e no PTB ficamos com uma grave dívida e uma crise interna, o presidente Lula tentou montar para o PTB um caminho de financiamento para suprir esse gasto, a diretoria de Furnas (de Engenharia), onde estava o Dimas Toledo. Mas não se concretizou.

O que aconteceu? Havia um esquema anterior?

Havia. Eu soube disso quando indicamos doutor Francisco Spirandel para ocupar o lugar do Dimas. Recebi contato do Zé Dirceu para que eu fosse conversar com ele na Casa Civil. Ele disse “em vez de trocar o Dimas, por que a gente não faz um acordo, você mantém o Dimas e ele passa a ajudar o PTB?” Eu disse “da minha parte, sem problema”. Dimas foi à minha casa conversar, foi quando conheci o Dimas. Dimas disse “minha diretoria rende de apoio R$ 3 milhões por mês, mas eu tenho comprometidos R$ 1 milhão com o PT de Minas, R$ 1 milhão com o PT Nacional, dou R$ 600 mil a 12 deputados do PSDB, R$ 50 mil a cada um, eles apoiam de vez em quando o governo federal. E R$ 400 mil para a diretoria.

E qual era a origem desse dinheiro?

Os contratos que ele gerenciava lá na Engenharia. Comissão da Engenharia. Então combinamos: a gente mantém o apoio ao PT de Minas, aos 12 deputados que ajudam nas votações mais importantes do governo do Lula e passa a dar R$ 1 milhão para financiar o PTB Nacional. Eu falei “da minha parte, perfeito”. Estava fechado e marcamos encontro com o presidente Lula para comunicar que não precisava trocar o Dimas, que tinha esse acordo. Eu, Zé Dirceu, Walfrido dos Mares Guia, que era ministro do PTB, e o presidente Lula. Lula perguntou “quando esse cara de vocês, Spirandel, assume?” Eu disse que havia o acordo de convivência do PTB com o PT. (Lula disse) “Quero ouvir de você”. E eu contei o que acabei de dizer para você. Lula disse “não estou de acordo, porque esse Dimas é o cara do Aécio, só faz propaganda para o governo de Minas, do Aécio, se vocês não trocarem eu vou trocar”. Eu disse “então bota o Spirandel”. Quando acabou a reunião, Zé Dirceu me interpela “você quis o boi com chifre e tudo, se você bate o pé, ele mantém o Dimas’. Eu disse “Zé, por que você não interveio?” Desci com Walfrido para a garagem, ele segurou meu braço e disse “você foi para o céu”. Eu disse “acho que eu fui para o inferno, a reação do Zé Dirceu foi muito ruim”. Uma semana depois veio a matéria da Veja (que exibiu gravação de um funcionário dos Correios cobrando propina e dizendo que falava em nome de Jefferson), que se assemelha à verdade, mas não é a verdade. Zé Dirceu montou com aVeja aquela matéria.

E o movimento seguinte foi o senhor revelar o esquema do mensalão?

Tentaram segurar, disseram para eu deixar a presidência do PTB, iriam nomear um deputado ferrabrás, mas que faria um relatório final não me indiciando. Eu disse “não conta comigo não, entrei pela porta da frente e é de onde vou sair, mas prepara porque vai ter tiro daqui, vou pegar vocês, o que eu tenho vou botar para fora”. Deu no que deu. Ali foi a origem de tudo, a origem desse momento que o Brasil vive hoje. Eu te confesso que até aquele momento eu achava que o PT, que o Lula, tinham ética. Um partido igrejeiro, quase de batina, de barba preta e sotaina, nascido do útero da Igreja.

Quem eram os 12 deputados do PSDB que recebiam propina de Furnas?

Não sei, não perguntei. Devem ter ajustado um grupo de 12 deputados federais que, naquelas votações mais importantes, votava com o governo.

O senhor foi indiciado pela Polícia Civil do Rio por corrupção e lavagem de dinheiro relacionado a Furnas. Como vai responder?

Pedi ao Ministério Público para me ouvir. Uma delegada pediu meu indiciamento indireto sem me ouvir. Não me furto a nada. Ela disse que eu confessei. Nós não recebemos. Eu pensei que a lei punisse só fato consumado. Nunca vi a lei punir intenção. O PTB nunca recebeu nenhum recurso de Furnas, do Dimas Toledo, ele não chegou a operar para ajudar do PTB. Vou esclarecer. Faz parte da vida. Eu tive que me eviscerar para dar essa partida, para tirar a máscara da face do PT, botar o rei nu. E a evisceração provoca esse tipo de julgamento açodado. “Esse cara é Judas, vamos malhar”. Eu tenho que compreender.

Como petrolão e mensalão se conectavam?

Hoje eu leio o petrolão como fonte de financiamento do mensalão. Um dos graves problemas do PT foi o financiamento dos partidos políticos. Hoje pode fazer PMB, PSD, P não sei o quê…tem 40 partidos. Quando o PT encontra resistência em uma direção partidária, dissolve aquele partido, pega um grupo, faz outro partido. Quem se manteve firme e não se fragmentou foi o PMDB. Quando o PMDB viu que o PT estava tentando esfacelar o partido, criando esse PSD com o ex-prefeito de São Paulo (Gilberto Kassab)começou ali a reação. Eduardo Cunha vem reagindo a partir dali. Essa janela que abriram agora (que permitiu troca de partido) é mensalão de novo. Os caras que se aproximavam para conversar pediam luvas de R$ 1 milhão, R$ 600 mil e mensalão de R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mil por mês. É a mesma coisa do mensalão. Aconteceu tem dez dias. O PTB foi assediado.

Por quem?

Teve gente que me procurou (para ir para o PTB). “Preciso de R$ 1 milhão”. Eu disse “aqui no PTB não se paga mensalão para ninguém”. Eram deputados de outra legenda que vinham com essa conversa para passar para o PTB. Perdemos alguns deputados e sei que cantaram na orelha deles essa conversa. Quem patrocina? O PT, o governo. Não vou citar ninguém. Está na raiz do PT a corrupção. Pelo que vejo, (o dinheiro que abastecia o mensalão) vinha de vários lugares. As estatais estão sempre na corrupção e as para estatais, que são as empreiteiras. Não tenho pena da Odebrecht, tinha que fechar. Dá chance às pequenas que estão começando no Brasil. Não pode importar uma empresa de fora. Que conversa é essa de ‘o petróleo é nosso, a ponte é nossa’. Quem vier para cá vai ter que contratar a mão de obra aqui.

Por que o PTB não tinha espaço na Petrobrás?

Tinha um senador do PTB, não em acordo de partido, que mandava na BR, nessas cooptações que o PT fez no Senado, no varejo. Mas o PTB nunca esteve em direção de qualquer empresa desse porte. Não sou santo nem quero fingir que sou. Mas eu sempre tive limites, nunca passei da linha amarela. Quando sentava um empreiteiro na minha frente, levado, vamos dizer, pelo presidente da Eletronorte. Eu dizia “leve em consideração três coisas para ajudar o PTB: primeiro, o interesse da empresa estatal; segundo, o interesse da sua empresa; terceiro o que você puder dar”. Sempre a conversa foi confortável. “Naquela época tinha caixa 2. Hoje não existe mais. Ele perguntava “como o senhor quer receber?” Eu dizia “como você quiser dar ao PTB, por dentro, por fora”. As coisas eram tratadas dessa maneira.

Por que o senador e ex-presidente Fernando Collor deixou o PTB?

Porque não está conformado, porque a direção nacional do partido se posiciona pelo impeachment. Ele pediu um pouco de moderação, achava que a Cristiane (Brasil, filha de Jefferson, deputada federal e presidente nacional do PTB) estava sendo muito dura com a presidente Dilma, com o presidente Lula. Eu falei: “ela não vai mudar o discurso e eu não vou pedir a ela para mudar”. Essa foi a principal razão. Eu aproveitei e cobrei que ele organizasse o PTB em Alagoas. Só ele tem se elegido. Tem que fazer vereador, prefeito. Fomos cordiais um com o outro. Realmente a Cristiane tem que moderar um pouquinho.

Acredita que haverá condenações e prisões no petrolão como houve no mensalão?

Penso que o Lula não vai escapar. O mensalão parou na antessala dele, na Casa Civil. Mas o petrolão entrou dentro do Palácio (do Planalto). Ou esse (Marcelo) Odebrecht fala ou vai levar 30 anos na cadeia. Marcos Valério levou uma martelada de 40 anos. O processo do petrolão é diferente do mensalão. O mensalão surgiu do embate político, de uma denúncia que eu fiz. No petrolão não tem nem voz da oposição. A oposição está em silêncio porque muito dos seus estão comprometidos, tem muita gente da oposição enroscada nas empreiteiras.

Já houve um comentário de que o senador Delcídio Amaral seria um novo Roberto Jefferson, por causa da delação premiada que ele fez. O que o senhor acha?

Vejo com bons olhos, apesar de eu não ter feito delação premiada. Nem pleiteei isso. Arquei com as consequências das minhas atitudes. Eu fiz uma luta política. O juiz perguntou se eu queria fazer e eu disse que delação premiada é conversa de canalha. Hoje tenho até outra visão disso. Penso que Delcídio fez uma bela contribuição. O gesto dele de tentativa de obstrução à Justiça foi menos grave que o ministro (Aloizo) Mercadante. Mas houve dois pesos e duas medidas. Delcídio foi preso, e Mercadante sequer foi incomodado.

Por que o senhor mudou de opinião em relação às delações?

A Lava Jato não teria avançado (se não fossem as delações). Eu fui condenado até mais que o Genoino (José Genoino, ex-presidente do PT), que assinava as promissórias do PT e dizia que assinou sem ver. Isso é conversa de petista. “O sítio é do meu amigo, o apartamento é do meu amigo, o barquinho é do meu amigo.” Isso é conversa de petista. O que eu fiz eu assumi. Mas não me abati, nunca reclamei, respeitei a decisão, cumpri a decisão. Se tivesse que fazer, fazia tudo de novo. É o preço que eu tive que pagar pelas atitudes que cometi. Hoje eu não repetiria essas atitudes.

O que o senhor não repetiria?

Não faria parceria com o PT. O PT não dá, quer se aboletar no poder, quer transformar o País em uma ditadura comunista, socialista. Isso eu repilo, tenho pavor, acho um atraso.

O senhor vai voltar para a política?

Para a política eleitoral, talvez não. Lá em casa já tem deputada federal. Prefiro presidir o partido. Depois do indulto, está uma pressão para que eu reassuma. Minha filha quer me reconduzir à presidência do PTB. Preciso chegar agora, tanto para ajustar minha biografia, como para participar desse movimento que é um ponto final da corrupção institucionalizada.

Como o senhor vai orientar o PTB? O partido está dividido em relação ao impeachment?

Você vai ter uma surpresa. Divisão é meio a meio. São 19 deputados, eu penso que no máximo o PTB dará dois votos a Dilma.

E o relator do processo, deputado Jovair Arantes, que é do PTB?

O relator vai acompanhar o sentimento da maioria da comissão (do impeachment). Penso que o Jovair não fará um relatório ofensivo à presidente. Ele vai se basear tecnicamente. Não é o que ele está me dizendo, é minha maneira de ver. Jovair é hábil e equilibrado. Relator tem que ouvir todos, tirar a média ponderada. Se ele se expressar pelo impeachment, não será com uma linguagem panfletária, ofendendo a presidente, a memória, o currículo da presidente. As pessoas vão se surpreender com o relatório do Jovair.

Na Comissão do Impeachment, como está o peso de deputados a favor e contra?

Acho que dá dois terços a favor do impeachment. No plenário, penso que Dilma não chegará a 150 votos.

Se houver impeachment, qual será a posição do PTB em um possível governo de Michel Temer?

Michel não pode errar, tem que ter um ministério acima do bem e do mal, de gente capaz, qualificada. Não pode ter suspeita. Vai ter que ser um governo tipo Itamar Franco. Temer tem que fugir dos que vão com goela aberta. Minha sugestão para preenchimento de vagas em estatal é chamar uma comissão do Ministério Público. Senado não adianta, porque é o senador que indica.

O PTB vai fazer parte do governo?

O PTB não é de gente oferecida. Queremos uma pauta moderna, de privatização. Acho que Temer tem que ser estadista, tem que levar esse governo com cautela, apresentar emenda do fim da reeleição com mandato de cinco anos.

O deputado Eduardo Cunha tem legitimidade para presidir a Câmara no momento em que está em curso o processo de impeachment?

Tem legitimidade, sim. Ele responde a vários inquéritos, tem que ter cuidado. Minha preocupação é que a prisão humilha muito as pessoas. Para ele a situação vai complicar. Vai levantar de manhã cedo… chinelo de dedo, bermuda azul, camiseta branca. Está lá no coletivo dos presos, aquele cheiro de gente doente, com tuberculose, com Aids. Banheiro com cheiro terrível, banho frio. De manhã cedo, todo mundo em fila. “Senhor Roberto Jefferson!” “Presente, senhor.” Cabeça baixa, mão para trás. De noite, o “confere”, aquela averiguação que se faz. É duro. Dinheiro contadinho, R$ 100 por semana para comprar na cantina. E quem tem R$ 100 tem que comprar para todo mundo. Se furar a bola, tem que dar uma bola nova. Tem que aturar isso. Limpar privada, varrer o chão. O que me preocupa são as filhas e a esposa, mulheres bonitas, cheirosas, entram lá naquele meio, vão ser assediadas. Vão acordar (na prisão) com aquelas mulheres deitadas na cama, vão apanhar na cara, vão denunciar, vão apanhar de novo. O cara vai ter que aturar isso. O ambiente prisional é muito duro, muito triste, muito pesado. O cara não pode expor a esposa, a filha. Não ataca a Justiça, não ataca o Ministério Público, o Judiciário. Respeita. O cara tem 20 contas no exterior, nunca declarou. Gastos milionários em cartão de crédito. Traz para si, tira a esposa e a filha. Ele não pode permitir a filha e a esposa passarem por isso. É a preocupação que eu tenho. As coisas são muito evidentes.

É possível Cunha responder aos inquéritos e continuar no comando da Câmara?

É ele que tem que conduzir (o processo do impeachment). Ele está lá (na presidência da Câmara). Ele foi o adversário mais à altura do Lula. Lula nunca esperou encontrar um bandido da mesma qualidade moral, intelectual que ele. O bandido pelo qual eu mais torço é o Eduardo Cunha. Vai puxar a barba do Rasputin. Gelado, frio, equilibrado. O Lula , o PT e esse fórum de São Paulo (conferência de partidos de esquerda latino americanos) são bandidos da laia do Eduardo Cunha, topam tudo. Como Deus faz as coisas. Botou um cara ali que qualquer jogo ele joga, qualquer parada ele topa e sabe onde aperta o calo do outro bandido. Pega o outro bandido na esquina. Dudu é o bandido que eu mais gosto, o vilão que eu torço por ele, o vilão da minha novela. E estou doido para ele puxar a barba do Rasputin.

O senhor viu as mudanças que aconteceram no Conselho de Ética e atrasaram o processo contra o presidente da Câmara?

Tenho horror ao Conselho de Ética. Conselho de Ética e CPI são coletivos de donzelas furadas. Sabe o que é? Uma vez fui ao mercado de Salvador e o menino dizia “donzela furada, três por cinco reais”. É uma rosquinha de polvilho, que aqui a gente trata de mentirinha. Aquela comissão de ética e as CPIs são impregnadas de donzelas furadas, tudo mentirinha. Todo mundo rabudo querendo pisar no rabo do outro para se lavar. Tenho aversão.

Em entrevista ao ‘Estado’, o ex-deputado, condenado à prisão no mensalão e com pena recém-perdoada pelo STF, fala sobre o esquema de corrupção da Petrobrás, o impeachment de Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

‘Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder’, diz ministro do STF sobre PMDB

© Fornecido por Estadão O ministro do STF Luís Roberto Barroso
© Fornecido por Estadão O ministro do STF Luís Roberto Barroso

Brasília – Em meio à discussão do processo de impeachment, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) disse que o País enfrenta um problema de “falta de alternativa” e comentou em tom crítico a possibilidade de o PMDB assumir o poder. “Quando, anteontem, o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que erguiam as mãos, eu olhei e pensei: Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder. Eu não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando”, disse o ministro, em conversa no Tribunal com alunos da Fundação Lemann.

A foto do momento em que é selado o desembarque do PMDB do governo tem como figuras principais o ex-ministro Eliseu Padilha – um dos peemedebistas mais próximos do vice-presidente Michel Temer -, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR).

Na conversa com alunos, Barroso afirmou que o problema do País é a “falta de alternativa” na política. “Não tem para onde correr. Isso é um desastre”, afirmou.

O ministro não sabia, ao fazer os comentários, que o encontro estava sendo transmitido pelo sistema interno de TV do Supremo, ao qual todos os gabinetes do Tribunal têm acesso. Após as críticas, Barroso foi informado que a conversa estava sendo exibida e pediu para que os áudios fossem excluídos.

Barroso também fez comentários sobre o sistema político. “A política morreu, porque nós sistema político que não tem um mínimo de legitimidade democrática, ele deu uma centralidade imensa ao dinheiro e à necessidade de financiamento e se tornou um espaço de corrupção generalizada”, disse o ministro, que emendou “Talvez morreu eu tenha exagerado. Mas ela está claramente enferma. É preciso mudar”.

Crítico ao sistema eleitoral do País, Barroso disse que há um distanciamento entre eleitores e eleitos. “É um sistema em que o eleitor não tem de quem cobrar e o eleito não tem a quem prestar contas, não pode funcionar”, disse, ao falar sobre a eleição por voto proporcional.

Foro – Mais cedo, em palestra a universitários do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Barroso fez críticas ao chamado “foro privilegiado”. “É um desastre para o País e é um mal para o Supremo. O foro por prerrogativa de função deveria alcançar o Presidente da República, o vice-presidente da República, os presidentes de poder e mais quase ninguém”, disse o ministro.

Ele defendeu, conforme já fez em momentos anteriores, a criação de uma vara especializada em Brasília para cuidar dos processos criminais de autoridades que hoje possuem foro perante o STF e perante o Superior Tribunal de Justiça. Atualmente, além dos presidentes de Poder e presidente e vice-presidente da República, uma série de outras autoridades possui a prerrogativa de só ser investigado e processado na área penal pelo Supremo, como deputados, senadores e ministros de Estado.

Barroso afirmou ainda que o modelo de foro privilegiado amplo “estimula a fraude à jurisdição”, citando por exemplo, de forma genérica, casos em que parlamentares renunciam para escapar do julgamento no STF. Dentro das próximas semanas, o Supremo terá de julgar a situação do foro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, ao ser empossado ministro-chefe da Casa Civil, teria suas investigações remetidas ao STF. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no entanto, enviou parecer à Corte na qual pede a manutenção da posse de Lula, mas a continuidade das investigações na justiça de primeira instância, para evitar efeitos prejudiciais do que chama de “desvio de finalidade” na nomeação do petista.

O ministro também afirmou que o processo de impeachment é um “momento dramático” para o País, independentemente do resultado final, mas defendeu a tolerância nas discussões. “As pessoas deveriam debater ideias sem compulsão de desqualificar as opiniões dos outros. Não precisa dizer que quem pensa diferente é mal intencionado. (…) Um choque civilizatório no debate público brasileiro faria muito bem a todos”, disse Barroso.

Oeste baiano: Ônibus pega fogo na BR-242

Foto: Jadiel Luiz/Blog Vilares do Sigi Vilares
Foto: Jadiel Luiz/Blog Vilares do Sigi Vilares

Um ônibus pegou fogo quando trafegava por um trecho da BR 242 no município de Muquém do São Francisco, na região do Velho Chico, oeste baiano, na noite desta quinta-feira (31).

O veículo que fazia o transporte intermunicipal de passageiros ficou completamente destruído. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF-BA), o acidente ocorreu por volta das 21h, no km 594 da rodovia. Não houve feridos no incêndio, e os passageiros conseguiram retirar as bagagens a tempo de não serem destruídas.

Ainda segundo a PRF, a causa do incêndio foi um efeito mecânico a partir das rodas traseiras. Por causa do acidente, o trecho da rodovia ficou fechado por cerca de uma hora.

Ibirapitanga: Município sedia Seminário de Agricultura Familiar da cadeia produtiva do cacau

Prefeito Isravan prestigia evento (Foto: Divulgação)
Prefeito Isravan prestigia evento (Foto: Divulgação)

O território Baixo Sul, em parceria com a Prefeitura Municipal de Ibirapitanga, realizou, nesta quarta-feira (30), o II Seminário da Agricultura Familiar para Homologação da Câmara Técnica da Cadeia Produtiva do Cacau do Território Baixo Sul da Bahia. O Seminário contou com a participação do prefeito de Ibirapitanga e presidente do CIAPRA, Isravan Barcelos, do coordenador territorial e representante da CEPLAC Eduardo Azevedo, representantes de diversas entidades, cooperativas, associações, secretários de Agricultura dos municípios, conselhos municipais, CAR, assentamentos.

Seminário ocorreu na Câmara Municipal (Foto: Divulgação)
Seminário ocorreu na Câmara Municipal (Foto: Divulgação)

Durante o seminário foi contextualizado o histórico do cacau, agroindústrias, padronização da qualidade da produção, armazéns, comercialização para os mercados instituições e em rede, turismo agroecológico, entre outros pontos. Ainda no seminário foi apresentado pelo prefeito o projeto inicial de apoio a cadeia produtiva do cacau com recursos próprios no valor de 400 mil para produção de chocolate. (Ubatã Notícias)

Maraú: Governador Rui Costa confirma visita no município no próximo dia 07 de abril

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A prefeita de Maraú, Gracinha Viana (PP) convida a todos os secretários municipais, vereadores e lideranças políticas da região para estarem presentes na visita que o Governador Rui Costa vai realizar no próximo dia 07 de abril, às 09h00 no município de Maraú. Na oportunidade o chefe do executivo estadual vai realizar a inauguração do Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP). A unidade integrará as ações das polícias civil e militar. Para essa inauguração deve contar com a presença do o Secretário da Segurança Pública Maurício Teles Barbosa. Além do DISEP é provável que aconteça outras importantes inaugurações para o município de Maraú e região. (Alessandro Granda/Ubaitaba Urgente).

Maraú: ACTEBA realiza seminário Fortalecimento da Rede de Garantias de Direitos

Flyer - Divulgação Seminário - Maraú

Associação de Conselheiros Tutelares e Ex-conselheiros do Estado da Bahia (ACTEBA) vai realizar nos dias 5,6 e 7 de abril o Seminário Fortalecimento da Rede de Garantias de Direitos na sede do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), em Maraú. O objetivo do evento é fortalecer o sistema de garantias de direitos da criança e do adolescente. Participam desse encontro Conselheiros de Direitos, Conselheiros Tutelares, Profissionais do CREAS, CRAS, Gestores Municipais, Ministério Público, Vara da Infância e da Juventude, Professores e demais atores do Sistema de Garantias e Direitos. Os interessados em participar devem confirmar presença por intermédio do e-mail [email protected].(Alessandro Granda/Ubaitaba Urgente).

Bahia: Volta do PDT ao governo de Rui Costa deve mexer no secretariado

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Com o fortalecimento do PR e a ida do PDT para a base do governador Rui Costa, o secretariado deve ser reformulado para acomodar as duas legendas. Segundo o secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, ainda é prematura dizer se o PT é quem terá de cortar na carne, entregando pastas para alojar as duas legendas. “Não necessariamente isso terá de acontecer. E não podemos perder de vista que quem bota e tira do governo é Rui Costa. Ele vai tomar a decisão depois de ouvir a sua bancada e as suas bases”, assinalou Josias Gomes ao Bocão News. O ex-presidente do PR, Jonga Bacelar, afirmou que continuar cobrando do governo assento na administração. O presidente atual José Carlos Araújo foi moderado no discurso, mas não descartar cobrar reciprocidade do governo. Vai cobrar de Rui Costa à medida que o partido seja vitaminado. A volta do PDT para a base de Rui e o fortalecimento do PR, com a entrada do superintendente do Procon e da Bahiatursa, Marcos e Diogo Medrado, vão fortalecer o grupo na eleição municipal deste ano. “É importante termos um PR forte e termos a volta dos pedetistas para ampliarmos as nossas condições de disputa no interior”, frisou Josias.

Brasil: Governo federal corta mais de R$ 6 bilhões em Saúde e Educação

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Ministro da Fazenda detalhou os cortes financeiros

O governo detalhou como será distribuído, entre os ministérios, o corte extra de R$ 21,2 bilhões no Orçamento de 2016, anunciado na última semana pelo Ministério da Fazenda. O decreto de programação financeira divulgado nessa quarta-feira em Diário Oficial da União extraordinário mostra que as pastas que mais afetadas (em termos nominais) foram Saúde e Educação, que possuem os maiores orçamentos do Executivo, e Defesa. O montante destinado à Saúde foi limado em R$ 2,3 bilhões e passou de R$ 90,34 bilhões para R$ 87,98 bilhões. Já a verba da Educação caiu em R$ 4,2 bilhões, de R$ 34,35 bilhões para R$ 30,15 bilhões. O ministério da Defesa sofreu um corte de R$ 2,8 bilhões e está autorizado a gastar R$ 15,8 bilhões. O ministério de Minas e Energia também passou por um forte contingenciamento, de R$ 2,15 bilhões, e teve o orçamento reduzido de R$ 3,53 bilhões para R$ 1,38 bilhão. Os recursos para a pasta de Cidades, onde está incluído o Programa Minha Casa, Minha Vida, foram diminuídos em R$ 250 milhões. Dessa forma, o limite de empenho para despesas discricionárias (não obrigatórias, que podem ser cortadas) será de R$ 212,16 bilhões, ante R$ 235,23 bilhões em 2015.

Integrantes do MST ocupam sede de prefeitura no sul da Bahia

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Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocuparam nesta quarta-feira (30) a prefeitura de Prado, cidade localizada no sul da Bahia. Os manifestantes reivindicam melhorias nos assentamentos, na educação, transporte escolar e estradas. O MST também chegou a ocupar as prefeituras de Teixeira de Freitas e Alcobaça, na manhã desta quarta-feira, mas depois deixaram o local. Apenas em Prado a ocupação continua. Os integrantes do MST informaram que se reuniram com a prefeitura de Prado nesta quarta mas não teve acordo e que, por isso, vão continuar na sede do governo municipal até uma nova reunião com a prefeita, prevista pra quinta-feira (31). O G1 tentou entrar em contato com a prefeitura de Prado, mas não obteve êxito.

Santo Amaro: Professora é assassinada a facadas; ex-namorado é suspeito do crime

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Desaparecida desde o final da tarde de terça-feira (29), após sair da escola onde lecionava em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo, a professora Ana Tereza Leone, de 48 anos, foi encontrada morta horas depois em um terreno no distrito de Oliveira. A polícia chegou ao corpo da vítima após encontrar seu veículo. De acordo com a polícia, a mulher foi vítima de golpes de faca. O principal suspeito de praticar o crime é um ex-namorado de Ana Tereza, que, segundo testemunhas, vinha a assediando. Ainda de acordo com a polícia, conversas no celular apontam supostas ameaças do homem, que não teve a identidade divulgada. Ele está preso na delegacia de polícia da cidade, após ser capturado por uma guarnição do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto). (Bocão News).

Itabuna: Juiz Marcos Bandeira é pré candidato a prefeito do município

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Juiz Marcos Bandeira (PMDB).

Na última terça-feira0 (29), o juiz aposentado de Itabuna, Marcos Bandeira, se reuniu na capital do estado com o deputado estadual Pedro Tavares (PMDB). A pauta da reunião foi a filiação do juiz ao PMDB. Marcos Bandeira decidiu se filiar ao partido e colocar seu nome como pré-candidato a prefeito pelo partido. O deputado pediu para Bandeira procurar o diretório local para definir a situação, já que o partido já tinha lançado o nome do engenheiro Fernando Vita como pré-candidato. O nome de Marcos Bandeira é visto como de credibilidade neste momento de desgaste da classe política. (PSB)

Homem preso em fórum faz juíza refém e tenta incendiá-la

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Um homem de 36 anos foi preso em flagrante na tarde desta quarta-feira (30) após invadir o fórum regional do Butantã, na zona oeste de SP, e manter uma juíza refém. Seu plano, além de matar a magistrada, era se suicidar e explodir parte do prédio, de acordo com informações da Folha.

Segundo a polícia, Alfredo José dos Santos aparentava ter problemas psiquiátricos e ameaçou atear fogo na juíza Tatiana Moreira Lima, responsável pela vara da Violência Doméstica. Motorista, Santos cursou ensino técnico de química.

Por volta das 14h, invadiu o fórum correndo pela saída, sem passar pelo detector de metais e pela segurança, carregando uma bolsa cheia de garrafas pet com solventes inflamáveis, como gasolina, querosene e etanol.

Subiu as escadas ateando fogo no prédio. Um segurança atirou em sua direção, mas acertou a parede. Foi quando ele entrou na sala da juíza. Segundo a polícia, Santos jogou gasolina nele e na vítima. Obrigou ela a gravar um vídeo dizendo que ele era inocente e a jogou ao chão, ameaçando acender um isqueiro.

Foi contido após a chegada da Polícia Militar e uma breve negociação.

Dos sete políticos do PP denunciados no STF, três são baianos

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A situação é nada boa para três pepistas baianos. O ex-deputado e conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Mário Negromonte; o seu filho deputado federal Negromonte Jr e seu colega de bancada Roberto Britto estão no rol dos denunciados pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF). As acusações são de corrupção passiva, organização criminosa e outros crimes.

Outros denunciados são Arthur Lira (Alagoas), José Otávio Germano (Rio Grande do Sul), Luiz Fernando Faria (Minas Gerais) e José Alberto Pizzolatti (Santa Catarina).

Ainda não se sabe qual será o impacto desta denúncia na bancada do PP, mas é pouco provável que isto cause grandes alterações no cenário atual.

Os três baianos já haviam sido indiciados pela Polícia Federal.

Sessão da comissão do impeachment termina em empurrões entre deputados

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As discussões na comissão do impeachment chegaram ao mais elevado nível de tensão nesta quarta-feira. Desde o início, a sessão que ouviria os autores da denúncia contra Dilma Rousseff foi marcada por bate-boca entre os deputados. Eles acabaram com os microfones cortados pelo relator: “Isso aqui, com todo respeito, não é uma Câmara de Vereadores”, disse Jovair Arantes (PTB-GO), antes de chamar o jurista Miguel Reale Júnior para depor.

Arantes não imaginava, porém, que a reunião encerraria com parlamentares quase protagonizando cenas de pugilato, provocando um empurra-empurra generalizado que chegou a derrubar cinegrafistas que acompanhavam a discussão. A confusão começou após o presidente do colegiado, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), encerrar os trabalhos da comissão sem que todos os inscritos se pronunciassem. A iniciativa, para deputados governistas, foi um “golpe” para impedir a fala daqueles que discordavam dos denunciantes da presidente da República. Petistas, entre eles o deputado Paulo Teixeira (SP), dirigiram-se a Rosso com o dedo em riste e aos berros.

Em seguida, foi a vez dos deputados Ivan Valente (PSOL-SP) e Caio Nárcio (PSDB-MG) trocarem empurrões e quase chegarem às vias de fato, enquanto concediam uma entrevista. Os dois tiveram de ser apartados pela segurança da Câmara. O deputado Henrique Fontana (PT-SP) também entrou na bagunça e deixou o plenário aos gritos de que não é “bandido”. Entre os espectadores do tumulto, houve espaço até para piada: “Teve golpe. Literalmente”, brincavam.

(Marcela Mattos, de Brasília)

Ibirapitanga: Jé visita e empolga moradores do Assentamento Serra de Areia

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O pré-candidato a prefeito, Jé Assunção aceitou convite dos moradores do Assentamento Serra de Areia para participar de um programa esportivo de fim de semana. O pré-candidato foi lá e marcou presença. A festa era esportiva, com um clima de muito entusiasmo e participação, mas acabou se tornando, naturalmente, um evento de adesão política, pela demonstração de carinho e apoio recebido pela pré-candidatura de Jé Assunção.

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Jé agradeceu ao pessoal e disse que ali se sentia “em casa” pelo clima de afeição verdadeira, pela sinceridade da manifestação espontânea de todos. E fechou dizendo que “toda vez que houver um evento desses, pode me chamar que eu venho. “É em eventos como esses que transmitem energia e confiança, aqui ganho mais gás e motivação para tocar nossa pré-campanha que já sente cheiro de vitória”, disse o pré candidato a prefeito de Ibirapitanga.(ASCOM/Jé Assunção).

Ubaitaba: Jovem cai de pé de jaca e morre no distrito dos Melos

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Um jovem de 25 anos morreu após cair de um pé de jaca na noite da última terça-feira (29), por volta das 15h00, no distrito dos Melos, município de Ubaitaba. De acordo com informações de familiares, “Pezão” como era conhecido caiu de um pé de jaca de 15 metros de altura e foi socorrido ao Hospital de Base em Itabuna, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo de “Pezão” foi sepultado na tarde desta quarta-feira (30), em meio a muita comoção já que ele era muito querido e conhecido na região dos Melos. (Alessandro Granda/Ubaitaba Urgente)

Ubaitaba: Eduardo Pires assina ficha de filiação no PMDB de Bêda

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Eduardo Pires (PMDB).

O advogado e filho do ex-prefeito Armando Uzêda Pires assinou na noite desta quarta feira (30) sua ficha de filiação no PMDB do prefeito Bêda e coloca também seu nome a disposição do povo para uma pré-candidatura a prefeito de Ubaitaba. Duda é filho do saudoso Armando Uzêda Pires, ex-prefeito de Ubaitaba por duas vezes. Armando foi um dos melhores prefeitos que o município já teve. Armando fez história na política ubaitabense e jamais será esquecido. A mãe de Eduardo Pires, a ex-primeira dama Mary Loiola também fez história no município e até hoje é chamada de a “mãe dos pobres”.

Duda assina ficha de filiação no PMDB.
Duda assina ficha de filiação no PMDB.

No governo de Armando Uzeda, seu marido, Mary foi Secretária de Desenvolvimento Social. Mary era muito carinhosa com o povo, fazia questão de entregar o enxoval na casa da gestante, subia nos caminhões para distribuir o peixe da semana santa e estava disponível 24 horas por dia para ajudar o povo carente de Ubaitaba. Em toda a historia do município, nunca se viu uma secretaria tão dedicada e carinhosa com o povo como Mary Loiola. (Jackson Cristiano/Ubaitaba Urgente)

Ubaitaba: PSOL confirma Betinho da Bahia como presidente do partido

Betinho pretende disputar eleição para prefeito de Ubaitaba.
Betinho pretende disputar eleição para prefeito de Ubaitaba.

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em Ubaitaba confirmou na tarde da última segunda-feira (28), o nome de Betinho da Bahia como novo presidente do partido. O PSOL vai concorrer nas eleições de 2016 tendo como pré-candidato o radialista Betinho da Bahia. Betinho da Bahia é radialista profissional, trabalha na Rádio Ubaitaba FM, em Ubaitaba, e é um jovem bastante popular na cidade. (Alessandro Granda/Ubaitaba Urgente).